Ansiedade, Auto-estima, Depressão, Prevenção

13 desculpas para não ir trabalhar

Há dias, assim, em que realmente não queremos ir fazer nada a não ser ficar no sofá a olhar para o nada. E, ainda tem que encontrar uma boa desculpa para dar ao seu chefe! O despertador e de repente um síndrome terrível lhe invade, levando toda a motivação. Tu olhas para o relógio e colocas para despertar dez minutos mais tarde na esperança de uma recuperação milagroso. Mas uma “Preguicite” aguda te ataca nesses 10 minutos e tu estás feito num oito, essa síndrome afeta toda a população em um momento ou outro. Especialmente na aproximação das férias de verão, quando temos apenas um desejo: ir para bem longe daqui, na praia, sentir a areia da praia e ouvir música num outro local, ver pessoas diferentes, locais diferentes, comer comidas diferentes. O QUE FAZER EM CASO DE “PREGUICITE” AGUDA? Não importa se trabalhaste duro o tempo todo, raramente podes escapar da “preguicite” aguda. Infelizmente, para um empregador, esta “pseuopatologia” não é uma razão válida para perder a reunião tão aguardada e reservado há meses. Sabia que estudo revela que seis em cada dez chefes não acreditam nas desculpas dos empregados  No entanto, mais de 50% dos empregadores não acreditam em seus funcionários quando os chamam de pálidos. Além disso, 33% verificam nas redes sociais a veracidade dos fatos. Uma suspeita legítima desde que os funcionários admitem que poderiam ter vindo trabalhar em mais de um quinto dos casos. O estudo revela que o recebimento das desculpas dependeria, na maioria dos casos, da pessoa que as pronunciava. Alguns também seriam mais valiosos do que outros. Para os empregadores, náuseas, vírus e outras dores abdominais são as razões mais credíveis e aceitáveis ​​como desculpa de faltar ao trabalho. Aqui estão 10 boas desculpas ( ou não ) para dar ao seu chefe em caso de crise:  Estou com gripe.  Comi algo que me fez mal e estou com diarreia.  Meu filho vomitou toda a noite e tenho de dar assistência para ele.  Passei uma noite sem dormir.  Tive um furo.  Estou preso na minha casa porque a porta está quebrada.  Eu bebi demais e estou com uma terrível dor de cabeça.  Rasguei as calças no caminho. As chaves do carro estão lá dentro. Dores nas costa. Enxaquecas severas. Ansiedade. Depressão (confundem com sentimentos de tristeza). NATACHA SEIXAS

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10 motivos que fazem as pessoas se afastarem de ti

São muitos os indivíduos que me procuram em clínica privada para descobrirem o motivo em si que fazem com que as pessoas que se afastem delas. O que será que elas têm de tão errado que as torna tão insuportáveis para que o outro não aguentem com a sua presença e o fim seja sempre o mesmo-o afastamento. Muitas vezes as queixas baseiam-se em relacionamentos falhados que começam com loucura mas repetidamente a febre passa e o término imediatamente se dá sem qualquer tipo de explicação nem motivo aparente. “Tu não fizeste nada de mal mas eu perdi o interesse!”… e batem novamente de frente com a solidão pelo mesmo motivo, as pessoas se afastam de mim apesar de argumentarem de não ter sido nada de mal que eu tivesse feito ou dito. Talvez eu seja mesmo do tipo desinteressante, ou um pão sem sal. Estou certa que tu que está desse lado alguma vez que fizestes esta  mesma pergunta, segue uma lista de motivos possíveis: 10 motivos que fazem as pessoas se afastarem de ti 1– Querer dominador Ás vezes é muito bem-vindo ter alguém do lado que nos orienta quando estamos indecisos e não sabemos escolher entre uma ementa para o jantar quando estamos no restaurante ou na escolha do melhor vestido para os anos da melhor amiga. Outra coisa é teres do lado um ditador que quer ter razão em tudo e comandar tudo à sua volta. Conviveres com uma pessoa que até repara na forma como tu estendes a roupa e opina sobre isso é de muito mau gosto e deixar te com os cabelos em pé. Criticar-te porque o teu balde do lixo que compraste com gosto é laranja e não da cor das cadeiras azul e exigir que o troques é no fundo piquinhas demais para se aguentar. 2– Instabilidade emocional Sabes quando ora faz sol ora faz chuva e ficas indecisa se vestes este vestido ou estas calças? Sabes quando não sabes se ris ou choras? Sabes o que é andar numa montanha-russa onde sobes e desces numa adrenalina louca mas que o bom disso tudo é que é uma brincadeira a que te propusestes e sabes que termina rápido e só volta acontecer se voltares a entrar? Pois é, agora imagina o que é teres uma amiga, uma namorado ou conviveres com alguém que uma vez diz que sim passado dez minutos está a dizer quer não ou que já não sabe se sim ou se não. Com estas oscilações de humor torna-se dificílimo confiar nesta pessoas por mais queridas que elas sejam e ninguém quer ter relações profundas com este tipo de individuo instáveis. 3- Ser o centro das atenções Estas pessoas querem ser o centro das atenções para onde quer que vão. Não toleram que o seu amigo ou o seu companheiro brilhe mais do que elas e tornam-se insuportáveis e por vezes expõem-se a figuras ridículas. Mas o que interessa é que sejam o alvo e que sejam lembradas por tudo e por todos onde quem que se encontrem. Andar com alguém exibicionista o tempo todo só no circo. 4- Egoísmo excessivo Dividir o nosso espaço com alguém altamente egoísta e que pensa só nele e nele e se acha a última bolacha do pacote é insuportável. Alguém que vive na cidade e pensa ser o rei da selva é no mínimo hilariante. 5- Distração e trapalhice levada ao limite  Até pode ter o ar da sua graça conviver durante uns minutos e só de passagem com este tipo de pessoas que passam a vida a “escorregar na maionese”. Não conseguem ter a noção de saber-ser e saber-estar e facilmente se expões ao ridiculo e quando isso vem acompanhado de um ser ingénuo com falta de senso do ridículo o pacote fica completo para produzir alguém que não fala coisa com coisa. 6- Fazer jogos Isto acontece mais com pessoas que têm medo de sofrer humilhações e a ideia de serem manipulados pelos outros é dolorosa então jogam na defensiva mas quem  acaba por sofrer o xeque-mate na jogada final, normalmente, são elas próprias. 7- Nunca levar nada a sério Quem quer um relacionamento em que falam com pessoas que não as levam a sério e vivem num mundo totalmente à parte. Sim é bom viver descontraído mas sempre? Há situações que nos acontecem que estamos mais fragilizados e gostamos de poder contar com aquele amigo(a), parceiro(a) que nos aconchega, nos dá o seu ombro quando mais precisamos e em vez disso recebermos indiferença perante o nosso sofrimento. Não muito obrigada! 8- Agir com raiva diante das frustrações  Há pessoas que temos medo de ter por perto. Á mínima frustração passam para a agressividade, ora verbal ora mesmo física. Para sair com essa pessoa chegamos a evitar N de sítios e situações. E temos de deixar de ser quem somos com medo das consequências. Não podemos viver com medo das respostas de terceiros afinal não somos responsáveis nem podemos tomar as culpas por ações que não são nossas.  Querias estar perto de uma pessoas assim 9– Confundir assertividade com falta de educação Há pessoas indesejáveis que nos dão a opinião sem terem sido interpeladas. Costumam aproveitar da honestidade e bondade dos outros para depressa descarregar as suas frustrações no outros. Sabia que quem gosta de falar as verdades na cara dos outros está mais para amargurado do que sincero. Mais vale ficar sozinha e viver repleto da sua própria companhia, pelo menos essa é sincera. 10- Ser frio e insensível  Já basta os invernos rigorosos e as temperaturas a baixo de zero. O amor verdadeiro mostra-se com atos e não com palavras verbalizadas ao vento. Conviver com uma pedra de gelo que não reage a nada pode endurecer quem está por perto. A pessoa gelada tem tanto medo de aquecer e derreter a sua vulnerabilidade que acaba por afastar quem está ao seu redor. Natacha Seixas

Outros autores

Sexo e intimidade são coisas distintas

Muitas pessoas confundem sexo com intimidade. Há casais que vivem ‘juntos’, ‘dividem’ a mesma cama, fazem sexo diariamente e não são íntimos. No entanto, há pessoas que se encontram por alguns minutos, trocam um olhar e, sem mesmo se ‘despirem’ ou ‘tocarem’, criam uma relação de intimidade. Viver junto, não é morar na mesma casa. Dividir não é partir ao meio. Despir não é tirar a roupa. Tocar não é encostar um corpo no outro. Quando somos íntimos. Mesmo com roupas, estamos despidos. Mesmo à distância, estamos unidos. Simplifiquem a coisa.   By Sol da Cunha

Psicopatologia Infantil

8 benefícios para a saúde de ter mais sexo na meia-idade

8 benefícios para a saúde de ter mais sexo na meia-idade Lembras-se quando eras adolescente e ouvias dizer que os “velhotes” de cinquenta e tal anos tinham sexo? O que pensavas. É melhor nem dizeres, fica-te mal. Agora, olha para ti no agora que crescestes e que já tens cinquenta, sentes-te velho? Penso que não e acredito que para muita gente é o inicio de saber viver e até para muitos a descoberta da sexualidade em pleno. A vida não acaba aqui, só para quem morre, infelizmente. Para muitos o grande desafio está para chegar e mudaram-se os tempos para os novos jovens como se mudaram para os “adolescentes” cinquentões.  Cada vez mais os adultos  trintões adiam a saída da casa dos pais e o seu crescimento enquanto independência económica também tardia. Portanto, verifica-se enormes paradoxos nesta realidade virtual. As crianças crescem dentro de uma caixinha mágica num mundo hostil e a sua infância prolonga-se com uma estadia prolongada de dependência paternal mas não chegam a tirar os benefícios de criança que é a brincadeira com outras crianças na rua, a subir árvores, a cair e levantar, onde nesse mundo tudo é permitido, gracinhas, mentiras, jogos inventados, risadas sem sentido e sem motivo. Tempo de qualidade com os pais esse também não existe e passam uma vida com eles, que estranho mundo este! Namoram à distância com a menina de olhos azuis que vêem por trás do ecrã e fazem amor com a colega colorida. Faz esta realidade algo sentido, onde os afetos se contrariam e se mentem às emoções. Sempre ensinam às crianças que mentir é feio. Onde está aqui a assertividade das convicções? Desviei-me um pouco do sexo e dos cinquentões. Mas neste devaneio tem um sentido. Para te lembrar que vives na época prestigiada do sexo. Basta saberes disfrutá-lo nesta idade. Em que não tens que fazer fretes a ninguém. As mulheres não precisam fingir orgasmos basta fazer sentir que o homem não é suficientemente bom para ela e ponto. Os homens não precisam estar numa relação extra quando eles rezam para não estarem no lado oposto em que a sua mulher o tenha enfeitado. Atualmente, tudo é de cariz voluntário, por isso disfruta do amor, faz sexo com amor ou sem ele, depende do gosto de cada um, tem proteção mas faz e coloca tudo de ti nesse momento prazeroso que te eleva os níveis de serotonina e dopamina conduzindo-te a sentimentos de paz e serenidade. Elevam-te a auto-estima, tornam-te mais confiantes e transmitem-te o prazer da vida. Estes momentos acrescentam minutos aos segundos, horas aos minutos e dias às horas. O teu coração agradece, a tua pele rejuvenesce e funciona como um antidepressivo. O sexo tem tantos benefícios físicos como emocionais. Um estudo recente de Coventry e Oxford (2016), feito no Canadá concluí que as mulheres que fazem sexo regularmente têm melhores memórias. Uma equipe da Universidade McGill encontrou uma ligação entre o sexo regular e o crescimento do tecido nervoso na área do cérebro que controla as nossas emoções e memória.  1. Melhora a condição da pele e faz a pessoa aparentar ter menos idade-rejuvenesce– estudo refere que casais que mantém sexo regular aparentam ser 5 a 7 anos mais novos do que aqueles que raramente fazem sexo. O grande beneficio é que o dinheiro que poupa em cremes caríssimos desnecessários. 2. Quando o sexo é mais “amoroso e de maior entrega entre ambos” e o prazer derivava dele, são liberados hormónas que tornam a pele mais elástica e jovem. Os estudiosos descobriram que sexo casual não tem os mesmos efeitos, pois pode causar ansiedade e sentimentos de insegurança.  3. O sexo atua como uma vitamina “C”, um anti-resfriado:  Descobriu-se que ter relações sexuais pelo menos uma vez por semana eleva os níveis de imunoglobulina A do seu corpo (conhecido como IgA), que é um anticorpo contra gripes e resfriados. 4. Sentimentos de felicidade:  Um estudo de 8.000 pessoas com mais de 50 anos de idade do Trinity College Dublin descobriu que os casais que mantêm uma vida sexual saudável mais tarde têm menos probabilidade de se sentirem deprimidos e mais positivos quanto ao envelhecimento. 5. O seu coração agradece: a pesquisa refere que o sexo regular pode reduzir o risco de um ataque cardíaco. 6. Reduz o risco de cancro da próstata: em 2014, pesquisadores da Universidade de Montreal publicaram os resultados de um estudo que descobriu que os homens que dormiram com mais de 20 mulheres reduziram o risco de desenvolver cancro de próstata em quase um terço e tinham 19% menos probabilidades de desenvolver a doença. 7. Reduz o stress no trabalho: Em 2006, pesquisadores da Universidade de Paisley, na Escócia, descobriram que os sujeitos que tiveram mais sexo evidenciaram menores índices de stress. O estudo tinha uma amostra de 22 homens e 24 mulheres durante um período de duas semanas e registou que aqueles que tiveram sexo regular manifestaram os níveis de tensão controlada mesmo sob situações geradores de stress como falar em público. 8. Fazer sexo é ter um ginásio em casa: De acordo com pesquisas recentes,  fazer sexo exercita  657  músculos do corpo humano. O fisioterapeuta e especialista em anatomia muscular Mike Aunger disse: “No quarto, todos os músculos importam. Todos os músculos esqueléticos são essenciais para o movimento, não importa quão vigorosos; todos os seus músculos lisos autónomos desempenham um papel incessante na digestão, respiração, circulação e a função corporal; e, claro, seus músculos cardíacos são essenciais para bombear sangue para todos os lugares certos. ” A única ressalva?  Tem que fazer isso direito. “Idealmente, deve durar mais de 30 minutos”, disse Aunger. “45 minutos provavelmente seriam melhores.” Wow-Vamos lá treinar. Com notícias destas esperar para quê?   Natacha Seixas

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A Diabetes e a Depressão um efeito Bidirecional

Não és a tua doença mas a doença é tua! Um individuo diagnosticado com uma doença autoimune como a diabetes tipo 1 ou tipo 2 encontra muitos desafios na sua caminhada. o facto de ter que vigiar constantemente o nível de açúcar no sangue, as várias idas pelos serviços de saúde, os efeitos colaterais dos medicamentos e outras condições de saúde relacionadas podem levar a um aumento do risco de depressão. Se não tratar a depressão pode resultar em escolhas de estilo de vida pobres que pioram a saúde física. Se tens diabetes  é importante estar ciente do risco de desenvolver depressão.   A relação entre diabetes tipo 2 e depressão é bidirecional, o que significa que cada um pode colocar uma pessoa em risco para o outro.  Se uma pessoa tem depressão, ela corre um risco maior de levar um estilo de vida sedentário e de ingerir alimentos açucarados ou gorduras trans, que pode levar a diabetes tipo 2. Se os indivíduos já têm diabetes tipo 2, o facto de ter de controlar a doença e as carências relacionadas à mesma podem  levar à depressão. Enquanto isso, as pessoas com diabetes tipo 1 – que não são causadas por dieta ou estilo de vida, mas um resultado de um pâncreas que não pode fabricar insulina – também podem ser incrivelmente difíceis de administrar, o que coloca em risco o desenvolvimento de sintomas depressivos. Quando começam a sentir os primeiros os sintomas depressivos, pode tornar-se cada vez mais difícil gerir a diabetes e pode levar a complicações físicas e a uma diminuição da esperança média de vida. Fatores de Risco Associados ao Diabetes e Depressão Existem muitos fatores ambientais que podem afetar o risco de desenvolver ambas as condições. Estas podem incluir: Situações de pobreza Traumas da infância Ambientes sociais pouco estimulantes  Menor atividade física Stress na gravidez Pesquisadores chegaram à conclusão que existem relação na toma antidepressivos, uma vez que estes podem contribuir indiretamente para a diabetes, converse com seu médico sobre os riscos de alterações de peso e efeitos hiperglicêmicos e hipoglicêmicos que podem colocá-lo em risco de desenvolver diabetes tipo 2. Eles também descobriram que pessoas com diabetes tipo 2 que usam insulina têm maior risco de desenvolver depressão em comparação com pessoas que tomam medicamentos não-insulínicos ou que apenas ajustam hábitos de dieta ou estilos de vida. Isso ocorre porque estas pessoas ao fazer a gestão da doença criam índices de stress muito elevados e têm de ir ao centro de saúde mais do que as pessoas sem doença.  Fale com o seu médico se tiver um histórico de depressão em sua família ou se achar que os desafios de administrar seu diabetes sejam cansativos. Opções de tratamento Intervenções comuns para a depressão incluem a terapia comportamental cognitiva, que ajuda as pessoas a corrigir padrões de pensamento prejudiciais e comportamentos que podem aumentar os sintomas depressivos, bem como intervenções como solução estruturada de problemas, entrevista motivacional e abordagens interpessoais e psicodinâmicas.  A medicação ajuda no alívio dos sintomas e na melhor gestão do stress. As opções de tratamento para diabetes: acompanhamento médico padrão; programas comportamentais (psicoterapia)de autogerenciamento que ajudam as pessoas a aumentar os hábitos saudáveis ​​e melhorar o controle sobre o açúcar no sangue. Tanto o diabetes quanto a depressão podem melhorar com foco nas mudanças no estilo de vida, como melhorar a dieta e fazer exercícios com regularidade. Seria proveitoso que todos os intervenientes de saúde trabalhassem em equipe multidisciplinar de modo a encontrarem soluções imediatas, num curto espaço de tempo indo de encontro às necessidades de cada doente como ser individual inserido numa sociedade. Se não sabes ao certo por onde começar, conversa com o teu médico sobre os problemas de saúde física e psiquiátrica da tua família, além das tuas próprias preocupações. Psicoeducação será uma boa alternativa para compreender e lidar melhor com a doença. Não és a tua doença mas a doença é tu! Cuida-te!        NATACHA SEIXAS

Psicopatologia Infantil

15 reações comuns a um evento traumático

Todos nós temos pelos menos um momento nas nossas vidas aterrorizante que nos marcou e nos persegue até à idade adulta ou pode acontecer mesmo em qualquer fase da vida. Pode ser um acidente de carro, um desastre natural, uma doença grave, um incêndio – ou talvez um trauma infligido por outra pessoa na forma de assalto, abuso, combate ou ser roubado. O trauma pode também ser consequência de um processo de luto de uma morte inesperada de um ente-querido ou amigo muito chegado ou que ficou gravemente ferido. Isto resulta no Stress Pós traumático que ativam determinadas áreas do cérebro e originam sentimentos de medo,  ansiedade e ataques de pânico. A Perturbação do Stress Pós Traumático, persegue-nos uma vida inteira de forma inconsciente e pode resultar num problema caracterizado por dificuldades na regulação emocional, percepções distorcidas de abuso, dificuldades nas relações interpessoais e somatização. Fique a saber as 15 reações comuns a um evento traumático: Re-viver o trauma 1. Repetição da Memória Muitas pessoas acham que a mente retorna repetidamente à memória per turbadora, quase como se estivesse em um loop. O cérebro pode estar a tentar entender a experiência ou a descobrir se deveriamos ter respondido de maneira diferente. Independentemente da conclusão a que se chegue, parece-me pouco animador e angustiante reviver a experiência traumática repetidas vezes, uma vez que a queremos tirar da memória, penso que esta não será de todo a melhor forma. Como tudo ainda é muito recente parece que vivemos num pesadelo. É normal essa experiência real passar acompanhar-nos nos nossos sonhos. Até porque o nosso sistema nervoso sofreu um enorme choque e mesmo quando estamos a dormir o nosso cérebro continua a processar o evento, por isso é normal continuar a ter os mesmos pesadelos e reviver tudo de novo. Não quer dizer que sonhemos exatamente com o que se passou mas outros sonhos onde o medo seja patente. Estas noites mal dormidas, onde o sono não é reparador contribui para estados de ansiedade, fobias, depressão e insónias. 2. Flashbacks Um flashback é quando nós temos flahs do que já aconteceu e relembramos. Os Flashbacks são perturbadores porque  trazem de volta uma assustadora onda de emoções e lembranças vividas do trauma, que normalmente se traduzem mo medo e e ansiedade . Faz todo o sentido que sentirmos medo depois de algo terrível ter acontecido nas nossas vidas. Se estas lembranças acontecerem consigo várias vezes não se assuste, de fato é sinal que o sistema nervoso está a desempenhar o seu papel na perfeição. No entanto, o medo após um trauma pode ser tão mau ou pior do que as emoções que sentimos no momento do trauma, e quase certamente dura mais tempo. Podemos pensar que o medo está diminuir, mas quando algo desencadeia uma lembrança do trauma  o medo intenso retorna. 3. Raiva Além do medo e da ansiedade, a raiva é uma reação muito comum ao trauma. Podemos sentir raiva da pessoa ou situação responsável pelo nosso trauma. Podemos estar com raiva de nós mesmos se nos culparmos pelo que aconteceu. Nós podemos ser mais irritáveis do que o normal, e ter dificuldade em entender por que estamos atacando nossos parceiros ou menos pacientes com nossos filhos. Como todas essas reações, é perfeitamente normal sentir raiva depois de um trauma. 4. Tristeza É normal ficarmos tristes após um evento traumático. Também é normal libertarmos essa tristeza em forma de choro. A reação de chorar está ligada ao sistema nervoso parassimpático que tem como função acalmar a mente e o corpo.  5. Culpa Podemos nos sentir culpados quando a tragédia está ligada a alguém que morreu ou ficou gravemente ferido, a casa que ardeu, o dinheiro que o nosso pai nos confiou durante “x” tempo e nos roubaram, depois levamos um castigo de cinto e chinelo. A mente pode pensar em maneiras que poderiamos  ter tido para evitar o trauma: “Se eu tivesse saído do trabalho mais cedo.” “Se eu não tivesse perdido o autocarro.” “Por que eu não fui mais cuidadoso?”Podemos nos sentir culpados por não termos feito nada que impedisse tal acto de malvadez por parte do inimigo. Ou por outro lado, e não menos positivo, podemos nos sentir responsáveis por termos atraído esse tipo de pessoas e termo 6. Sentimentos de impotências causado esse efeitos nos atacantes. Podemos sentirmo-nos impotentes perante tamanha situação. Paralisados emocionalmente. Evitar Coisas Relacionadas com o Trauma 7. Tentativas de esquecer o acontecimento traumático Um acontecimento traumático não é uma lembrança agradável, então faz sentido que nós queiramos evitar pensar nisso. Como mencionado acima, a mente tende a reproduzir a memória traumática, por isso pode ser difícil manté-la fora de nossas mentes por muito tempo. Com o tempo, a maioria das pessoas acha que se torna menos doloroso lembrar do trauma. 8. Evitar Coisas Relacionadas ao Evento  Às vezes evitamos pessoas, lugares ou coisas relacionadas ao nosso trauma, porque eles acionam as janelas da memória Killer (que nos matam os sonhos). Por exemplo, podemos evitar programas de TV que nos lembrem do evento. Outras vezes, podemos evitar lugares, situações ou até pessoas que nos fazem lembrar do trauma, mesmo que este não tenha sido causado diretamente pela pessoa em si. Tudo o que vejamos como ameaçador para nós temos tendência a evitar. Daí se diz que a ansiedade e ataques de pânico possam estar na origem de traumas inconscientes e se explica o comportamento de luta e fuga. Toda esta situação é manuseada pela crenças pré-instaladas que acionam o gatilhos da memória e  reativam os gatilhos que originam os medos inconscientes. 9. Dificuldades em confiar nas pessoas. Quando somos atacados por outra pessoa, pode ser difícil saber em quem podemos confiar – especialmente se formos “apanhados” desprevenidos. Podemos começar a suspeitar de todos, é como se essa pessoa pudesse nos mago  10. Acreditar que vivemos num mundo repleto de perigos. Imediatamente após um trauma, a mente provavelmente verá o mundo como muito perigoso. Considerando que poderíamos ter subestimado o perigo no mundo antes do trauma, poderíamos super-estimar o perigo no

Psicopatologia Infantil

11 dicas para fortalecer a auto-estima em crianças

Este termo é de importância fundamental para todo indivíduo porque contém um complexo de julgamentos que cada um de nós tem de nossa própria pessoa. A auto-estima forma-se nos primeiros anos da infância e, com o desenvolvimento pessoal, se transforma na imagem que damos aos outros. A auto-estima é a base sobre a qual a criança constrói o seu próprio bem-estar e a chave potencial para o sucesso como um adulto, e como tal é uma boa para incentivar e cultivar. Por esta razão, de fato, é muito importante ajudar nossos filhos a terem mais confiança nas suas escolhas, para que possam sempre seguir seus sonhos e se sentirem satisfeitos na vida. Ensinar as crianças a ter mais auto-estima irá ajudá-las a  adquirir mais autoconsciência e a se sentirem melhores fisicamente e psicologicamente. COMO AUMENTAR AUTO-ESTIMA EM CRIANÇAS? Como já referi acima, uma vez que a auto-estima começa a se formar desde cedo , o papel dos pais é necessário para ajudar seus filhos em seu desenvolvimento físico e emocional, indicando-lhes alguns passos simples a seguir para que cresçam de forma positiva e pode ganhar mais confiança em suas habilidades. É de extrema importância que a criança comece a adquirir mais autoconsciência e sentir-se melhor fisicamente e psicologicamente. 1. Critique, mas com moderação As crianças tendem a se comportar de acordo com a forma como os adultos os classificam, por isso é errado criticar uma criança por sua incapacidade de fazer qualquer coisa, porque ao fazê-lo nós estamos a incentivar inconscientemente uma criança a se comportar de acordo, com a crença do que realmente é incapaz, focando-se apenas no que não consegue e no que falhou. Se o seu filho não é particularmente inclinado a executar uma determinada tarefa, o melhor é orientá-lo para mudar outra atividade de forma a encontrar o seu caminho. Reduzir as expectativas que às vezes são colocadas em seus filhos é um passo muito importante para aumentar a sua auto-estima.  Ás vezes não existem filhos problemas mas pais problemas. As criança nascem pura, a sociedade é que as estraga. Por exemplo, se um pai pratica com sucesso um desporto ou é um médico de sucesso, ele não deve presumir que o seu filho quer seguir o mesmo caminho ou é levado a sê-lo. A melhor coisa é ouvir, entender suas necessidades e desejos e incentivá-lo na caminhada, deixando-me para descobrir o que ele realmente gosta de fazer. 2. Crie um calendário de conquistas Uma boa ideia para motivar o seu filho para ir conquistando novas vitórias e poder registá-las é criar um calendário de sucessos. Toda vez que uma ação positiva e excepcional é executada, ela deve estar mencionada no calendário especial. Desta forma, portanto, mesmo que haja fracassos, serão exaltados apenas os sucessos de nossos filhos!  É importante errar e é igualmente importante explicar que para chegar a estes sucessos foi necessário cair imensas vezes, mas convém ficar fixado que apesar das quedas no final após a persistência ele conseguiu. 3. Ajude a criança a definir as suas metas possíveis Melhore a auto-estima do seu filho com a definição de atingir metas possíveis e reais. É inútil querer ser sempre o primeiro. Para o ser tem que passar por metas e objetivos e isso melhora com o treino e esforço todos os dias. Sucesso sem trabalho, sem determinação, foco e um contrato pessoal de imposição de regras, não existe. 4. Confie em suas habilidades Não existe confiança maior do que pais bem sucedidos. Seja exemplo e empreste a sua confiança e determinação. Seja firme e mostre capacidades que só os pais a podem dar: a criança aumenta as sua potencialidade se sentir que tem pais em quem pode confiar.    5. As amizades certas Para uma criança, a influência das amizades é um aspecto fundamental no desenvolvimento da sua personalidade. Se perceber que os amigos do seu filho querem-se impor a ele e essa atitude faz com que ele se sinta desconfortável e inadequado, faça todo o possível para direcioná-lo a outros conhecidos, para evitar que ele cresça com complexos de inferioridade . É importante que as crianças sejam cercadas por indivíduos que tenham uma influência positiva na sua auto-estima. Às vezes, isso acarreta a idéia de que uma criança deve ser exposta a crianças com valores diferentes para que ela se abra à multiplicidade social e possa escolher independentemente em que acreditar, de fato, é essencial que um pai sirva de monitor às relações interpessoais entre os seus filhos.  Os valores da criança são influenciados por toda uma série de pessoas que os rodeiam em vários ambientes: parentes, treinadores, professores, amigos, etc. É tarefa dos pais proteger os seus filhos , em vez de, destruir a sua auto-estima e orientá-los a relacionar-se com índividuos que podem ter uma influência positiva. Primeiro, deixe seu filho escolher seus amigos de forma autónoma e ser ele a monitorizar os seus relacionamentos.  Avalie esses relacionamentos: são tranquilos ou problemáticos? Se  grupo de amigos em que seu filho está inserido não lhe parece conveniente  é aconselhável intervir. Uma maneira de manter o relacionamento entre o seu filho e os dos amigos sob controle é incentivá-los a brincar em casa. Ou proponha-se a entrar nos jogos deles, jogar à bola com eles. Se for menina, entrar na brincadeiras delas. 6. As primeiras responsabilidades As crianças adoram ser fortalecidas , mesmo quando são jovens. Uma boa maneira de aumentar sua auto-estima é tentar atribuir-lhes tarefas , naturalmente proporcionais à idade (por exemplo, pedir para ajudá-lo com algumas tarefas domésticas, como arrumar, preparar um sanduíche, arrumar o próprio quarto, deitar o lixo etc.). Confiar uma tarefa a uma criança ajuda a fazê-lo sentir-se orgulhoso, especialmente se destacarmos o fato de que essa tarefa específica é particularmente adequada para ele. Chamar um trabalho “especial” pode aumentar o efeito porque a criança deduz que, como ele recebe um emprego especial, ele também deve ser especial. 7. Confiar nos seus filhos A forte ligação dos filhos aos pais leva-os a confiar cegamente em tudo o que dizem ou fazem. Uma atitude errada levaria a criança a sentir a terra desabar sob os pés, sabotando os sólidos alicerces que ele vê na figura paternal. Os pais têm o dever de confiar nos filhos , sempre se mostrando do lado deles, prontos para encorajá-los e apoiá-los

Psicopatologia Infantil

O PODER DA AUTO-ESTIMA NOS RELACIONAMENTOS

Quanto melhor resolvido nós estivermos mais sucesso das relações nós temos. Quanto melhor resolvidos nós estivermos melhor nós nos sentimos connosco próprios. Um bom conhecimento pessoal de si próprio é um principio ótimo de manter a sua auto-estima inabalável. Por vezes somos nós os que mais nos mal-tratamos, na medida que  somos os nossos piores críticos. Nós exageramos os nossos fracassos e as nossas falhas; nos preocupamos com a nossa aparência física e como os outros nos vêem. Se essas inseguranças são reforçadas por aqueles que nos rodeiam à medida que crescemos da infância para os adultos, acabamos com baixa auto-estima – ter baixo auto-estima não é um bom complexo de julgamentos para se ter neste mundo competitivo, acelerado ou em relacionamentos, especialmente os românticos. Quando indivíduos com baixa auto-estima estão em relacionamentos amorosos, eles fazem uma série de coisas: Eles se tornam “agradáveis”. Como esses indivíduos acreditam profundamente que não são dignos do amor de outra pessoa, com medo de perder o parceiro fazem de tudo para manter esse relacionamento. Eles passam o tempo tentar descobrir o que o parceiro está a pensar, sentir ou querer, e então tentam atender a essas necessidades, negligenciando outras tarefas e responsabilidades importantes da vida. O relacionamento torna-se exaustivo e resiste em necessidade de uma só pessoa. Ninguém pode manter esse ritmo permanentemente e tudo caminhará para a entropia. O parceiro focado na relação por medo da perda e que nem se importa em ficar anulado nas suas vontades e desejos nessa união, exatamente por sofrer de baixo auto-estima, ao deparar-se com uma discussão, entra rapidamente em forte ansiedade e arranjam esquemas para que a situação se resolva a qualquer custo mesmo que isso signifique humilhar-se ou permitir emoções abusivas. O medo de ficar sozinho é tão assustador que preferem estar numa relação que lhes faz mal, ferindo a auto-estima. O que estes “matadores do tempo e da auto-estima” não sabem, é que estar sozinho é bastante positivo e apela a introspecção, reflexão e crescimento pessoal, e aqueles com boa auto-estima aprendem a recebê-lo e apreciá-lo. Aqueles com baixa auto-estima devem estar em um relacionamento em todos os momentos e, muitas vezes, pular de um para o outro sem nenhum tempo intermediário. Eles sofrem de uma carência de afetos. Eles precisam estar com seus parceiros durante todas as horas de folga; eles precisam ouvir “eu te amo” o tempo todo; eles estão dispostos a desistir de outros bons relacionamentos e exigem que seus parceiros façam o mesmo. Estes comportamentos doentios sufocam a pessoa que está ao seu lado e o relacionamento acaba. Boa auto-estima significa relacionamentos saudáveis. Quando um indivíduo tem um bom conhecimento de si, está confortável em sua próprio corpo e sabe o valor que tem e que esse mesmo valor vem de dentro. A sua forma de estar com o seu parceiro num relacionamento é muito diferente: Ao invés de se tornar um prazer, este indivíduo entende que cada parceiro em um relacionamento tem necessidades e desejos, e permite que suas próprias necessidades sejam conhecidas. Esta pessoa bem resolvida vive e deixa viver, voa e deixa voar. Isto não significa que traia e deixa trair, até pelo contrário a relação é baseada na confiança. Geralmente, estes relacionamentos são bem sucedidos, mais felizes e os mais duradouros. Sempre que existem conflitos nos relacionamentos, eles serão resolvidos em conjunto pelo comprometimento. Um indivíduo com forte auto-estima aproveita o tempo sozinho e aproveita a noite para se alimentar com uma refeição para uma noite tranquila, um bom programa de TV, a leitura de um bom livro e uma cerveja ou uma taça de vinho. Ele / ela gostam de estar na própria companhia e aturam-se bem sozinhos. Não sentem receio das suas próprias vozes e conflitos porque já passaram todo esse conhecimento pessoal e já sabem como se relacionarem consigo próprios. Melhorar a baixa auto-estima para ter relacionamentos saudáveis Essa é uma tarefa árdua e é um processo delicado que pozinhos mágicos não resolvem a questão. O melhor seria um processo em psicoterapia e desvendar todas as suas crenças limitantes que possam estar na origem desta auto-estima. Adultos com baixo auto-estima precisam rever os seus fantasmas do passado e o que os assombra e impede de caminhar com solidez no presente que se projeta no futuro. Identificar circunstâncias que poderão estar na origem dessa auto-imagem negativa? um pai ausente ou um pinga amor e ficou desacreditada num relacionamento. Como sua mãe terá dito que os homens eram todos iguais e era feliz à sua maneira poderá sentir-se indigna de amor; anos de adolescência dolorosos de “patinho feio” da escola e poder ter sofrido de bulliyng. sentirem-se como falhados aos olhos dos pais e não merecedores de nada. obesidade. Talvez estejas a ler este artigo e te identifiques com algumas palavras ditas, podes ser o adulto que já foi este menino e superaste os teus conflitos internos ou podes ser o adulto que já foi este menino e que se encontra fechado naquela concha com todos estes teus traumas por tratar… se foste “excluído” durante a infância ou adolescência, acredita que identificar estes fatores causais é importante, porque podes conseguir boas perspectivas e entender que estes fatores não precisam estar em tua vida agora e não precisam afetar quem tu és hoje. NATACHA SEIXAS

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