+Saúde, Ansiedade

14 coisas que pessoas altamente sensíveis precisam para ser felizes

Pessoas altamente sensíveis processam informações profundamente e, como resultado, experimentam o mundo de forma um pouco diferente de outras. Imagens de violência ou histórias angustiantes podem ser dolorosas para eles. Barulhos inesperados, luzes brilhantes e agendas lotadas têm o poder de chocar profundamente os Indivíduos Altamente Sensíveis. Por isso eles precisam de coisas diferentes na vida para serem felizes. 1. Um ritmo de vida mais lento e simples. Eles podem precisar de mais tempo para executar determinadas tarefas. Normalmente debatem-se com pensamentos que os levam à ação que implicam valores de ordem moral. 2. Tempo para relaxar depois de um dia agitado. Assim como os introvertidos, os Indivíduos Altamente Sensíveis possuem  sistemas nervosos extra-sensíveis que absorvem grandes quantidades de informação e a processam até o décimo-segundo grau, e podem ficar facilmente sobrecarregados e desgastados após um dia agitado. Por esta razão necessitam de tempo para relaxar, de forma a diminuir o nível de estimulação e restaurar a sanidade mental. 3. Um espaço calmo e tranquilo para relaxar. Estes indivíduos adoram relaxar num sítio acolhedor e agradável aos seus 6 sentidos. Este espaço, idealmente, tende a ter pouca iluminação, pouco ruído, uma bela estética e as ferramentas favoritas para relaxar (um livro, música, um travesseiro confortável, etc.). 4. Precisam de expressar as suas emoções Os Indivíduos Altamente Sensíveis são pessoas sensíveis ao ambiente e ao seu sistema emocional. Tendem a chorar mais facilmente que outras. As pessoas sensíveis não podem deixar de expressar as suas emoções e o que lhes vai na alma. é importante para elas manifestar a sua raiva, ira e zanga, como o seu amor, felicidade e alegria.  5. Compreensão para adaptar-se à mudança. Até mesmo mudanças positivas, como iniciar um novo relacionamento ou mudar para a casa dos seus sonhos, podem ser super-estimulantes mas que exigem um período de adaptação para os indivíduos extra sensíveis. 6. Relacionamentos próximos e significativos. Gostam de relações profundas e fogem do superficial. São pessoas mais seletivos na escolha dos seus relacionamentos, quer íntimos ou de amizade. Um Indivíduo Altamente Sensível, quer mergulhar fundo na nossa alma e se conectar connosco nas sombras do nosso ser. Deixe-os eles realmente se importam. 7. Têm uma maneira gentil e saudável de administrar conflitos. As pessoas sensíveis podem sentir-se mais ansiosas quando o conflito surge.  Quando existe algum conflito, briga seja com a família, com amigos, com o parceiro, no local de trabalho, os Indivíduos Altamente Sensíveis têm uma capacidade de empatia e gestão de conflitos bastante apurada, por isso tentam colocar-se sempre no lugar do outro de uma forma o mais saudável possível, de maneira a lidar com o desacordo que não envolva gritos nem grandes dramas. 8. Uma boa noite de sono. Dormir o suficiente ajuda a aliviar os sentidos do Indivíduo Altamente Sensível e permitir que eles processem as suas emoções. Devido aos estímulos intensos do dia-a-dia eles precisam ter uma noite recuperadora. O ideal será uma qualidade de sono de 8 horas por noite. 9. Refeições saudáveis, espaçadas regularmente ao longo do dia. De acordo com alguns nutricionistas a fome pode prejudicar o humor ou a concentração numa pessoa sensível. Convém fazer refeições espaçadas e ligeiras. É inteligente um bom investimento num plano alimentar sem gorduras trans, açucares e bebidas estimulantes. 10. Opções livres de cafeína e não alcoólicas. Surpresa, surpresa: alguns Indivíduos Altamente Sensíveis (mas não todos) são mais sensíveis aos efeitos da cafeína e do álcool. 11. Usar o lado criativo. A criatividade funciona como o “escape” para todos os dados emocionais e sensoriais acumulados. 12. Um forte senso de propósito. Algumas pessoas parecem vagar pela vida sem direção ou propósito, ao contrário, de outras que pensam profundamente sobre os grandes feitos da vida, quem são elas, porque estão aqui, e que marca vão querer deixar no mundo? Seja escrever um romance, gravar um Cd, ou ser embaixador de uma causa em que eles acreditam, pessoas sensíveis anseiam por um significado. 13. Amados que entendem e respeitam sua natureza sensível. As pessoas Altamente Sensíveis precisam que, principalmente, as pessoas próximas entendam e respeitem a sua sensibilidade.   14. Ambiente natural e beleza. Ambientes desordenados, caóticos ou simplesmente feios podem desestabilizá-los, a beleza é um bálsamo que rejuvenesce estes indivíduos. Eles gostam de apreciar a beleza da vida seja natural ou criada por eles próprios. Natacha Seixas

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Ansiedade é um salvador ou um assassino?

A ansiedade é muitas vezes uma emoção angustiante que nos debilita e deixa-nos num medo de ter medo que aconteça tudo outra vez A ansiedade é muitas vezes uma emoção angustiante que nos debilita e deixa-nos num medo de ter medo que aconteça tudo outra vez e torna-se incapacitante conviver nesta condição. Deixamos de fazer o que fazíamos e mudamos a nossa vida toda em prol da ansiedade. Então, quais são as vantagens trazidas pela ansiedade? Um em cada quatro de nós experimentará ansiedade debilitante em nossa vida. As previsões são que este número aumentará drasticamente nos próximos anos. Mas vamos esclarecer: as emoções não fazem parte de nós simplesmente para serem “sentidas” ou vivenciadas, as emoções evoluíram como uma característica central da natureza humana, porque elas desempenham uma função – uma função evolutiva. Emoções individuais facilitarão o sucesso reprodutivo ou nos ajudarão a identificar e lidar com desafios específicos à aptidão reprodutiva – é por isso que, após milhares de anos de evolução humana, ainda sentimos emoções. E a ansiedade não é exceção a isso. A ansiedade é muitas vezes uma emoção angustiante e que, muitas vezes, parece mais debilitante do que propícia ou bem-vinda.  Então, quais são as vantagens trazidas pela ansiedade?  Primeiro, a ansiedade está associada a acontecimentos da vida, que por vezes são inesperados e nos fazem ter tamanha reação fisiológica e emocional. Quando nos sentimos ansiosos, temos a tendência a nos protegermos perante tal acontecimento que sentimos ser ameaçador, e imediatamente como que instintivamente procuramos o objeto ameaçador (como um carro que possa vir na nossa direção e que está a nos perseguir ou alguém para nos assaltar) ou informações ameaçadoras (por exemplo, a vizinha no café que está a relatar vários assaltos na zona onde vive). Essa mudança de atenção para coisas que podem ser ameaçadoras ocorre automaticamente e pré-conscientemente se instalam antes que tu te apercebas. E assim nós somos bombardeados por vários estímulos durante o dia, seja pela TV, seja pelas notícias do rádio, seja pelas pessoas que falam no café e inevitavelmente acabamos por ouvir a conversa e inconscientemente vamos assimilar as ameaças que se processam no nosso inconsciente e lá se instalam para mais tarde nos proteger ou por outro lado, se tornarem num medo exacerbado e em crença ilusórias e desproporcionais à realidade. Todos estes estímulos podem dar origem a uma ansiedade crónica e vivermos em estado de alerta e vigilância. Muitos de nós acrescenta algo ao que ouve. Muitas palavras são distorcidas e a forma como encaramos e interpretamos os factos também vão condicionar a realidade. Posto isto, uma coisa é o que ouvimos, outra é a realidade em si, e outra é o que fazemos com o que ouvimos. Portanto, toda uma interpretação demasiado complexa para chegarmos a uma conclusão geral, até porque falamos de seres humanos pensantes e com emoções distintas e formas de sentir que só o próprio individuo poderá explicar na sua essência como e de que forma e intensidade o sente. Mas teremos outro problema nunca chegaremos a sentir a verdade sobre o sentimento do outro porque o nosso sentir não é o seu sentir. Em um sentido evolutivo ou adaptativo, é de extrema importância termos a noção dos perigos do mundo em que vivemos. No entanto, há que saber destrinçar entre a informação importante da menos relevante. Ficamos alertados para possíveis ameaças que nos permitirão concentrar e lidar com elas. Mas, psicologicamente, pode ser muito emocionalmente exigente, como já referi,  este processo também fará com que  interpretemos muitas coisas como ameaças que acabam por não ser ameaças (ou seja, fazemos interpretações malignas quando, na verdade, são benignas).   Então, a ansiedade realmente funciona na prática? Sentir-se ansioso realmente confere vantagens práticas e adaptativas? Segundo estudos deo Psiquiatra, William Lee, que analisou a vida de 5.362 pessoas nascidas em 1946,  descobriu que aqueles que exibiam altos níveis de ansiedade (com base em avaliações de seus professores quando tinham 13 anos) eram significativamente menos propensos a morrer uma morte acidental do que aqueles com baixa ansiedade. Apenas 0,1% dos indivíduos ansiosos morreram acidentalmente, em comparação com 0,72% dos indivíduos não ansiosos. Não houve diferença entre os dois grupos quanto ao número de óbitos não acidentais. No entanto, após os 25 anos de idade, os indivíduos ansiosos começaram a exibir taxas de mortalidade mais altas devido a mortes relacionadas à doença do que os grupos não ansiosos. O Psiquiatra e os seus colaboradores, concluíram  que  a ansiedade ajuda as pessoas a sobreviverem a mortes acidentais potenciais até chegarem ao início da idade adulta do que o grupo de estudo não ansioso.  Mas quando se chega a jovem adulto e com capacidade de reprodução dos  genes para gerações futuras, a ansiedade pouco importa e é bem mais provável que se morra de outras doenças médicas do que no indivíduo não ansioso. Num outro estudo, os psicólogos Tsachi Ein-Dor e Orgad Tal, do Centro Interdisciplinar de Herzliya, em Israel, realizaram uma série de experimentos imaginativos sobre pessoas preocupadas e indivíduos ansiosos. Primeiro, eles descobriram que os preocupados sentem as ameaças – como detectar o cheiro do fumo – muito mais rapidamente do que os grupos não ansiosos. Em um segundo experimento, eles descobriram que os indivíduos ansiosos distraem-se menos quando tentam lidar com uma ameaça Neste último experimento, os participantes foram solicitados a completar uma tarefa de computador, mas o programa desenvolveu um vírus, que foi dito ao participante que ele havia ativado  (mas, na verdade, não o fez, foi ativado automaticamente como parte do experimento). Depois disseram que deveriam procurar apoio técnico com urgência. Enquanto tentavam fazer isso, eles foram apresentados a uma série de “obstáculos” adicionais, como um estudante atirar uma pilha de papéis para o chão em cima dos seus pés, e outro a pressionar para que estes completassem uma pesquisa. Os participantes ansiosos eram os menos propensos a se distrair com esses desafios, e eram mais propensos a obter o suporte técnico necessário mais rápido. Mas por um lado, se a ansiedade nos faz manter o foco

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A Ansiedade é uma Ilusão?

Se o mundo moldou a ansiedade como uma ferramenta adaptativa útil, de onde vêm as perturbações de ansiedade? Os problemas de saúde mental baseados na ansiedade são relativamente comuns, e cerca de 30 a 40% dos indivíduos nas sociedades ocidentais desenvolverão um problema relacionado à ansiedade em algum momento de suas vidas. Mas por que? Muitas pessoas argumentam que sentir-se ansioso tem benefícios reais – como fazer com que tenhamos um desempenho eficaz em circunstâncias desafiadoras. De fato, é altamente improvável que uma emoção comum como a ansiedade teria evoluído se não tivesse benefícios adaptativos importantes. No entanto, para muitas pessoas, a ansiedade torna-se um problema e não um benefício. Tantas são as pessoas com problemas de ansiedade e ataques de pânico que aparecem no meu consultório diariamente. Então, se o mundo moldou a ansiedade como uma ferramenta adaptativa eficaz para usarmos, de onde vem a ansiedade como uma experiência incapacitante? Nós só precisamos começar a examinar algumas das crenças que os que sofrem de ansiedade têm sobre o mundo e sobre si próprios. Reparo que maioria das Perturbações de Ansiedade mais comuns são alimentadas por um conjunto de crenças disfuncionais que simplesmente não representam a realidade objetiva do mundo e, nesse sentido, podem ser caracterizadas como crenças “ilusórias”. É claro que a experiência de ansiedade não é uma ilusão – especialmente quando é angustiante e incapacitante e limitam muito a nossa vida. Mas as cognições e crenças que o geram frequentemente são. Em baixo cito algumas Perturbações de Ansiedade para melhor entendimento: 1. Quando alguém é diagnosticado com uma fobia específica (medo das alturas), o gatilho fóbico geralmente provoca extrema ansiedade e, muitas vezes, pânico. Mas os indivíduos com fobias específicas geralmente desenvolvem um conjunto de crenças irracionais extremas sobre a fobia e manifestam a ansiedade sem nenhuma semelhança objetiva com o risco de prejuízo que o  estímulo representa 2. Perturbação do pânico é muito comum e debilitante em que os indivíduos experimentam ataques de pânico regulares incontroláveis. A maioria das pessoas experimentou um ou dois ataques de pânico, mas o que facilita o desenvolvimento de ataques de pânico individuais em ocorrências diárias regulares e debilitantes é uma crença disfuncional subjacente de que todas as sensações corporais predizem algum evento médico catastrófico (como um ataque cardíaco ou enlouquecer). No entanto, um ataque de pânico raramente – ou nunca – leva a resultados tão catastróficos. A percepção do indivíduo sobre o risco é maciçamente desproporcional à realidade do que é objetivamente provável que aconteça e age apenas para manter esses repetidos ataques de pânico. 3. Os ansiosos vivem em preocupação sistemática. A Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG) – é de preocupação patológica e incontrolável como sua característica diagnóstica cardinal. Então, aqueles com um diagnóstico do PAD realmente têm muito com o que se preocupar? Provavelmente não. Mas o que tais indivíduos possuem é um conjunto de crenças de que a preocupação é uma coisa necessária e importante a ser feita – caso contrário, coisas ruins acontecerão. Mas fique a saber que 90% das coisas que se preocupam nunca chegará acontecer. 4. A Perturbação Obsessivo-Compulsivo (POC) é um problema relacionado à ansiedade no qual o paciente experimenta pensamentos obsessivos incontroláveis ​​e pode desenvolver rituais compulsivos que funcionam para neutralizar a ansiedade que essas obsessões causam (como lavagem compulsiva ou contagem compulsiva). Mais uma vez, este é outra perturbação de ansiedade que é sustentado por crenças sobre o mundo que são extremamente desproporcionais à ameaça objetiva representada pelos medos do indivíduo. Por exemplo, o medo de contaminação ou doença que perturba a mente de quem lava muitas vezes as mãos  é significativamente desproporcional ao risco real de contaminação e desproporcional às atividades de lavagem ritualizadas que o indivíduo precisa realizar para se sentir seguro. Esses são apenas alguns exemplos das crenças disfuncionais do mundo dos ansiosos. Tais crenças não refletem a realidade do mundo em termos do risco objetivo que os objetos e eventos temidos representam para o indivíduo e agem para desenvolver e manter uma série de perturbações de ansiedade. Infelizmente, sabemos muito pouco sobre como essas crenças “ilusórias” se desenvolvem, mas sabemos que elas agem para manter os sintomas de ansiedade, e fazem isso de uma maneira muito simples. Muitas podem estar associadas a traumas que levaram a pessoa a controlar-se tanto e desabar desta forma. Mas tudo se passa ao nível do inconsciente. A ansiedade severa dá origem a respostas de evitação – comportamentos projetados para garantir que as “coisas más” relacionadas à ansiedade não aconteçam ou sejam evitadas. O que isto significa na prática é que as crenças disfuncionais mantidas por indivíduos ansiosos irão continuar da mesma forma porque eles não tentam ultrapassar os seus medos e assim não conseguem provar a si mesmos que estes medos são “ilusórios” e produtos das suas mentes. Estas sensações de medo criam um desconforto horrível para quem sofre desta perturbação. Natacha Seixas

Psicopatologia Infantil

Afinal, o que é a Ansiedade?

O que é ansiedade?  O que é exatamente a  ansiedade, e por que estraga tantas vidas? Os problemas com base na ansiedade são muito comuns e cerca de 30 a 40% dos indivíduos nas sociedades ocidentais desenvolverão um problema relacionado à ansiedade em algum momento de suas vidas. Os livros de Auto-Ajuda são cada vez mais para aliviar o stress em que cada individuo se depara hoje em dia. Até para crianças já existem livros sobre ansiedade. A Ansiedade está em todo lado e é preciso tratar dela. Para muitas pessoas, a ansiedade é uma experiência angustiante que as impede de realizar muitas atividades do dia-a-dia, como ir para o trabalho, para a escola, cuidar da família e socializar-se. Quero que fique bem esclarecido que a Ansiedade é um processo normal inerente ao ser humano. Todos nós experimentamos ansiedade em certas situações da vida e em alguns momentos podemos estar mais ansiogénicos do que em outros. É uma emoção que pode ser benéfica em determinados eventos da vida. Quem já não sentiu ansiedade quando deu o primeiro beijo? Quem já não sentiu ansiedade na primeira entrevista de emprego? A ansiedade é sinal de emoção e responsabilidade e  lembra que tens de te comportar de determinada maneira mediante o estímulo. 1. A ansiedade é uma emoção adaptativa e nós a sentimos de duas formas, física e mentalmente: As reações físicas incluem músculos tensos e boca seca, sudorese e tremor e dificuldade para engolir. O coração começa a bater rápido e manifestamos estados de alerta e vigilância. Mas tenho que deixar bem claro que a ansiedade não é a mesma coisa que o medo. O medo é uma emoção muito básica, e muitas reações de medo são respostas reflexivas a ameaças imediatas que foram biologicamente pré-programadas ao longo de muitos milhares de anos de evolução seletiva. E estas reações manifestam-se por um susto repentino de sobressalto, que podem ser por um barulho ensurdecedor , sombras assustadoras, movimentos rápidos em direção a nós, como por exemplo, um leão que tenta atacar-nos de olhos fixos em nós. Logo, o que o ser humano faz, é colocar-se em posição de luta e fuga, os níveis de adrenalina e cortisol sobem drasticamente. Isto não são sintomas de ansiedade mas semelhantes a um Ataque de Pânico, só que aqui há uma causa. Nos Ataques de Pânico da era moderna não existe uma causa especifica em que nos possamos referenciar. 2. Há indivíduos que vivem a ansiedade generalizada como se de um Oceano se tratasse mas na verdade apenas um lago há para ultrapassar. Quando a pessoa assim é arranja formas de catastrofizar o futuro e vive a vida de forma sobressaltada, vivendo o dia com problemas do tamanho de um oceano. Enquanto que as pessoas não ansiosas vêem apenas como um lago que têm que ultrapassar e vivem a vida mais tranquilamente e obtém mais sucesso nas suas decisões.  3. Quando a ansiedade é gerenciada dentro dos padrões normais, as ameaças e desafios futuros, bem como, o sucesso na tomada de decisões e o seu fecho final vai depender da personalidade de cada um e desempenho para lidar com determinadas situações. Diferentes pessoas terão abordagens diferentes para lidar com uma ameaça ou desafio futuro. Algumas pessoas serão orientadas a problemas e tentarão encontrar uma solução lidar com a ameaça (por exemplo, ter já uma estratégia de coping para lidar com um exame que sabe que será difícil: a estratégia pode ser estudar por esquemas,  alargando os dias e estudos.). – Mas existem indivíduos mais negativos, outros com dificuldades na gestão do tempo, e simplesmente evitam certas situações geradoras de ansiedade (por exemplo, decidem não ir àquele jantar de curso porque pode ser demasiado embaraçoso para ele). Mas este mecanismos de evitação e fuga só adiará o fato de não saber e o que realmente poderá acontecer, uma vez que o medo só existe na tua cabeça, o que realmente acontece só existe na tua imaginação. Na verdade não sabes o que vais sentir se não fores realmente a esse jantar. Este argumento de evitação e fuga só vai fazer com que os teus medos se solidifiquem cada vez mais e se transformem em crenças não reais e limitantes. Esta forma de lidar com os sintomas físicos da ansiedade, que se desenrolam como tentativa de adaptação da emoção à situação torna-se angustiante por culpa do nosso pensamento. Ele tem o poder de criar produtos imaginários que criam todo um cenário de medo antecipado. Isto é algo muito sério e difícil de ultrapassar. No entanto, em terapia existem métodos que se têm mostrados ser bem sucedidos para identificar os tipos de “pensamento” que criam estas emoções angustiantes que te podem ajudar a mudar estas maneiras de pensar para aliviar todo o quadro angustiante associado à ansiedade. Natacha Seixas

Psicopatologia Infantil

O que causa as fobias?

Já existe muito tempo que se tenta compreender as fobias, desde a altura de Freud o psicanalista que tentou explicar as fobias, seguindo-se o behaviorista J.B. Wayson e o condicionamento clássico de Pavlov,  que remonta ao famoso estudo “Little Albert” relatado por Watson & Rayner em 1920. Albert era um bebê de 11 meses de idade, e Watson & Rayner tentou condicionar nele um medo de seu rato branco de estimação.   Eles colocaram uma barra de ferro a fazer um barulho altamente assustador, para que este evento de medo induzido assustasse o pequeno. Depois deste estudo altamente anti-ético, o bebé sempre que via o rato a entrar na sala chorava. Provavelmente não é o caso de todas as fobias resultarem de episódios de condicionamento traumático, mas há fortes evidências de que as experiências de condicionamento traumático são responsáveis ​​pela aquisição de muitas fobias, como a fobia de ir ao dentista, fobia a palhaços, o medo das alturas, medo de elevadores,  e a maioria das fobias de animais (cães, baratas, ratos). O fato de que as fobias tendem a se concentrar em um conjunto limitado de medos que têm significado evolutivo levou alguns pesquisadores a sugerir que podemos ser biologicamente pré-condicionados para adquirir certas fobias. Em 1971, Martin Seligman refere que temos um sistema biológico que nos ensina que somos predispostos biológicamente a temer o perigo, como cobras, aranhas, alturas e água, porque elas ameaçavam a vida de nossos ancestrais. Nossos antepassados, que desenvolveram uma predisposição biológica para temer esse tipo de estímulo, teriam maior probabilidade de sobreviver e de passar essa predisposição do medo para as futuras gerações. Estes relatos até podem ter a sua validade mas temos de ser coerentes e cautelosos e aceitá-los com base em evidências existentes. Não temos como saber que uma fobia a alturas poderá ser originária de origem biológica ancestral. Não podemos ficar reduzidos a uma só visão. Vários tipos de fobias podem ter sua origem em vários processos diferentes. Não há razão pela qual a aquisição de todas as fobias deva ser explicada por um único processo – e as evidências agora estão se acumulando para sugerir que tipos diferentes de fobias são adquiridos de maneiras bem diferentes. Muitas das  fobias são causadas por experiências de condicionamento traumático e crenças negativas. Muitas outras fobias comuns não parecem ser caracterizadas por uma experiência traumática desde o início – na verdade, os pacientes muitas vezes não conseguem lembrar o início exato de uma fobia e permanecem a nível do inconsciente, o que sugere que ela pode ser gradual e precipitada por fatores que não são imediatamente óbvios. Estudos recentes  sugerem que pelo menos algumas fobias estão relacionadas com emoções de desgosto, como a perda de um ente querido. Indivíduos que manifestem repugnância aranhas, baratas, e outros animais, apresentam uma tendência maior para ter fobias a estes animais, que o mesmo se pode dizer no medo das contaminações, como tirar sangue, levar injeções, beber do copo dos outros, pegar em objetos que pessoas doentes pegaram, etc.  As fobias específicas podem ter várias causas diferentes envolvendo fatores de vulnerabilidade e processos psicológicos distintos. Muitas destas fobias levam à Ataques de Pânico e à Perturbação do Pânico. Por isso, é aconselhável logo quando diagnosticada ser devidamente tratado. É por isto que nós  terapeutas precisamos examinar mais de perto as diferentes causas para construir tratamentos eficazes e bem-sucedidos. Natacha Seixas

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Liberdade para o Stress: café, ansiedade e pânico

Qual a tua relação com o  café, cafeína, ansiedade e ataques de pânico? Se tu beberes café estás a provocar o teu sistema biológico a ter ataques de pânico, e isso pode-nos dizer que os indivíduos que sofrem de Perturbação de Pânico têm uma maior sensibilidade a estes comportamentos.  Sabemos que está na moda beber café é social e fica-te bem. Nunca se fez tanto consumo da cafeína como nos últimas décadas. Por outro lado, sabemos que com esta rotina apressada do dia-a-dia em que se dorme à pressa, toma-se o pequeno almoço a descer as escadas, guia-se a apertar o resto o cinto das calças, as mulheres aproveitam para disfarçarem as olheiras com o corretor e a base e o resto das pinturas porque em casa, a maioria a despachar os filhos para a escola, não tem tempo. Chega-se ao emprego pensa-se às pressas e trocam-se os nomes e os papeis. Almoça-se à pressa para ir para casa dormir à pressa. E nisto tudo para andar em pé bebe-se café às pressas um atrás do outro. Dennis Charney e seus colegas da Escola de Medicina da Universidade de Yale administraram 10mg de cafeína a 21 pacientes com diagnóstico de Perturbação do pânico e 17 controles saudáveis. A cafeína produziu aumentos significativamente maiores nos níveis dos sintomas da ansiedade como o nervosismo, medo, náusea, palpitações e tremores nos pacientes referenciados com Perturbação do Pânico do que nos controles. A cafeína também induziu sintomas idênticos aos Ataques de Pânico em quinze dos 21 pacientes, mas não nos controles saudáveis. Outros agentes que também podem provocar ansiedade e seu sintomas associados incluem a inalação de dióxido de carbono (CO2), lactato de sódio, a droga ioimbina e até mesmo algo tão básico quanto a hiperventilação voluntária de ar ambiente.        A conclusão deste estudo é que quer se tenha Perturbação de Pânico ou não a os níveis de ansiedade aumentam em ambos os grupos. Agravam mais nos que têm Perturbação de Ansiedade já diagnosticada. Mas isso não nos diz onde essa sensibilidade adicionada reside. Há muitos que acreditam que essa sensibilidade adicional reside em algum lugar na biologia do paciente – talvez uma sensibilidade adicional no centro do medo do cérebro, na amígdala ou na hiperatividade do sistema neurotransmissor noradrenérgico do corpo. Há sem dúvida evidências  consistentes nessas duas possibilidades. Mas essa evidência não é conclusiva, porque a maioria dos estudos identificou essas sensibilidades biológicas adicionadas em indivíduos que já têm Perturbação do do pânico, por isso não sabemos se essas sensibilidades adicionadas são meramente consequências de ter Perturbação do Pânico ou se elas são causa delas. Quando sentir que está a ter muitos sintomas associados a ansiedade pare por um tempo a ingestão de cafeína e veja os resultados. Verá que pode estar relacionado. Natacha Seixas

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9 dicas para gerir a ansiedade

Frases e dicas para gerires a tua ansiedade Ansiedade é uma das emoções cujo quadro sintomatológico é dos mais difíceis de suportar. Há indivíduos em que a ansiedade apresenta níveis tão elevados que conduz a um Ataque de Pânico que se assemelha a um Ataque Cardíaco. A boa notícia é que a pessoa não vai morrer do coração, porque não tem nada físico. Como tenho falado em outros artigos a ansiedade é uma emoção e pode ser útil.  O que acontece é que a  ansiedade geralmente gera camadas adicionais de ansiedade, especialmente se ficares ansioso por estares ansioso, é como o medo de ter medo que pode gerar o tal ataque de pânico por antecipação de um acontecimento que ainda não aconteceu (sofrer por antecipação). A ansiedade não é antinatural – é uma emoção normal que evoluiu para ajudar-te a lidar com ameaças e desafios antecipados, e é basicamente para isso que ela existe. Pode ajudar-te a manter o foco em uma entrevista. Já as crises de ansiedade geralmente não duram muito tempo, então tenta não lutar contra o que estás a sentir, e entende que não há problema nenhum em ficar ansioso. Entende que a ansiedade não te  pode fazer mal algum fisicamente nem te vai deixar louco. Eu sei que a ansiedade traz sintomas assustadores e temíveis, tais como,  transpiração, aumento da frequência cardíaca, tremores, sudorese, falta de ar, nó na garganta, calafrios, rubor facial, cefaleias. 1.”A ansiedade não consegue me prejudicar, eu ainda consigo fazer o que quero”. E tu continuas a Evitar Evitar: Evitar é sem dúvida o principal fator que permite que a ansiedade se desenvolva e se propague. Evitar atos inconscientes que coloquem a tua vida em risco como andar a pé numa auto-estrada –  é bastante sensato e razoável. Mas se continuas a evitar ir à praia, que antes adoravas ir com os teus amigos e a tua família mas por medo de passar na ponte 25 de Abril, ou por medo do trânsito e não teres por onde fugir, então o melhor é procurares um psicoterapêuta que te ajude a sair dessa armadilha da mente onde caíste- isso é uma ansiedade inadequada. Sabias que Evitar as coisas que te deixam ansioso não permite que descubras a realidade da ameaça – pode não ser uma ameaça. Mas nunca descobres que não há monstros no armário se  continuares a evitar a abertura da porta do armário.  2.”Quanto mais evitas a situação mais difícil se torna a enfrentares-vou tentar encontrar uma maneira de enfrentar os meus medos.” Analisa a tua ansiedade. Vê se o medo que tu tens face à situação em si se justifica. Antes não fazias isso? Então, porque o deixaste de fazer? O que te desmotivou a deixar de fazê-lo? Antes acontecia algo? Então, o que poderá acontecer agora? Sei o que está na tua cabeça! Muitas vezes, a coisa que causa a tua ansiedade pode não ser tão perigosa ou ameaçadora quanto tu pensas. Este é certamente o caso de muitos distúrbios baseados na ansiedade, em que o nível de ansiedade provocado cresceu muito além do que é razoável para a ameaça que quem está a sofrer percebe.  3. “Minha ansiedade é justificada?” Queres ser valentão e aventureiros(a) por um dia, ao invés, de evitar riscos e incertezas: a vida é basicamente uma aventura. Não há planos estabelecidos para serem seguidos desde o início, podes tirar o máximo de vida que quiseres. Se continuares a tentar evitar o risco e as incertezas não consegues fazer o que te propus, então vamos nessa? Vai à procura de novas experiência e sai da tua zona de conforto. Confia em ti. e depois da primeira aventura… 4. “Eu farei algo aventureiro toda semana”. Tira umas férias da tua ansiedade e aventura-te mais uma vez só por mais um dia. Portanto, tenta analisar os tipos de regras rígidas que tens e troca-as por expectativas mais realistas. Essas regras rígidas são coisas como “eu devo sempre ser amado por todos”, “eu nunca devo deixar ninguém ficar deitado no chão”, “a vida deve ser sempre justa”, “eu preciso estar totalmente no controle de tudo que eu faço”. Anota as tuas próprias  regras rígidas e vive a tua vida de forma a arranjares alternativas mais razoáveis. Por exemplo, “Eu preciso estar totalmente no controle de tudo o que faço” poderia se tornar “Eu farei o meu melhor, mas aceito que algumas coisas estão fora do meu controle.” 5. “Ninguém é perfeito – eu vou viver minha vida se utilizar regras realistas.” Não deixes que a ansiedade viva por ti: a ansiedade impedirá regularmente que tu  faças as coisas que tu mais desejas. Mas, em algum momento, vais precisar sentir o medo se quiseres seguir em frente, e não te estou a dar novidade nenhuma, sabes disso certo? Para superares a ansiedade, terás que enfrentar alguns desafios que inicialmente vão-te deixar nesse estado que tu já sabes-ansioso, mas isso pode ser uma experiência edificante e valiosa se  eventualmente conseguires provar que a tua ansiedade está errada. A maioria das coisas que nos deixam ansiosos geralmente não são tão ruins quanto a nossa ansiedade nos diz que podem ser. Experimentar coisas novas, enfrentar desafios e resolver problemas, tudo contribui para uma vida mais saudável e produtiva. O que tens que tomar consciência e dizer para ti: 6. “Eu não vou deixar a minha ansiedade mandar em mim”. Para isso precisas de mudar e para mudar precisas de ajudas de amigos, familiares e terapeutas.  Os amigos podem ajudar-te a tentar fazer coisas que tu nunca fizestes antes por causa da tua ansiedade – uma ajuda e um incentivo positivo de outra pessoa sempre serão úteis. Também é bom saber que as outras pessoas entendem os teus problemas de ansiedade e estão dispostas a ajudar-te. É igualmente bom sentires que não estás sozinho nesta caminhada. Mas cuidado, existem algumas formas de ajuda de outras pessoas que podem reforçar a tua ansiedade.  Tens de ser inteligente e sei que és. Não podes

+Saúde, Ansiedade, Ataques de Pânico, Auto-estima, Depressão, Prevenção, Psicopatologia Infantil

O maior problema com o diagnóstico de depressão é que ele não existe

 Há um grande problema com o diagnóstico de “depressão”, e isso é que não existe. A depressão dói e doí muito mas o seu diagnóstico não é palpável mas saiba que pode ser fatal. Existe uma coisa como “melancolia”, outra chamada depressão leve, moderada a grave que implica risco de suicídio e contempla a perda de vontade de viver. Falando da Depressão atual que não faz “chorar”, durante anos, esta doença foi chamada por melancolia, e não há razão para que não possamos continuar a fazê-lo. A melancolia encontra-se designada pelo Manual Diagnóstico e Estatístico das Perturbações Mentais, o famoso DSM,  como um subtipo de Depressão Maior. Se tens muita melancolia, o que tens? Depressão? Sabes  que a depressão significa um descontrole de humor. É uma doença da emoção. Humor elevado seria euforia ou alguma forma de mania. Baixo humor seria tristeza. Mas o problema é que muitas pessoas que recebem o diagnóstico de Depressão Maior não são necessariamente tristes. O que quero dizer com isto é que elas não estão a chorar a toda a hora. Elas levantam-se da cama todos os dias, ainda que de forma arrastada, para ir trabalhar,  passam pela vida familiar apáticos, mas não ficam necessariamente com uma tristeza profunda.  Então que sente uma pessoa com Depressão? Sente-se disfóricos, desmoralizados e sem encanto por nada. É como tivessem uma sensação de vazio dentro delas e uma ansiedade difícil de controlar. Uma exaustão e uma fadiga esmagadora os perseguem. dizem estar exaustos e frequentemente relatam fadiga esmagadora. Apresentam vários tipos de dores somáticas que vêm e vão. Por vezes, torna-se obsessivos com todos estes sintomas. Tudo isto dá uma salada russa emocional. E todas as pessoas com depressão que se se sintam tristes ou não tristes recebem o mesmo tratamento com Antidepressivos e se não conseguem dormir com Sedativos ou Indutores do Sono e para Oscilações do Humor são receitados Estabilizadores de Humor que acarretam uma série de efeitos secundários, que por sua vez, trarão outras consequência na auto-estima como o fato da maioria fazer engordar. Uma pessoa com depressão que apenas se encontra exausta e não aguente mais mas que não se encontra numa tristeza profunda, apenas não consegue ouvir mais ninguém, apenas não consegue estar mais no trabalho, só precisa sair daqui para longe de tudo e de todos e nem chorar necessita, deveria de cuidar dos nervos e não da depressão.  Se a depressão é caraterizada por uma tristeza profunda uma pessoa diagnosticada com melancolia sem tristeza profunda estará mais perto do estado de Burnout: queimado de todo! Ou porque não mais perto de uma Distimia em que o sofrimento é de longa duração e a pessoa explodiu de um sofrimento duradouro. Acho que precisamos tirar os “holofotes” da palavra depressão para que todos os indivíduos o que se sintam cansados, exaustos, fartos de tudo, sem controlo na sua ansiedade e que só precisam de tratar dos nervos e não têm vontade de chorar, nem se sente deprimidos tem que existir outras escolhas. Há bons médicos que não receitam antidepressivos para todos os indivíduos que digam: _” sinto-me tão exausto e não aguento mais.” Nestes casos,  pela experiência que tenho em consultório vejo tudo corrido ao mesmo…! Em muitos é altamente necessário noutros completamente aberrante. Natacha Seixas

Psicopatologia Infantil

Porque somos tão compulsivos?

Somos uma população que se tornou viciada em nossas compulsões?  O ato da compulsão acalma-nos. Atualmente, assistimos às mais variadas compulsões: uns orgulhosos de exageradas horas no ginásio , outros levantam-se aos 6 da manhã para se tornarem corredores compulsivos, as verdadeiras “beatas” compulsivas que só sabem falar da vida dos outros e esquecem a sua desta forma. Os mentirosos compulsivos, os “dieters” compulsivos, os invejosos compulsivos, os  usuários de smartphones, os compradores e assim por diante. Nós ainda nos orgulhamos de muitas das nossas compulsões. Estamos orgulhosos de que nos esforçamos para sair da cama todas as manhãs para correr o circuito do parque, faça chuva ou faça sol. Estamos muito satisfeitos que a agonia de continuar com a nossa dieta sem gordura todos os dias nos últimos meses nos tenha perdido alguns quilos de peso e conduzido muitas das vezes à anorexia e se morrermos somos um cadáver saudável.  São muitos os adolescentes que ficam acordados até as primeiras horas da madrugada a jogar PSP, para que no dia seguinte possa se exibir frente aos seus amigos sobre a alegria de ganhar o título de primeiro lugar. E depois voltamos e fazemos tudo de novo amanhã. As compulsões são a muleta psicológica que nos permitem difundir o stress gerado pelas ansiedades que nos atormentam à medida que vamos gerindo o frenético mundo novo em que vivemos. A compulsão é qualquer coisa que esconde a ansiedade em forma de alívio ilusório momentâneo. Podemos compulsivamente limpar ou compulsivamente verificar, podemos compulsivamente acumular ou comprar, ou navegar na Internet, ou jogar sem conseguir desligar da playstation, podemos comer ou beber compulsivamente. As compulsões funcionam como uma bateria de salvação, acabado os recursos a ansiedade instala-se e criam-se vícios como forma de escape. No entanto, o ponto em que um comportamento que consideramos gratificante torna-se uma compulsão, é interessante. O cérebro tende a registar todos os prazeres da mesma maneira, com uma libertação do neurotransmissor dopamina naquela área do cérebro conhecida como nucleus accumbens. O exercício físico é uma prática diária que se torna numa compulsão que ajuda a controlar a ansiedade e os sintomas de depressão. O mesmo se passa com um prazer sexual, uma refeição saborosa, uma vitória no jogo, comprar um vestido novo ou alcançar outro nível no Candy Crush! No entanto, à medida que continuamos a repetir os comportamentos que geram essas recompensas, o resultado agradável associado ao comportamento começa a diminuir. Quando mais subimos de nível num jogo mais queremos subir e assim é a vida, nunca estamos satisfeitos. E ainda bem que assim é, quem se sente satisfeito totalmente ou sente que sabe tudo deixa de ter interesse e certamente que sentirá um enorme vazio, logo entrará num processo de necrose emotiva. Lembras-te do primeiro beijo que deste e daquele arrepio na barriga, é algo que fica na nossa memória para sempre, e são essas lembranças e os seus efeitos originais que nós mantemos na nossa mente e que queremos voltar a sentir. Então permanecer num jogo em níveis baixos já não dá a mesma adrenalina e o mesmo prazer desejado, precisamos de recriar esse efeito inicial e é aí que nos sentimos compelidos a continuar a tentar  a sentir novamente essa sensação. É por isso que nós persistimos num jogo de playstations pela noite dentro – apenas para tentar alcançar esse nível elevado que sentimos quando vencemos pela última vez. Entendeste um pouco melhor porque temos muitas das nossas compulsões, para enganarmos a nossa ansiedade e para voltarmos a sentir aquele efeito desejado. Até mesmo o Cristiano Ronaldo o melhor jogador do Mundo, mesmo que ele falhe, sentirá o seu Ego em baixo como qualquer ser humano e como recuperação da sua frustração ele tenta recuperar o efeito desejado através de algo que o torne visivelmente admirado por todos, como por exemplo, ir visitar as crianças ao hospital oncológico. Isto tudo a nível inconsciente.Ele tem de recuperar a sensação do melhor do mundo e de ser admirado. Este ato ou outro semelhante aliviará a sua ansiedade. Muitos de nós desenvolvemos compulsões como uma ferramenta para administrar as ansiedades, frustrações e tensões do mundo novo. Estas compulsões ajudam-nos a ser o autor da nossa própria história e fazem-nos sentir que temos o poder da nossa vida. è uma tentativa de aniquilar o cortisol e acelerar a dopamina e serotonina, neurotransmissores responsáveis pelo nosso bem-estar. Quem disse que a vida não era um jogo? Natacha Seixas

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