Depressão

+Saúde, Depressão, Prevenção

Quando o cancro bate à porta!

Durante os 17 anos que trabalhei com doentes de cancro e seus familiares assisti a muitos sonhos desfeitos, muitas vidas sem tempo, outras renasceram entre outras que não sabiam muito bem o que sentiam, faziam e iria acontecer na incerteza da certeza do diagnóstico. Todos os doentes passam pelas fases da zanga, raiva negação, recusa, à aceitação e esperança ainda que não sigam por esta ordem. Muitos agarram-se à fé enquanto outro afastam-se dela por sentirem que não mereciam ser abandonados por Deus. À medida que eu andava pelos corredores do hospital, com cheiro a éter, alternando entre silêncios dolorosos e gritos de dor eu analisava o processo do paciente seguinte antes de debater-me com mais uma realidade dura. A maioria em pré-cirurgia ou pós-cirurgia, outros para transplante. O meu papel era desmistificar o “bicho” do cancro que é “mortifero”. Nem sempre o é! Aliás, atualmente a taxa de sobrevivência já é muito alta. Baixar os níveis de ansiedade e encorajar a adesão aos tratamentos. Para além dos problemas associados ao passado e presente que eram trabalhados nos seus aspetos afetivo-emocionais. Muito do trabalho passa pelo apoio à família e aos profissionais de saúde. Quando o enfermo é uma criança a família precisa de apoio redobrado porque terá de ser os alicerces do filho. A criança vai reagir consoante a família reagir. A família ao receber um diagnóstico de cancro  expressa angústia intensa e persistente que interfere na sua qualidade de vida com sentimentos de impotência e desespero. As crianças só têm a noção da realidade da doença após os efeitos secundários dos tratamentos da quimioterapia que são nocivos e podem sofrer abstinência, fazer birras, ter dificuldade em comer ou dormir ou recusar-se a seguir o tratamento recomendado. Os próprios pais ao verem o filho a sofrerem de tal forma, procuram 2ª opinião e colocam tudo em questão. Uma onda de dúvidas do que poderá ser melhor para o seu filho se coloca e muitas vezes pensam também abandonar o tratamento e procurar outro no estrangeiro. A criança experimenta intensa angústia ou dor durante procedimentos ou outros aspectos do tratamento que interferem em sua qualidade de vida ou capacidade de acessar cuidados médicos. O paciente se recusa a frequentar a escola devido aos efeitos da medicação e é fisicamente incapaz de ir à escola. A fadiga é demasiado grandiosa e a aparência física deixa a criança com uma auto-estima baixa procurando o isolamento interpessoal. Há uma série de fatores condicionantes na vida da família, toda a rotina muda, a criança tem de ser novamente estimulada e consciencializada que os efeitos do tratamento são passageiros e os seus colegas também têm de estar preparados para a recepção desta mudança. É importante que a criança com cancro sinta-se integrada socialmente e útil, para que pense o menos possível nos menos bons momentos que tem passado. Tem de sentir apoio, compreensão e acreditar que é algo passageiro. Uma mente positiva contribui para o sucesso do tratamento. Uma coisa é certa, um doente sobrevivente de cancro jamais é o mesmo porque torna-se num ser muito melhor. Um doente de cancro, não tem medo de lutar pelos seus sonhos e dizer o que realmente pensa. As coisas materiais perdem o sentido e passam a viver numa dimensão superior da emoção e vivem mais intensamente e com mais tranquilidade. Dedico a todos os doentes oncológicos de coração apertadinho! By Natacha Seixas

+Saúde, Depressão

Porque o Natal é tão deprimente para alguns?

É tão comum ouvir sentimentos negativos nesta época de Natal. Tais como, “se pudesse evitava estes dias. Para mim o Natal é uma hipocrisia. Para mim o Natal é muito triste”. Mas o que acontece nesta Época festiva para deixar algumas pessoas tão desanimadas e deprimidas? Muitos são os indivíduos que vêm as suas expetativas idolotradas. Outros,  ficam demasiado cansados e sobre stress intenso devido à carga de atividades que se intensificam nesta época, compromissos e excesso de informação. A pressão maior vem da reunião familiar na noite de consoada e no dia de Natal, que se tornou demasiado consumista e acarreta um peso na carteira que não está ao alcance de todos. O ter de “dar e receber” presentes tornou-se uma obrigação, num período de crise e desemprego. Como se não bastasse compra-se o que não se pode, com o que não se tem, esgota-se os plafons dos cartões de crédito para oferecer-se a quem não se simpatiza. E a frustração vem para ficar com as dividas a acumular. Para outras pessoas que têm a família longe, a impossibilidade de estar com os familiares ou amigos, por luto, separações e conflitos ou até mesmo por doenças torna o Natal uma época de sentimentos tristes. As crianças que sofrem mais com os conflitos paternais e nada fizeram para merecer tais atitudes e comportamentos negligentes por parte dos mesmos. Sem perceberem muito bem o porquê não recebem um telefonema do Pai (normalmente acontece em grande predominância por parte paterna) na noite de Natal ou nem têm a tão esperada prenda do pai na mágica árvore de Natal. E que sentimentos originam na criança? Revolta, raiva e zanga. O Natal e suas vivências Uns vivem o Natal de forma mais intensiva que outros. Ou seja, muitas são as pessoas que se juntam neste dia para estar com a família e trocar presentes à meia-noite e sentem extrema alegria e bem-estar enquanto outros são mais passivos e sem planos, tentam passar ilesos apesar dos milhares de estímulos alusivos ao Natal por todo o lado onde passam, quer seja na rua, nos placard’s, nas montras das lojas, no pacote de açucar do café, os rebuçados no pires do café, na Tv, na Net, na estação de Rádio, na caixa de correio, junto da Pizza que encomendou, o panfleto no vidro do carro com 50% de desconto, etc. Muitas pessoas vivem com muito no Natal enquanto outros vivem com pouco e outros sobrevivem sem nada. E não existe só Natal. Come-se e bebe-se e tem-se família todos os dias. Durante o Ano também se lembra que eles existem? Um Bom Ano 2019 para si! Natacha Seixas  

Depressão, Psicopatologia Infantil

Meu filho foi diagnosticado com depressão … e agora?

Meu filho foi diagnosticado com depressão … e agora? Dicas sobre como lidar em casa e na escola para pais de crianças ou adolescentes diagnosticados com depressão infantil A depressão é uma doença séria que afeta a forma como a criança se relaciona com os pais, os professores, os pares, com o mundo e com ele próprio. Habitualmente, o isolamento é o caminho mais percorrido e nos adolescentes o mundo das drogas pode ser um escape para adormecer a dor. U diagnóstico adequado e um plano de tratamento é um bom começo, mas trabalhar com depressão requer tempo e pode incluir recaídas. Isso ajuda a saber o que esperar durante o processo e quando procurar ajuda adicional. Fique a saber mais sobre os sintomas Nos adultos a maior característica da depressão defini-se por humor deprimido que persiste por mais de duas semanas, enquanto que nas crianças é mais comum um quadro de irritabilidade e: Irritábilidade, tristeza, retraído ou entediado na maior parte do tempo Desprazer em atividades habituais Dormir muito ou pouco Ganho ou perda de peso Sentimentos de  desesperança ou desamparado Dificuldade em se concentrar ou tomar decisões Fadiga Pensamentos de auto-mutilação, morte ou suicídio O que esperar do tratamento O tratamento para a depressão numa criança demora o seu tempo. Uma personalidade em formação com crises existenciais e com dúvidas infinitas acerca de tudo. Um grau de irritablidade elevado e uma idade em que se acha se se é dono da verdade são entraves suficientes para tornar a terapia uma pouco mais longa. No entanto, os pais devem acreditar e manter uma postura confiante e paciente. Psicoeducação: Informar os pais para que eduquem os filhos sobre a sua depressão. Expliquem o processo. Ajudá-los a compreender as possíveis causas (genética, fatores ambientais, intimidação, stress), compreender a química do cérebro (baixa serotonina) e reduzir a culpabilidade que possa surgir. Este conhecimento sobre a doença vai ajudar a perceber que é uma doença como as outras e que precisa ser tratada com todo o respeito sem vergonha nem ressentimento. Psicoterapia: O aconselhamento é uma boa opção para crianças que sofrem de depressão. Existem diferentes tipos de aconselhamento e o que funciona para um pode não funcionar para outro. Para crianças muito pequenas, a ludoterapia é sem dúvida no meu entender a melhor opção. Para crianças e adolescentes mais velhos, a Terapia Comportamental Cognitiva (TCC) é bastante eficaz. Medicação: A medicação pode ser necessária para casos moderados a graves, mas a medicação funciona melhor quando combinada com aconselhamento psicoterapêutico. Hospitalização: Para casos graves de depressão, incluindo ideação suicida, a hospitalização é por vezes necessária. O que os pais devem fazer em casa com uma criança depressiva Mesmo com medicação, não há solução rápida para depressão. O tratamento pode ser longo e árduo. Os pais devem ajudar a criança da seguinte forma: Incentive o seu filho a fazer o exercício diário (faça caminhadas com ele ou participe nas atividades fisicas. Será benéfico para ambos); Supervisionar qualquer medicação (é demais pedir a uma criança deprimida para administrar sua própria medicação) Falta de tempo para conversar com o seu filho não é desculpa. é uma questão de saúde e saúde é necessidade, por isso, arranje tempo para falar com o seu filho e saiba ouvir o que ele tem para lhe dizer. Saiba também interpretar o seu silêncio. Tente aconselhá-lo sem criticas nem repressões. Caso contrário fique calado e apenas ouça.  Ofereça apoio incondicional e aceite o seu filho tal e qual como ele é e não como você esperava que ele fosse. Cozinhe refeições saudáveis, com alimentos alcalinos e que ajudam no anti-stress isso ajudar no tratamento.. Incentive hábitos de sono saudáveis. O que esperar na escola Quando a criança sofre de depressão é natural que o seu desempenho escolar fique comprometido. Por isso, um trabalho multidisciplinar é estritamente necessário entre pais, professores, pedopsiquiatra e psicólogo. Irritabilidade, explosões , impulsividade são normais em crianças com depressão, por isso, é desejável que os pais sejam compreensivos na escuta ativa e não parte para os gritos ou castigos dolorosos que só vão agravar mais os sintomas da criança ou adolescente.  Não é fácil lidar com uma criança depressiva mas também não é fácil estar-se depressivo, mas estou crente que não é impossível através do amor incondicional arranjar-se a resiliência necessária para lidar com esta situação. By Natacha Seixas

Depressão

Como convencer alguém que nós gostamos a procurar ajuda para a depressão?

Não é fácil ver alguém que nós amamos afundar-se na sua própria tristeza Quando nós suspeitamos que alguém que gostamos está a sofrer de depressão, o nosso apoio e encorajamento é de extrema importância para a sua recuperação. Vejamos como poderemos ajudar essa pessoa. “Joana não tem sido a mesma nestas últimas semanas. Ela fecha-se em casa no escuro a ver televisão e ás vezes nem isso. Eu pergunto o que ela tem, ela diz-me que nada. Eu pergunto se lhe dói alguma coisa , ela responde nada. Eu incentivou para sairmos e ela nada. Já não lhe apetece fazer amor e tem alturas que come desalmadamente. Não foi com esta mulher com quem eu me casei” Sinais que o seu ente-querido está em um mau lugar emocionalmente Primeiro, entenda quais os sintomas a que deve estar atento. Preocupe-se se: Manifesta comportamentos e atitudes de desesperança, negativismo, prevê um péssimo desfecho para o futuro Experiências tristeza persistente ou sentimentos de vazio versus humores ocasionais Tem dificuldades em dormir ou está constantemente a dormir; é incapaz de comer ou comer constantemente Está apático Dificuldade em se concentrar Irrita-se com facilidade Não mostra interesse em atividades anteriormente agradáveis Comportamentos suicidas Discurso mórbido   FAZER E NÃO FAZER Se a situação não é urgente, não retire sua autonomia. Em vez disso, siga estes passos. O tempo é importante Qual é o melhor lugar para ter uma conversa delicada com alguém que é emocionalmente frágil? Em um restaurante lotado, onde as mesas estão lotadas e não há privacidade Quando os dois têm privacidade e não há distrações (ou seja, crianças sob os pés), prazos ou compromissos iminentes.   Ok, as escolhas acima foram bastante exageradas, mas o ponto é claro. Ambos devem estar sozinhos e razoavelmente relaxados. O IMPORTANTE É SER EMPÁTICO E NÃO JULGAR “Tire isso dele.” Bem, uma pessoa deprimida precisa ter seus sentimentos validados, não menosprezados ou questionados”. Nicolas Cage Tente colocar-se no lugar do outro e imagine o que uma pessoa deprimida mais precisa de ouvir: Utilize o seu “eu” – como “eu te admiro muito”. “Tu és uma pessoa muito especial para mim e estou preocupado que algo não esteja bem contigo”. “É provável que estejas a passar por um momento muito difícil da tua vida e eu gostaria que soubesses que estou aqui do teu lado para te ajudar e partilhar esses momentos contigo”. Faça Psicoeducação e aprenda sobre a depressão Por exemplo, se souber que a pessoa com depressão deixa de fazer atividades prazerosas porque está mais apática e deixa de ter interesse por tudo. Pode falar com ela e dizer-lhe que reparou que ultimamente ela deixou de ir ao ginásio com a amiga, ou que tem faltado às caminhadas matinais que ela gostava tanto e que isso o preocupa. Encoraje à terapia Encoraje e incentive o seu ente-querido a procurar ajuda de um profissional de Saúde Mental. Fazer terapia é essencial e um passo gigante para a cura. Não desiste e seja paciente. By Natacha Seixas

Depressão

Um estranho sintoma de depressão que a maioria das pessoas não conhece

Esta dica pode ajudar as pessoas que estão a sentir-se deprimidas. Pessoas clinicamente deprimidas podem achar difícil fazer a diferença entre suas próprias emoções negativas, como raiva, culpa e frustração. Isso pode ser parte da razão pela qual a depressão é tão difícil de lidar. É de extrema importância para as pessoas que sofrem de depressão saberem qual a emoção negativa que as afeta. Afinal como poderemos melhorar a nossa vida se não soubermos qual o motivo que nos faz estar tristes ou irritados. Por exemplo, se não tivéssemos um medidor para nos alertar para a escasez do combustível do carro, seria um enorme desafio saber qual e quando colocar o combustível a tempo antes que ficássemos sem ele e o carro parasse por falta de “alimento”. Aqui o importante é saber se as pessoas com depressão clínica  apresentam indicadores emocionais com o mesmo nível de intensidade que as pessoas saudáveis. Estudos realizados por, Demiralp et al., 2012, mostraram que os na generalidade, todos os indivíduos do estudo,  manifestaram mais dificuldades em verbalizar as emoções negativas do que as positivas, quer estivessem em estado depressivo ou não. No entanto, foram as pessoas mais deprimidas que sentiram mais dificuldades em distinguir entre emoções negativas. Destacaram-se 11 diferentes emoções, 7 negativas e 4 positivas: triste, ansioso, Bravo, frustrado, envergonhado, com nojo, culpado, feliz, animado, alerta, e ativo. O QUE ESTE ESTUDO SUGERE: Ser específico sobre as emoções negativas é positivo para nós, Precisamos de saber distinguir ao certo o que sentimos de ruim: é raiva, é culpa, é zanga, é ódio, é ansiedade, é vergonha ou é outra emoção? Conhecermos as nossas emoções ajuda-nos a melhorar a nossa inteligência emocional e o modo como nos relacionamos e lidamos com os outros. Por isso, seja específico e honesto consigo próprio. Natacha Seixas  

Depressão

A falta da Vitamina D e o Impato na Depressão

Estudos apontam que a vitamina D pode ter um papel fundamental na fisiopatologia da depressão. A vitamina D funciona como um hormónio neuroativo / neurosteróide envolvido em funções-chave, como neuroproteção, neuroimunomodulação, desenvolvimento cerebral e função cerebral regular. Para além de desempenhar papeis de neuroprotetores com poder anti-inflamatório. Certamente, o crescente corpo de dados sugere que a regulação positiva de citocinas pró-inflamatórias no cérebro pode estar associada à depressão e a vitamina D.  A resposta inflamatória no efeito do sistema imunológico pode estar associada à depressão sazonal. Uma carência na vitamina D em associação com os níveis baixos nos neurotransmissores da serotonina, dopamina e ocitocina podem conduzir à depressão. Sintomas Pensamentos negativos Dificuldade para sair da cama Tendência para o isolamento interpessoal Compulsão alimentar ou falta de apetite Insónia ou hiperinsónia Agitação ou lentificação psicomotora Perda ou aumento de peso Perda de objetivos Dificuldade de concentração Irritação Ansiedade Tremores Choro fácil Falta de paciência Diminuição da libido baixa auto-estima Sentimentos de desvalorização, culpa e zanga Pensamentos recorrentes de morte. Se identificou mais de 5 sintomas acima descritos consulte o seu Psicólogo, urgentemente. Natacha Seixas

Depressão

5 passos para te ajudares a ti mesmo quando te sentires deprimido

Sentir-se deprimido é algo muito desagradável e doloroso.Estás desmotivado, com dificuldades de concentração, sem energia para te envolveres nas habituais tarefas do quotidiano e com vontade de estar sozinho. E se esta condição vem acompanhada de desespero,  culpa, desconfiança, desesperança e esgotamento físico e mental. Não há dúvida que estás deprimido e sob pressão. O mundo já não te parece um lugar seguro para estar e as pessoas já não são desejáveis.  Para chegar à condição de depressão nós temos de ter suportado muito e chega-se a uma altura da vida que já não suportamos mais. Mas se conseguirmos administrar as nossas fases depressivas antes de atingirmos  este ponto, poderemos recuperar o controle sozinho.  Nós todos passamos por maus momentos. O problema é que, parece que na sociedade atual somos proibidos e reprovados por nos sentirmos mal. Vivemos campanhas enganosas de felicidade roubada ou emprestada vinda sabe-se lá de onde. As pessoas passam uma ideia enganosa das suas vidas e só colocam segundos de fotos de poses ditas”felizes” postadas nas redes sociais, e o resto do dia a maioria passa de costas voltadas. Em qualquer caso, está nas nossas mãos, se queremos superar este nosso estado ou não. Mas saberemos de antemão que na maioria das vezes estaremos sozinhos com a nossa dor. Por isso cada vez mais precisamos recorrer a um psicoterapêuta, até para nosso próprio desenvolvimento pessoal. Não podemos simplesmente deixar isto para os outros ou esperar que o descontentamento passe, como se fosse uma questão de sorte. Depressão não é algo aprendido, não é uma condição natural. Se parece que o mundo está em colapso, é muito fácil apenas  recorrer à medicação. Mas os medicamentos não resolverão os nossos problemas , aliviam os nossos sintomas por momentos e adormecem a dor da alma por uns tempos e vamos vegetando sem viver. O tratamento com medicação deve sempre ocorrer sob a supervisão de um especialista e ser acompanhado por psicoterapia apropriada. Nossa atitude em relação à vida é algo que aprendemos, que é comunicado culturalmente ou socialmente. A educação de nossos pais, a sociedade com seus estereótipos, o ambiente e seu comportamento influenciam nossos pensamentos, e a adaptação desses pensamentos desempenha um papel fundamental em uma possível mudança de perspectiva. Para recuperar o controle, nós temos que aprender e (auto) pensar criticamente. Nós precisamos testar novos comportamentos e observar como respondemos às circunstâncias. E temos que aprender a amar-nos mais. Como te podes ajudar quando estás deprimido? É certo que não podemos controlar todas as situações mas podemos decidir como lidar com elas. Eis algumas estratégias que lhe ajudarão a ficar melhor. 1. Não tenhas vergonha: Reconhecer o facto de que não nos sentimos bem, que estamos tristes ou que sentimos que o mundo está beira do colapso. Não temos que dizer isto para o mundo inteiro, até porque não nos iriam compreender, mas só temos que admitir para nós mesmos. É natural e não há nada de errado com isso. Alguns dirão coisas como “Não chores”, “Tudo ficará bem” ou outros estereótipos. Mas temos o pleno direito de nos sentirmos como realmente nos sentimos. Não há razão para nos envergonharmos. Além disso, isto não significa que estejamos com depressão só porque estamos a passar por momentos difíceis. 2. Não te concentres no negativo: É comum quando estamos demasiado tristes ou em depressão a vermos o nosso mundo demasiado negativo e que já nada será como antes e que tudo perdeu a graça e o sentido. É perfeitamente normal a nossa mente atrair pensamentos negativos afinal estamos num estado de tristeza. Agora que sabe isto tente não ligar a esses pensamentos. Não lhes preste tanta atenção e não lhes dê crédito. Um boa forma para começar a concentrar-se de novo no positivo é sentir-se grato pelas coisas pequenas que vão acontecendo.  3.  Quando estamos deprimidos, ficamos mais apáticos: Quanto mais contrariar este estado de ficar estático na cama, em casa, ou isolado dos amigos mais fácil será sair da negatividade e da depressão. De fato, tem sido demonstrado que o exercício intenso ajuda a combater a depressão de forma mais eficaz do que a medicação, especialmente quando se faz exercício no exterior e à luz do dia. O desporto oxigena o cérebro, e também ajuda a produzir hormonas que nos fazem sentir bem (os neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar, como a serotonina e a dopamina) e ajudam com o efeito para combater os efeitos da negatividade e da tristeza. 4. Usa técnicas de gerenciamento de stress: O stress é o maior responsável por nos sentimos deprimidos. Poderíamos até dizer que um cérebro deprimido é um cérebro stressado. Nesse sentido, o estado depressivo não seria o resultado do pensamento negativo, mas o acumulo a longo prazo de pensamentos negativos ou stressantes. Portanto, aplicar técnicas de gerenciamento de stress pode muito bem ajudar a controlar a depressão e dar uma sensação de bem-estar. A meditação, massagens, técnicas de respiração, mindfulness, têm-se mostrado eficazes em estados deprimidos.   5. Não procures explicações para tudo: Sinceramente o que nos levou a esse estado já não é tão relevante assim. Isso foi ontem. Aqui o importante é se o seu ex era um problema, espero que tenho sido e já não seja, que o tenha resolvido e o caminho é para a frente. Não temos que entender tudo. Nem como o desporto, a gratidão ou qualquer outro método que apresento aqui nos podem ajudar. Basta colocá-los em prática. Não te vai fazer mal. O estado depressivo fecha nossos espíritos e nos deixa desconfiados. Mas se estiveres mesmo a sentir-te em desespero e quiseres sair desse buraco sei que vais às profundezas do teu coração, e vais encontrar um pouco de luz que te diz: “Experimenta, não tens nada a perder!” Natacha Seixas

Ansiedade, Depressão

Ansiedade Mista e Perturbação Depressiva

Já imaginou ter as duas condições numa só? Imagina se ter depressão já causa um dano horrível para a pessoa e pode conduzir ao suicídio e ter ansiedade que conduz a ataques de pânico que em crise é semelhante a um ataque cardíaco, imagine ter as duas condições numa só? O que é? Este distúrbio está associado a sintomas relativamente leves que são  observados. No entanto, a combinação de sintomas depressivos e ansiosos causa uma deterioração significativa na qualidade de vida da pessoa afetada. Alguns estudos preliminares indicaram que os clínicos gerais tendem a negligenciar a ansiedade mista e a perturbação depressiva. Mas pode significar que essa falta de diagnósticos reflita apenas a falta de um rótulo adequado para essa doença. E enquanto não há números oficiais sobre a epidemiologia da ansiedade mista e a a perturbação depressiva neste momento, acredita-se que ocorre com alguma frequência. Quais são os critérios diagnósticos para Ansiedade Mista e Perturbação Depressiva? Para diagnosticar uma ansiedade mista e perturbação depressiva, os sintomas de ansiedade e depressão, no mínimo 4 deles devem estar patentes e persistir uma disforia pelo menos durante um mês: desconforto físico, como agitação, palpitações, dor de estômago, boca seca. Os últimos são pelo menos parcialmente devidos à hiperatividade do sistema nervoso autónomo. Contempla também a dificuldade de concentração ou problemas de memória, cansaço, apatia, distúrbios do sono. Irritabilidade aguda. Preocupações recorrentes e intensas. Choro fácil. Sentimentos de desesperança e inutilidade. O indivíduo manifesta-se pessimista perante  o futuro e tem baixa auto-estima. Encontra-se sob alerta, como se estivesse em perigo constante. Esses sintomas causam considerável desconforto e deterioração no desempenho em termos de trabalho, atividades sociais e outras atividades. Por outro lado, a ansiedade mista e a perturbação depressiva não podem ser diagnosticados se os sintomas forem explicados pelo uso de drogas, abuso de substâncias ou outras doenças. E nunca quando a pessoa, não preencher os critérios de diagnóstico atrás referidos. O que desencadeia a Ansiedade Mista e a Perturbação Depressiva? Alguns cientistas acreditam que os sintomas de ansiedade e depressão estão diretamente relacionados às causas identificadas. Primeiro, eles identificaram causas neuroendócrinas para essas doenças. Estes incluem: Diminuição da secreção de cortisol apesar da liberação do hormônio adrenocorticotrófico; Um nível mais baixo de hormônios estimulantes da tireoide; Redução da secreção do hormônio de crescimento após administração de clonidina; Um baixo efeito da tiroliberina sobre a secreção de prolactina. Além disso, vários pesquisadores têm apresentado resultados que sugerem a hiperatividade do sistema noradrenérgico em alguns pacientes como fator relevante patogénico para as perturbações depressivas e de ansiedade. Parece existir uma componente genética, isto é, a predisposição para o desenvolvimento de ansiedade mista e a Perturbação Depressiva pode ser hereditária. O percurso da doença Tanto os sintomas ansiosos ou depressivos predominam. Ambos os componentes da perturbação tendem a se tornar crónicos sem tratamento psicológico adequado. Além disso, nenhuma previsão pode ser feita. Existem poucos estudos sobre o tratamento da Ansiedade Mista e da Perturbação Depressiva. Por causa disso, os médicos tendem a oferecer tratamentos de acordo com os sintomas, sua extensão e sua própria experiência com determinados métodos. No que diz respeito à psicoterapia, por exemplo, a terapia cognitivo-comportamental é usada. Isto é principalmente sobre a redução do grau de ativação do paciente. Esta vontade (por meio de técnicas de respiração e de relaxamento obtidos (por exemplo, a respiração diafragmática, relaxamento muscular, a formação autógeno, atenção, imagética etc.). Ainda também usar alguns clínicos abordagens psicoterapêuticos menos estruturados, tais como introspecção. Em resumo, é necessário melhorar o humor do paciente. Isso pode ser conseguido de diferentes maneiras. Isso permite que o terapeuta encoraje o paciente a realizar atividades prazerosas. Estes já podem ser conhecidos por ele ou ele pode reaprendê-los. Ao mesmo tempo, a educação psicológica deve ser feita. É importante que o paciente aprenda o que acontece com ele e por quê. Ele se adapta a ideias básicas sobre ansiedade e depressão que podem ajudar a normalizar sua experiência. Além disso, muitas vezes é necessário trabalhar em crenças e pensamentos específicos que alimentam o problema. Como podemos ver, a ansiedade mista e a Perturbação Depressivo não têm um lugar firme em alguns sistemas de diagnóstico, mas possuem uma identidade. Também é difundido. É um distúrbio que pode ser tratado. E se não for tratada a tempo, pode se tornar crónica e afetar permanentemente a qualidade de vida das pessoas com esta doença.   Natacha Seixas

Ansiedade, Auto-estima, Depressão

As 4 frases mais pronunciadas por alguém com depressão

A depressão dói e doí muito mas o seu diagnóstico não é palpável mas saiba que pode ser fatal. A  maioria de nós conhece alguém que sofreu ou sofre de depressão ou, indiretamente, algum caso conhecido. Há 580 mil casos em Portugal diagnosticados com depressão, é a perturbação psicológicas que mais afeta os portugueses, o que torna Portugal no segundo país da Europa com maior número de casos com depressão. Neste momento a Depressão é a condição mental com mais prevalência no mundo inteiro. Segundo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) existe mais de 300 milhões de casos. Sabia que os números de suicido dispararam e a causa está na origem da depressão. Estatísticas apontam para  800 mil pessoas que morrem por ano por optarem por pôr termo à vida. E ainda existem pessoas que dizem que depressão é frescura. Sintomas de Depressão É importante que esteja familiarizado com os sintomas de depressão. Estes podem ser  físicos, emocionais ou psicológicos: humor deprimido; tristeza quase diária; sentimentos de vazio; choro fácil; isolamento interpessoal; a perda de interesse nas atividades que anteriormente eram prazerosas; perda ou ganho de apetite; insónia ou hiperinsónia; agitação ou lentificação psicomotora; fadiga e perda de energia; sentimento de inutilidade ou de culpa; baixa concentração ou dificuldade em tomar decisões. Estou farta de tudo A pessoa com depressão sente-se tão desesperada que vê-se numa situação de incapacidade para tudo. Nada lhe apetece. Não suporta o barulho, as vozes, a luz do dia, os outros, nada de nada e só quer desaparecer.   Sinto-me tão cansada Os indivíduos nesta condição sentem um cansaço físico, para além do cansaço psicológico, muito grande , e não pense que é frescura, porque este cansaço é real e incapacitante. O corpo fica “colado” à cama e torna-se doloroso sair de lá.   Não aguento mais Uma das frases típicas que se ouve muito da boca de quem está com depressão. Sentimentos de que não vão aguentar por muito mais tempo a dor, o cansaço, a tristeza profunda, o desânimo, a desesperança, a perda de objetivos, o vegetar numa vida sem vida, o não ver “piada” em nada, o não encontrar motivo para sorrir nem existir é um desespero constante na vida destes doentes.   Quero morrer Esta frase é muito vulgar e alarmante quando dita em voz alta por estes indivíduos depressivos. Por vezes não ficam só pelas palavras. Existe mesmo uma vontade em passar à ação e é preciso estarmos atentos e ajudar o quanto antes. Muitos dos suicídios teriam sido evitados se os familiares  e amigos acreditassem que a depressão é uma doença grave e se em vez de criticar ajudassem a pessoa que está num sofrimento profundo.                 Natacha Seixas

Scroll to Top