Psicopatologia Infantil

Ansiedade, Auto-estima, Depressão, Psicopatologia Infantil

Porque muitos sentem tristeza melancolia e ansiedade no natal?

O Christmas Blues é um termo popular para descrever uma sensação de tristeza, melancolia ou ansiedade que muitas pessoas experimentam durante a época de Natal. Embora não seja um diagnóstico clínico oficial, esse estado emocional é frequentemente relacionado a diversos fatores que se intensificam no final do ano. As principais características incluem: Causas Comuns: Expetativas Elevadas: Pressão para criar momentos perfeitos, decorar a casa, comprar presentes caros ou agradar a família. Comparação Social: Sentimento de inadequação ao comparar a própria vida com a de outros, especialmente nas redes sociais, onde as pessoas frequentemente exibem uma imagem idealizada do Natal. Solidão: Sensação de isolamento, especialmente em quem não tem uma rede de apoio familiar ou está afastado de entes queridos. Lembranças Dolorosas: A época pode trazer à tona memórias de entes queridos falecidos ou de tempos difíceis. Stress Financeiro: Gastos excessivos com presentes, festas e viagens podem gerar preocupação econômica. Mudanças de Rotina: Excessos em festas, como má alimentação, consumo de álcool, sono irregular e interrupção de hábitos saudáveis, podem impactar o humor. Inverno e Escuridão (no Hemisfério Norte): Para algumas pessoas, a falta de luz solar no inverno pode agravar sintomas de tristeza, contribuindo para o transtorno afetivo sazonal (TAS), que é comum nesta época do ano. Sintomas Típicos: Tristeza persistente. Cansaço ou exaustão mental. Irritabilidade ou sensibilidade emocional. Sentimento de vazio ou falta de propósito. Dificuldade em sentir alegria ou interesse pelas tradições natalinas. Ansiedade com reuniões familiares ou compromissos sociais. Desejo de isolamento. Como Lidar com o Christmas Blues? Gerenciar Expectativas: Reconheça que o Natal não precisa ser perfeito e concentre-se em momentos simples e significativos. Planejamento Financeiro: Estabeleça um orçamento realista para evitar estresse econômico. Conectar-se com Outros: Participe de atividades sociais ou comunitárias, ou até ofereça apoio a outras pessoas por meio de voluntariado. Praticar o Autocuidado: Priorize sono, alimentação saudável e momentos de descanso. Manter as Tradições Simples: Foque em rituais que tragam conforto e prazer, como ouvir música ou preparar receitas favoritas. Pedir Ajuda: Se os sentimentos forem intensos ou persistirem, considere buscar apoio de um psicólogo ou terapeuta. O Christmas Blues tende a ser temporário, mas se os sintomas forem severos ou interferirem significativamente na vida diária, pode ser um sinal de depressão ou ansiedade, exigindo atenção profissional.

Psicopatologia Infantil

**Como identificar uma sogra narcisista?**

Esta é uma característica comum a todas as pessoas que têm uma perturbação de personalidade narcisista. As sogras narcisistas ser quem quer que seja e o que quer que seja só para conseguirem o que desejam das pessoas à sua volta. Para exercer o seu poder, a sogra narcisista rebaixa os membros da família, especialmente a nora. Há uma boa possibilidade de ela menosprezar abertamente ou usar elogios falsos para esconder as suas verdadeiras intenções à frente dos outros, mas certificando-se de que sabes exatamente o que ela quis dizer. Ela não hesitará em usar o abuso verbal como a sua ferramenta mais poderosa. Se te sentires rebaixado por ela na maior parte do tempo, é um sinal claro de que estás a lidar com uma sogra narcisista. As pessoas narcisistas são manipuladoras incríveis. Ela vai ao ponto de criar uma situação em que fica bem e as outras pessoas ficam mal. Além disso, se sentires que não consegues lidar com a situação sozinho, procura grupos de apoio na tua área. **Ela é cheia de si** Podes estar a tentar partilhar mais pormenores da tua vida com ela, na esperança de que, ao conhecer-te melhor, a sogra narcisista te trate melhor. Adivinha o quê? Nunca vai funcionar. Porquê? Porque ela só se preocupa consigo própria. Tudo na sua vida é sobre ela, e  sogra narcisista preferia que fosse assim na vida de toda a gente. Quando há ouvintes por perto, não pára de falar da sua vida e dos seus feitos. O teu sogro pode estar sentado a um canto enquanto ela fala, revirando os olhos e pensando “lá vai ela outra vez”, mas continua a pensar que ela é assim mesmo, sem nunca a culpar. Se ela for uma narcisista dissimulada (não mostra as suas verdadeiras cores – uma narcisista disfarçada), é provável que a tua família nem sequer tenha consciência do tipo de personalidade (ou melhor ainda, do distúrbio de personalidade) que ela tem. A sogra narcisista não quer saber da história de mais ninguém. Ela só quer que a sua própria história seja ouvida. **Ela parece não ter empatia** É incapaz de sentir empatia pelos membros da sua família. A dor que está a causar aos seus próprios filhos pouco lhe importa. Durante toda a sua vida, só se preocupou com os êxitos dos seus filhos e nunca com os seus sentimentos. Se te queixares a ela sobre as dificuldades da tua própria vida, não obterás nada dela. Ela não mostra compaixão ou compreensão. Para ela, o amor é a troca de bens e não o sentimento que as pessoas têm umas pelas outras. No que diz respeito aos filhos, orgulha-se dos seus feitos, mas nunca se preocupa verdadeiramente com quem eles são como pessoas. E quando se trata de ti, como nora, elogia-te em público, porque, bem, representas a família e ela não quer parecer má – mas em privado critica-te. **Ela é defensiva (em relação a si própria)** Ela fará o que for preciso para provar que tem razão. Não suporta qualquer tipo de crítica e inverterá a situação para fazer parecer que tu ou qualquer outra pessoa a está a atacar por despeito. Sempre que ela faz alguma coisa, dá explicações adicionais sobre a boa vontade que tem em fazer aquilo porque se preocupa com o bem-estar da família (quando na verdade está a fazer algo completamente egoísta), para o caso de a tentares confrontar. Se encontrares alguém que a apoie na luta contra ela – talvez o teu marido – a sogra narcisista vai atacá-lo-á com tudo o que tem. É provável que o comportamento narcisista dela tenha levado o teu marido a ser demasiado sensível e co-dependente ou a ser ele próprio um narcisista. Se ele for sensível, compreender-te-á, e vocês os dois juntos poderão lidar com ela mais facilmente se ele tiver o que é preciso para a combater. Se ele próprio for narcisista, temos pena de ti, mas pode ser mais fácil para ele lidar com ela porque já tem as ferramentas. **Ela precisa de ser admirada, a toda a hora** A tua sogra vai querer que a aprecies da mesma forma que ela se aprecia a si própria. Ela precisa de ser constantemente admirada por tudo o que faz. Ela acredita que é a melhor e que está a fazer muito pela sua família, e isso precisa de ser recompensado. Uma sogra narcisista espera que a elogies e alimente o seu enorme ego. Acredita que é dona de tudo, incluindo a tua família, e que todos devem comportar-se de acordo com as suas regras porque, bem, ela merece-o com todo o amor que tem dado a todos. Pelo menos é o que ela quer que os outros acreditem, e o que ela própria costuma acreditar. Não há como ser realista com ela – é da maneira como ela quer. **Como reconhecer que a tua sogra é narcisista pelas coisas cotidianas que ela faz** – Está sempre a telefonar ou a passar por cá com demasiada frequência para ver como estão as coisas. – Está envolvida em todos os pormenores da vida do teu cônjuge e insiste em saber tudo sobre ele. – Está sempre pronta para te criticar a ti ou ao teu cônjuge em tudo o que fazes ou dizes. – Aconteça o que acontecer, ela é a vítima em todas as situações possíveis. – A sogra narcisista quer controlar tudo e é muito manipuladora quando se trata de conseguir o que quer. – Sempre que a vemos ou ouvimos falar dela, há sempre algo novo que ela quer que seja feito. – O teu cônjuge está obviamente agitado pela forma como ela se comporta e tenta controlar a vida dele. – No entanto, o teu companheiro está constantemente à procura de desculpas para o comportamento dela. – Ela tem a certeza absoluta de que tem sempre razão. – Gosta de ter favoritos, tanto com os seus próprios filhos como com os netos (há um filho de

Psicopatologia Infantil

“Explorando o Universo Interior: O Encontro na Consulta de Psicologia”

O momento em que o paciente aparece na consulta de psicologia é um encontro de mentes e emoções, uma passagem para um mundo interior rico e complexo. O consultório torna-se um espaço acolhedor, seguro e confidencial, onde as máscaras sociais podem ser deixadas de lado. Para o psicólogo, cada paciente é um enigma fascinante e único, com as suas experiências, traumas, sonhos e desejos. O paciente traz consigo uma narrativa pessoal, fragmentos da sua história, que se entrelaçam e se desdobram ao longo das sessões. Cada palavra, cada pausa e cada expressão contam uma história profunda, permitindo ao terapeuta desvendar e compreender os desafios e conflitos internos do indivíduo. O processo terapêutico é uma dança subtil, onde o psicólogo caminha ao lado do paciente, oferecendo empatia, compreensão e orientação. O diálogo franco e a escuta ativa são instrumentos valiosos para que o paciente se sinta compreendido, encorajado a explorar as suas emoções e a olhar para o seu mundo interno com novas perspectivas. À medida que as sessões progridem, o paciente pode começar a encontrar respostas dentro de si mesmo, desvendando padrões comportamentais e crenças arraigadas que antes permaneciam ocultas. O processo terapêutico é uma jornada de autoconhecimento, autorreflexão e crescimento pessoal, com o psicólogo atuando como um guia confiável nessa caminhada. A relação terapêutica é enriquecedora para ambas as partes. O paciente descobre-se em meio à conversa terapêutica, aprendendo a lidar com as suas emoções, a enfrentar desafios e a nutrir a sua saúde mental. O psicólogo, por sua vez, tem a oportunidade de testemunhar o crescimento e a transformação do indivíduo, vendo-o florescer como ser humano. O momento em que o paciente aparece na consulta de psicologia é um convite para a autodescoberta, uma jornada para explorar as profundezas da mente humana e encontrar a paz interior. Nesse espaço íntimo e seguro, as histórias ganham vida, e a cura começa a florescer, mostrando que cada indivíduo é um universo único, repleto de possibilidades e potencialidades a serem desvendadas.

Psicopatologia Infantil

Enfrentar o Desânimo Profundo: Redescobrir a Vontade de Viver

O meu nome é Sofia e gostaria de partilhar com você a minha história de superação. Há alguns anos, cheguei ao limite de perder a vontade de viver. Sentia-me desesperada e sufocada por uma série de problemas que pareciam insuperáveis. Perdi um ente querido, enfrentei dificuldades financeiras e lutei contra uma profunda tristeza que consumia minha alma. Foi um período sombrio e desafiador em minha vida. Nesse momento de desespero, decidi que precisava de procurar ajuda. Iniciei uma caminhada em busca de apoio emocional e profissional. Busquei a ajuda de um terapeuta, que se tornou meu guia e me ajudou a explorar as raízes profundas de minha dor e desânimo. Através de sessões de terapia, aprendi a reconhecer e expressar minhas emoções de maneira saudável. A terapia me deu ferramentas para lidar com meus pensamentos negativos e enfrentar os desafios da vida de uma forma mais equilibrada. Enfrentar o Desânimo Profundo: Redescobrir a Vontade de Viver Em momentos de grande dificuldade, é natural sentir-se esgotado e chegar ao ponto de perder a motivação para continuar vivendo. Esses sentimentos podem surgir devido a diversas circunstâncias, como perdas significativas, problemas financeiros, relacionamentos conturbados ou desafios de saúde mental. No entanto, é importante lembrar que existe esperança e apoio disponíveis para superar essa situação. Neste artigo, exploraremos estratégias e recursos que podem ajudá-lo a recuperar a vontade de viver e encontrar um novo propósito na vida. Procure apoio emocional: Não hesite em procurar apoio emocional. Converse com amigos íntimos, familiares ou um profissional de saúde mental qualificado. Partilhe os seus sentimentos e experiências, pois o apoio de outras pessoas pode ser fundamental para atravessar esse período desafiador. Eles podem oferecer suporte emocional, conselhos e perspectivas diferentes que podem ajudar a aliviar o peso emocional que está a carregar. Procure ajuda profissional: Um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, pode oferecer o suporte adequado para lidar com essa situação. Eles possuem o conhecimento e a experiência necessários para ajudar a identificar e tratar as questões subjacentes que podem estar afetar a sua vontade de viver. A terapia pode ser uma ferramenta poderosa para explorar seus sentimentos, aprender a lidar com eles e desenvolver habilidades eficazes para enfrentar os desafios. Construa uma rede de apoio: Participar de grupos de apoio ou encontrar comunidades que partilhem experiências semelhantes pode proporcionar um senso de pertencimento e compreensão. Ao compartilhar histórias e ouvir as experiências de outras pessoas, você pode encontrar força e inspiração para seguir em frente. Esses grupos podem oferecer uma rede de apoio encorajadora, onde se sentirá compreendido e apoiado. Cuide de seu bem-estar físico: Cuidar de seu bem-estar físico também é crucial para recuperar a vontade de viver. Certifique-se de praticar exercícios físicos regulares, alimentar-se de forma saudável e descansar adequadamente. Atividades como caminhar ao ar livre, praticar ioga ou qualquer exercício que lhe traga prazer podem ajudar a melhorar seu estado emocional. Além disso, considere a inclusão de técnicas de relaxamento, como meditação e respiração profunda, para reduzir o estresse e promover o equilíbrio mental. Estabeleça metas e encontre um propósito: Definir metas realistas e significativas pode ajudar a recuperar a motivação e a vontade de viver. Reflita sobre o que é realmente importante para si e o que traz satisfação à sua vida. Com base nessas reflexões, estabeleça pequenas metas alcançáveis e crie um caminho que lhe traga propósito e significado. Isso pode envolver o desenvolvimento de novas habilidades, a procura por novos interesses ou o envolvimento em atividades que lhe tragam alegria e realização pessoal. Embora possa parecer que tenha chegado a um ponto de desânimo profundo, lembre-se de que a vida é cheia de altos e baixos e que é possível superar esses momentos desafiadores. Ao procurar apoio emocional, profissional e construir uma rede de apoio, estará dando passos importantes em direção à recuperação. Cuidar de seu bem-estar físico e estabelecer metas significativas também contribuirá para reencontrar a vontade de viver. Lembre-se de que não está sozinho e que sempre há ajuda e esperança disponíveis para si.

Psicopatologia Infantil

Dominando as Emoções: O Poder da Inteligência Emocional

Dominando as Emoções: O Poder da Inteligência Emocional A inteligência emocional pode ser aplicada de várias formas para melhorar diferentes áreas da vida. Aqui estão algumas maneiras de utilizar a inteligência emocional no dia a dia: Autoconsciência: Comece por desenvolver a consciência das suas próprias emoções e como elas influenciam o seu comportamento. Tire um momento regularmente para refletir sobre o que está a sentir e porquê. Isso permitirá que tome decisões mais conscientes e evite reações impulsivas. Gestão emocional: Aprenda a lidar com as suas emoções de forma saudável. Identifique estratégias que funcionem para si, como praticar exercício físico, meditar, escrever num diário ou conversar com um amigo de confiança. Ao lidar com o stress, a raiva ou a tristeza de forma construtiva, conseguirá manter o equilíbrio emocional. Empatia e compreensão dos outros: Pratique a empatia ao colocar-se no lugar dos outros e tentar compreender as suas emoções e perspetivas. Ouça atentamente e demonstre um interesse genuíno nas histórias e experiências dos outros. Isso fortalecerá os relacionamentos e a capacidade de se conectar de forma mais significativa com as pessoas. Comunicação eficaz: Desenvolva habilidades de comunicação assertivas e empáticas. Saiba expressar as suas emoções e necessidades de forma clara e respeitosa. Ao mesmo tempo, esteja aberto a ouvir os outros e prestar atenção às suas mensagens não-verbais. Uma comunicação eficaz promove uma melhor compreensão e resolução de conflitos. Resolução de problemas: Utilize a inteligência emocional para abordar problemas de forma construtiva. Em vez de reagir impulsivamente, dê-se um momento para refletir, analisar a situação e considerar diferentes perspetivas. Ao gerir as emoções e encontrar soluções criativas, estará mais preparado para lidar com desafios de forma eficiente. Autogestão: Desenvolva a habilidade de autogestão, estabelecendo metas claras, gerindo o tempo e priorizando as suas tarefas. Isso ajudará a reduzir o stress, melhorar a produtividade e manter um equilíbrio saudável entre o trabalho e a vida pessoal. Lembre-se de que a inteligência emocional é uma habilidade que pode ser aprimorada com prática e reflexão pessoal. Quanto mais consciente estiver das suas emoções e das dos outros, melhor será a sua capacidade de utilizá-las de forma saudável e construtiva em diferentes situações da vida.

Psicopatologia Infantil

Sinais de que Possui Inteligência Emocional

Sinais de que Possui Inteligência Emocional A inteligência emocional é uma habilidade valiosa que envolve a capacidade de reconhecer, compreender e gerir as próprias emoções e as emoções dos outros. Pessoas com inteligência emocional desenvolvida conseguem lidar com o stress, estabelecer relacionamentos saudáveis e tomar decisões conscientes. Neste artigo, iremos destacar alguns sinais que indicam que possui inteligência emocional. Autoconsciência: A primeira característica de uma pessoa com inteligência emocional é a autoconsciência. Isso significa que tem a capacidade de reconhecer e compreender as suas próprias emoções. Sabe identificar quando está feliz, triste, irritado ou ansioso, e compreende como essas emoções afetam o seu comportamento e pensamentos. Além disso, reconhece os seus pontos fortes e limitações, o que o ajuda a tomar decisões mais conscientes. Empatia: A empatia é outra característica fundamental da inteligência emocional. Demonstra uma capacidade genuína de se colocar no lugar dos outros e compreender as suas emoções e perspetivas. Ouve ativamente, presta atenção aos sentimentos das pessoas e demonstra empatia ao oferecer suporte e compreensão. Esta habilidade fortalece os relacionamentos pessoais e profissionais, criando conexões mais profundas com os outros. Controlo emocional: Pessoas com inteligência emocional têm a capacidade de controlar as suas emoções de forma saudável. Consegue gerir o stress, a raiva e a frustração sem deixar que essas emoções o dominem. Em vez disso, adota estratégias eficazes para lidar com situações desafiantes e mantém a calma em momentos de pressão. Este controlo emocional contribui para tomar decisões ponderadas e evita reações impulsivas. Habilidades de comunicação: A inteligência emocional manifesta-se através de habilidades de comunicação eficazes. É capaz de expressar as suas emoções de forma clara e assertiva, sem ser agressivo ou passivo. Além disso, sabe ouvir ativamente, prestando atenção aos outros e respondendo de forma apropriada. A sua comunicação efetiva ajuda a construir relacionamentos saudáveis, evita conflitos desnecessários e promove uma atmosfera de compreensão e colaboração. Resiliência: A resiliência emocional é um sinal evidente de inteligência emocional. Consegue recuperar rapidamente de adversidades, fracassos e situações stressantes. Em vez de se deixar abater por desafios, aprende com eles e vê-os como oportunidades de crescimento pessoal. A sua resiliência emocional permite adaptar-se às mudanças, manter uma atitude positiva e superar obstáculos com confiança. A inteligência emocional é uma qualidade valiosa que pode ser desenvolvida e aprimorada ao longo do tempo. Se apresenta sinais de autoconsciência, empatia, controlo emocional, habilidades de comunicação e resiliência, é provável que possua um alto nível de inteligência emocional. Estas características são fundamentais para o seu bem-estar emocional, relacionamentos saudáveis e sucesso em várias áreas da vida. Continuar a cultivar e praticar a inteligência emocional pode trazer benefícios significativos para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Psicopatologia Infantil

O Impacto da Alimentação na Saúde Mental: Alimentos a Evitar para uma Mente Saudável

O Impacto da Alimentação na Saúde Mental: Alimentos a Evitar para uma Mente Saudável A relação entre a alimentação e a saúde mental tem sido objeto de estudos e pesquisas cada vez mais aprofundados. Não são apenas o nosso corpo e a nossa saúde física que são influenciados pelo que comemos, mas também a nossa saúde mental. Determinados alimentos podem ter um efeito negativo na função cerebral, afetando o nosso humor, cognição e bem-estar emocional. Neste artigo, iremos explorar os alimentos que devemos evitar para promover uma ótima saúde mental. Açúcar refinado: O consumo excessivo de açúcar refinado pode levar a flutuações rápidas nos níveis de açúcar no sangue, o que pode causar alterações no humor e nos níveis de energia. Além disso, o açúcar pode desencadear processos inflamatórios no organismo, que estão relacionados a perturbações mentais como a depressão. Para manter uma boa saúde mental, é aconselhável limitar a ingestão de açúcar refinado, evitando alimentos processados, doces e refrigerantes. Gorduras trans: As gorduras trans, presentes em alimentos fritos, produtos de panificação industrializados e margarina, são conhecidas pelos seus efeitos negativos na saúde cardiovascular. Contudo, estudos recentes também têm demonstrado uma ligação entre o consumo de gorduras trans e um maior risco de depressão e outros transtornos mentais. Opte por gorduras saudáveis, como as encontradas no abacate, nas nozes e no azeite de oliva. Cafeína em excesso: A cafeína é uma substância estimulante que pode aumentar a energia e melhorar o foco em doses moderadas. No entanto, quando consumida em excesso, a cafeína pode causar ansiedade, insónias e irritabilidade. Além disso, pode perturbar o sono, que é essencial para uma saúde mental adequada. Reduza a ingestão de café, chá preto, refrigerantes com cafeína e bebidas energéticas, especialmente no final do dia. Álcool: Embora o consumo moderado de álcool possa ser tolerado por algumas pessoas, o consumo excessivo e frequente de álcool pode ter graves impactos na saúde mental. O álcool é um depressor do sistema nervoso central e pode agravar a depressão e a ansiedade. Além disso, o consumo excessivo de álcool pode prejudicar a qualidade do sono e levar a problemas de memória e concentração. É recomendado limitar o consumo de álcool e optar por alternativas saudáveis e sem álcool. Glutamato monossódico (GMS): O GMS é um aditivo alimentar comumente utilizado para realçar o sabor dos alimentos processados. No entanto, algumas pessoas são sensíveis a esta substância e podem experimentar sintomas como dores de cabeça, fadiga e irritabilidade. Estudos também sugerem que o consumo de GMS pode estar associado a problemas de saúde mental, incluindo depressão e distúrbios de ansiedade. Leia os rótulos dos alimentos e evite aqueles que contenham GMS ou outros aditivos químicos. A nossa alimentação desempenha um papel fundamental na nossa saúde mental. Ao evitar alimentos como açúcar refinado, gorduras trans, cafeína em excesso, álcool e glutamato monossódico, podemos promover uma melhor saúde mental e uma sensação geral de bem-estar. Optar por uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, cereais integrais e proteínas magras, pode fornecer os nutrientes necessários para apoiar a função cerebral e promover uma mente saudável. Lembre-se de que, além da alimentação, é importante procurar ajuda profissional se estiver a enfrentar problemas de saúde mental.

Ansiedade, Ataques de Pânico, Auto-estima, Depressão, Psicopatologia Infantil

Perturbações Traumáticas em Criança

AS CRIANÇAS E OS TRAUMAS Os traumas ocorrem com alguma frequência na infância e na adolescência. Nem todos eles levam ao aparecimento da Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT), mas alguns argumentos mostram que, quando estão presentes, estas Perturbações são muitas vezes minimizadas pelos pais e até mesmo pelos profissionais. Em adultos, estas Perturbações Traumáticas são muito estudadas em contextos militares ou civis desde o final do século XIX  século, sob a neurose prazo ou neurose de guerra traumática. A partir de 1980, a terceira versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Perturbações Mentais (DSM-III) consagra o termo “Perturbação de Stress Pós-Traumático”. No entanto, o assunto não é estudado especificamente em crianças. Durante a Segunda Guerra Mundial, Anna Freud e Dorothy Burlingham foram as primeiras a se interessar pelos sintomas que aparecem em crianças submetidas a bombardeios da Força Aérea Alemã em Londres. deste estudo há que realçar que asz crianças lidam melhor com o trauma, num ambiente de pais calmos e solidários, no entanto, a ajuda das pessoas ao seu redor nem sempre evita distúrbios tardios. Só na década de 1970 registam-se mais estudos de desastres naturais, acidentes ou agressões, que se concentra na avaliação e acompanhamento de crianças.   O que é um evento traumático para a criança? Os eventos que podem levar à Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT) compreendem algumas características: são repentinos e envolvem uma ameaça à vida ou risco de lesões graves ou abuso sexual. A criança pode ser a vítima ou a testemunha enquanto o evento acontece a um terceiro. Isso acarreta uma variedade de situações: abuso físico e sexual, violência doméstica, acidentes graves, ataques de cães, procedimentos médicos invasivos, incêndios, desastres naturais ou tecnológicos, guerras, etc. É muito importante a idade da criança, a maturidade, o índice de défice de coping, ou seja a sua capacidade de lidar com a situação, a perceção de ameaça e a decisão imediata de evitação e fuga em caso de perigo. Por exemplo, um ataque de um cão pequeno pode causar traumas em uma criança pequena, enquanto não o causará em um adolescente. Já nos abusos sexuais assim não se passa, pois trata-se de eventos muito traumáticos. Normalmente, as violações são de agressores parentes próximos, que acabam por agravar o trauma e são de forma intencional e com alguma frequência. A criança sente-se desprotegida e  cria medo com sintomas ansiogénicos agravados, pois a pessoa que deveria ser cuidadora acaba por destrui-la por dentro e fazer-lhe mal também fisicamente. A morte de um familiar (mãe, pai, irmão) são igualmente eventos muito traumáticos e difíceis de entender, aceitar e ultrapassar. Já a exposição a imagens violenta, vídeo jogos sangrentos e assustadores não representam por si só eventos traumáticos mas podem desencadear manifestações de ansiedade em crianças, como medo de adormecer sozinhos (terrores noturnos). O bullying, em casos extremamente graves podem ser traumáticos e originar o PSPT. Uma criança com o PSPT  fica com o seu sistema de crenças afetado e dá-se a  “Destruição das teorias sociais infantis ” (Bailly) . A criança que normalmente se sente protegida pela crença na invulnerabilidade de seus pais e na capacidade de sempre protegê-la vê essas crenças protetoras destruídas. A reação dos pais ao trauma e às dificuldades que dele podem resultar na criança também é um ponto importante no desenvolvimento e na persistência das dificuldades na criança. Se os próprios pais estão atordoados, oprimidos, ansiosos pelo evento ou pelos problemas da criança, a evolução será menos favorável. Por isso, nessas situações, é importante oferecer apoio a toda a família. Reações ao trauma Após o trauma, pode-se observar sintomas transitórios. Assim, no caso de sintomas pós-traumáticos no primeiro mês, falamos em “Perturbação de Stresse Agudo”. Em alguns casos, os sintomas melhoram em dias ou semanas. No entanto, as Perturbações Depressivas e as Perturbações de Ansiedade (especialmente a Ansiedade de Separação). A co-morbidade também foi encontrada com Abuso de Substâncias, Perturbações de Conduta, Perturbações de Oposição e Perturbações de Déficit de Atenção. Quais sintomas? A PSPT pode aparecer em qualquer idade e sempre inclui: – sintomas de recaída, que são re-atualizações do trauma que a criança revive com a mesma angústia e intensidade de quando o evento ocorreu: pensamentos intrusivos que podem resultar na criança pela necessidade de falar constantemente sobre assuntos relacionados ao evento, flashbacks (a criança parece reviver o evento sem haver nenhum lembrete particular, como se seu comportamento estivesse dissociado de sua finalidade ou de sua intencionalidade), pesadelos, angústia quando há um gatilho que faz relembrar o trauma; – sintomas de evitação de qualquer coisa que pudesse lembrar o evento; – estado de hiper-alerta: distúrbios do sono, dificuldade de concentração, hiperemotividade com irritabilidade e às vezes explosões de raiva com atitudes de vigilância, a criança fica muito ansiosa em relação ao meio; – manifestações cognitivas (memória) e emoções negativas (dor, tristeza, raiva, raiva, vergonha, culpa, sendo esta última muitas vezes importante, mas pouco verbalizada nas crianças). A idade da criança modifica a maneira como esses sintomas são expressos e condiciona o aparecimento de sintomas adicionais. Crianças em idade escolar As revivescências podem assumir a forma de um jogo traumático  em que a criança literalmente repete parte da cena traumática. Essa repetição é compulsiva, sem prazer, não alivia a criança de sua ansiedade e não deixa espaço para que terceiros desenvolvam um cenário lúdico. A brincadeira traumática não é um jogo, mas um sinal de sofrimento. Verifica-se uma incapacidade na diminuição no jogo imaginativo. Nessa idade, os sintomas frequentemente se manifestam na esfera escolar e a criança pode ver sua socialização e habilidades cognitivas prejudicadas pelo trauma. Crianças pré-escolares Antes dos 18-24 meses, observamos principalmente distúrbios do desenvolvimento psicomotor, perda de aquisições, estados de apatia com passividade ou agitação com choro e gritos incessantes, irritabilidade, medos, distúrbios do sono e alimentação, manifestações psicossomáticas, angústia de separação. Por volta dos 18 meses surge o acesso ao pensamento e aos jogos simbólicos. Esse estágio evolutivo pode condicionar a possibilidade de registrar, expressar e reviver memórias traumáticas, e os sintomas de revivescência são mais frequentes quando o trauma ocorreu após 18

+Saúde, Ansiedade, Auto-estima, Depressão, Prevenção, Psicopatologia Infantil, Relacionamentos, Sexo

Estou com PPM: Uma perturbação de difícil diagnóstico

O que é a Perturbação Disfórica Pré-Menstrual e o que carateriza? A Perturbação Disfórica Pré-Menstrual – super TPM – é um tipo grave de Perturbação Pré-Menstrual ou PPM também designada por TPM, sendo causado por mudanças hormonais inerentes ao período que antecede a menstruação. O PPM atinge aproximadamente 6% da população feminina. Durante estes dias a mulher apresenta baixa produtividade a nível laboral e apresenta uma tendência para isolar-se e ficar em casa. Os níveis de ansiedade e depressão aumentam. Verifica-se baixa intolerância no relacionamento interpessoal, muita irritação interna oscilação de humor (alternância entre tristeza e alegria). Isto explica-se pelo neurotransmissor que é responsável pela regulação do sono e do humor, diminuindo os níveis da serotonina e da dopamina no cérebro, que por sua vez são responsáveis pelo bem-estar psicossomático do individuo. Os sintomas aparecem cerca de 10 até 2 dias antes do aparecimento da menstruação e tendem a disseminar-se após o decorrer da mesma. Entre os sintomas físicos mais comuns estão: cólicas dor de cabeça, inchaço, dor nas mamas, retenção de líquido. dores musculares. náuseas. Entre os emocionais estão: irritabilidade, sensação de perda de controlo, ansiedade, insónia ou sonolência, dificuldade de concentração, fome exagerada ou falta de apetite depressão. isolar-se. disforia, pensamentos negativos, desesperança. baixo autoestima. É importante referir que nem todas as mulheres manifestam todos os sintomas, algumas sentem em diferentes intensidade. Enquanto a PPM pode atingir até 75 % das mulheres, existe uma condição mais grave e exacerbada de PPM que atinge de 3% a 8%  delas, trata-se da Síndrome Disfórica Pré-Menstrual. A disforia, mudança repentina de ânimo e irritabilidade exacerbada, deve ser acompanhada por um psiquiatra, e tratada com antidepressivos na maioria desses casos. Para o diagnóstico da Perturbação Disfórica Pré-Mestrual -PDPP-os sintomas são os mesmos que a PPM mas mais  exacerbados, intensificados e severos e devem ocorrer por um mínimo três meses ininterruptos. By Natacha Seixas      

Scroll to Top