Psicopatologia Infantil

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LIDAR COM AS NOSSAS EMOÇÕES

UMA DESCOBERTA AO NOSSO MUNDO INTERIOR Será que nós realmente sabemos o que está acontecer em nossas cabeças? Nós realmente  nos conhecemos? Sabemos como controlar o que acontece em nós para que isso não afete negativamente as pessoas ao nosso redor? Nós realmente sabemos o que sentimos e como nos sentir em cada situação? O conhecimento de nossas emoções reprimidas pode ser a nossa arma mais poderosa para reconhecer e entender o nosso comportamento. As emoções não são simples nem automáticas, elas podem ser de facto ensinadas e melhoradas. “Toda emoção reprimida influenciará secretamente nosso comportamento.” Elsa Punset É por isso que é muito importante identificar as nossas emoções reprimidas. Trata-se de conhecer a nós mesmos e nos dar a oportunidade de entender o que está acontecer em nós, lidar com isso e assumir a responsabilidade pelo que sentimos, pensamos e fazemos. Entender emoções reprimidas significa conhecer nossa identidade Saber o que acontece em nós significa conhecer-nos a mesmos. As emoções reprimidas são aquelas que não queremos ouvir ou que atribuímos um significado vago; Mas são estas emoções que negligenciamos e evitamos que nos guia e nos leva a nós mesmos. “O que você nega submete a você. Tudo o que acontece conosco, entendido corretamente, nos leva a nós mesmos “. Carl Gustav Jung Ao identificarmos as nossas emoções percebemos porque agimos de uma forma e não de outra. Nossas experiências levam-nos a olhar o mundo de maneira especial e única. Todo mundo filtra de acordo com seus sentimentos, e é por isso que todo mundo age de maneira diferente. E toda situação cria uma emoção diferente em nós e, portanto, o conhecimento sobre nós mesmos nos leva a entender por que agimos, como fazemos. Quando nós temos sentimentos de raiva e zanga por alguém e não os expressamos, ou seja reprimimos essas emoções, o corpo mais tarde irá sofrer com isso, manifestando problemas somáticos, como tensão muscular, dores de cabeça, reações dermatológicas ou doenças mais complicadas. Nossas emoções são transformadas e encontram canais de canalização através de métodos menos funcionais. A memória do nosso corpo e mente Às vezes nos deparamos com situações e reagimos de uma maneira que nos surpreende. Isto é devido à memória de nossas experiências, que algumas vezes conscientemente e às vezes inconscientemente integramos. Quando suprimimos as emoções, não nos integramos e permitimos que elas entrem na nossa memória sem perceber. Nós temos que parar um pouco e valorizamo-os mais. Trata-se de um trabalho nosso de desenvolvimento pessoal. Gostar mais de nós, cuidar mais de nós faz parte do amor próprio. Se não soubermos identificar as nossas emoções, não seremos capazes de lidar com elas. O primeiro passo deve, portanto, ser cuidar das emoções e dar-lhes uma voz quando elas pedem. Se não dermos esse passo, nós as encorajamos a agir de forma autónoma. Se sabemos o que acontece, podemos moldar e entender por que isso acontece. No momento em que ouvimos, somos capazes de entender e controlar o nosso comportamento para sermos integrados e compreensíveis. Somente quando damos voz às emoções reprimidas, seguimos o caminho para reconhecer nossa verdadeira identidade. Uma coisa é certa e eu sei disso quando mergulhares dentro de ti e resolveres reconheceres-te e te aceitares tal e qual como és jamais voltarás a sentir-se sozinho nem tão pouco infeliz. By Natacha Seixas

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Quando levamos as nossas preocupações para a cama

Insónia devido ao Stress São tantas as pessoas que sentem dificuldades em dormir devido a problemas de stress. Quantas voltas damos na cama à espera que o sono venha mas os pensamentos não param de surgir. A insónia não é uma doença mortal, mas reduz a nossa qualidade de vida. Uma pessoa que não durma as horas suficientes tem mais dificuldades em se concentrar e fica mais facilmente irritável. O resultado é um ciclo vicioso no qual a falta de descanso acaba conduzir a uma stress  ainda maior . Uma quadro de insónia primária pode levar-nos a uma grave perturbação do sono, que poderá afetar a longo prazo as nossas interações sociais, compromenter a saúde física e limitar as capacidades cognitivas  e desenvolver quadros depressivos. Mesmo que seja o outro a sofrer de insónia nós que nada temos a ver com isso tabém podemos ser afetados. E como? Se o outro adormecer ao volante pode provocar um acidente fatal.  A falta de sono é a causa de muitos acidentes de trânsito. Razões para insónia devido ao stress Em um estudo publicado na revista Psychosomatic Medicine podemos verificar que todos nós já vivemos momentos stressantes nas nossas vidas e parece que por vezes não os vamos aguentar. Ás vezes somos nós o nosso maior problema e se nos deparamos com um obstáculo fazemos dele uma montanha, tudo porque já estamos tão cansados que nos tornamos hiperativos sem tempo para relaxarmos e resolvemos tudo às pressas e às pressas percepcionamos um problema pequeno que depressa ganha proporções gigantes e de repente tudo se torna uma ameaça. Tudo à nossa volta vira obsessão na nossa mente Os pensamentos ganham dimensões doentias e são esses mesmos pensamentos que nos privam do sono, porque nos atormentam, nos assustam, nos inquietam e nos enfraquecem por dentro. Sinais e efeitos da Insónia Crónica Insónia devido ao stress não tem nada a ver com uma doença orgânica.Este é o primeiro fator diferencial que não podemos mais considerar, para que possamos entender a relação entre insónia e stress. Portanto, vamos ver quais os sinais que podem nos dar uma indicação dessa condição: Dificuldade em adormecer Acordar frequentemente, o que pode durar horas e até impossibilitar o sono novamente Dificuldade em encontrar uma posição confortável para dormir Surgem pensamentos perturbadores e são acompanhados por imagens imaginárias Pesadelos Indigestão, tremores e dor de cabeça durante a noite No entanto, a insónia devido ao stress também pode ser temporária.Este é o caso quando a insónia dura de dois dias a duas semanas. Por outro lado, falamos de insónia crónica, se durar mais de três semanas e apresentar os seguinte sintomas: Irritabilidade Fadiga Problemas de concentração Diminuição da Produtividade no desempenho do trabalho Queixas somáticas como dores musculares, problemas digestivos, dores de cabeça, etc. Dentro do quadro da insónia o doente pode apresentar disforia, apatia e sensação de desamparo. Como já referi a insónia pode levar à depressão. Por isso é muito importante que procura imediatamente um especialista. O que se pode fazer com a insónia provocada pelo stress? Normalmente é muito habitual as pessoas recorrerem primeiramente à medicação antes de tratar sua insónia com psicoterapia. Se não podemos lidar com o gatilho, neste caso, o stress, há um alto risco de que eventualmente desenvolvamos uma pertuabação mental. Portanto, o melhor tratamento para a insónia é sem dúvida ter um acompanhamento psicoterapêutico e descobrir qual o gatilho responsável por esse quadro clínico.  Enquanto isso, podemos aplicar estratégias simples: Devemos ter certeza de que a cama é confortável e temos um colchão adequado para nós. Estímulos externos: quarto totalmente escuro sem luzes. Wifi, radiofrequências desligados. Devemos ventilar o quarto e, se necessário, usar um desumidificador. A temperatura climática ideal  deve estar entre 16 e 18 ºC. Devemos sempre seguir as mesmas rotinas diárias e ir para a cama ao mesmo tempo. Devemos desligar o celular, a TV e o computador uma hora antes de dormir. É melhor ir para a cama com um livro. Devemos evitar refeições pesadas no jantar. Práticas de respiração são ideais para combater a insónia provocadas pelo stress. Os exercícios de mindfulness são altamente recomendados porque combinam a atenção plena da respiração com a meditação. Devemos procurar ajuda profissional quando o nosso sono livre de stress durar mais de duas semanas. Uma mente hiperativa, preocupada e oprimida por pensamentos negativos, não apenas nos rouba preciosas horas de sono. Ele também nos priva de nossa qualidade de vida. By Natacha Seixas

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As pessoas criticam os outros pelo que não gostam em si mesmos

Em cada um de nós existe um tirano e um idiota, um génio e um energúmeno, um ser fantástico e um ser insuportável. Ninguém passa pela vida sem cometer erros ou fazer algo que se envergonhe. É por isso que as pessoas que tanto criticam os outros não têm base para seus argumentos. No entanto, algumas pessoas se comportam como se isso não fosse o caso. Sem sequer ter uma razão ou o direito de fazê-lo, algumas pessoas julgam implacavelmente os outros . Há quem esteja na primeira fila com uma lista detalhada com os erros e fraquezas para apontar ao outro. Se a pessoa se torna muito mesquinha e critica constantemente ela própria não tem uma imagem favorável de si própria e projeta-se nos erros do outro de uma forma inconsciente. O que não gostam no outro é o que está neles próprios. O reflexo deles está espelhado no outro como se de um espelho se tratasse. O QUE AS PESSOAS ESCOLHEM PARA CRITICAR Todos somos excelentes ​​em algumas áreas e temos deficiências em outras. Se formos à procura de fraquezas morais no Papa Francisco, certamente encontremos algumas. Se procurarmos por palavras menos próprias de Madre Teresa de Calcutá, certamente que também iremos encontrá-las. Esse é o ponto crucial do tópico: todos escolhem o que querem ver ou não ver em outras pessoas. Normalmente, essa seleção está relacionada à maneira como nós julgamos e percebemos o outro através de nós mesmos, daquilos que somos. Quando alguém percebe as coisas boas em si mesmo, também vê o bem nos outros, e o mesmo se aplica às coisas ruins. No entanto, há também pessoas críticas que não apenas vêem o mal em todos ao seu redor, mas também escolhem uma pessoa ou um grupo de pessoas e as tornam alvo de julgamentos esmagadores.  O QUE ELAS NÃO GOSTAM EM SI MESMOS A projeção funciona da seguinte maneira: a pessoa tem uma opinião de si mesma que não é inteiramente imparcial ou objetiva. Existem algumas características sobre eles próprios que são incapazes de aceitar. Por exemplo, eles são de facto muito egoístas mas querem passar uma imagem de muito solidários. Então, eles criam argumentos falsos para justificar seu comportamento egoísta . Esse tipo de pessoa diz coisas como: “Sinto-me tão triste por estares sozinho, mas infelizmente não tenho tempo para te visitar”. A sua auto-compaixão é demasiado grande para permitir colocar o amor ao próximo dentro das suas  prioridades. Mas quando veem outras pessoas a desculparem-se da mesma forma eles ficam demasiado irritados e criticam friamente os outros. Para eles os seus próprios argumentos por não terem tempo para visitarem um amigo é apropriado devido à sua falta de tempo se a resposta for dada por outra pessoa eles dizem que não passam de meras desculpas. O QUE ACONTECE REALMENTE O que acontece no fundo é que as fraquezas dos outros lembram a si mesmas. Eles não toleram as coisas que os outros não toleram em si mesmos. Eles não aguentam a dor dos erros que veem nos outros que são também os seus, por isso, é mais fácil atribuir a culpa e assumi-la no outro. Não fazemos isto deliberadamente mas como auto-proteção  da dor do ego. Devemos prestar atenção às coisas que não toleramos nos outros. Se afiarmos essas observações, provavelmente perceberemos que essa intolerância é mais sobre nós mesmos do que as outras pessoas. Da mesma forma, devemos ficar em alerta quando somos criticados. É provável que cheguemos à conclusão de que a crítica realmente tem como alvo uma parte oculta de si mesma, não nosso comportamento. By Natacha Seixas

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Meu filho foi diagnosticado com depressão … e agora?

Meu filho foi diagnosticado com depressão … e agora? Dicas sobre como lidar em casa e na escola para pais de crianças ou adolescentes diagnosticados com depressão infantil A depressão é uma doença séria que afeta a forma como a criança se relaciona com os pais, os professores, os pares, com o mundo e com ele próprio. Habitualmente, o isolamento é o caminho mais percorrido e nos adolescentes o mundo das drogas pode ser um escape para adormecer a dor. U diagnóstico adequado e um plano de tratamento é um bom começo, mas trabalhar com depressão requer tempo e pode incluir recaídas. Isso ajuda a saber o que esperar durante o processo e quando procurar ajuda adicional. Fique a saber mais sobre os sintomas Nos adultos a maior característica da depressão defini-se por humor deprimido que persiste por mais de duas semanas, enquanto que nas crianças é mais comum um quadro de irritabilidade e: Irritábilidade, tristeza, retraído ou entediado na maior parte do tempo Desprazer em atividades habituais Dormir muito ou pouco Ganho ou perda de peso Sentimentos de  desesperança ou desamparado Dificuldade em se concentrar ou tomar decisões Fadiga Pensamentos de auto-mutilação, morte ou suicídio O que esperar do tratamento O tratamento para a depressão numa criança demora o seu tempo. Uma personalidade em formação com crises existenciais e com dúvidas infinitas acerca de tudo. Um grau de irritablidade elevado e uma idade em que se acha se se é dono da verdade são entraves suficientes para tornar a terapia uma pouco mais longa. No entanto, os pais devem acreditar e manter uma postura confiante e paciente. Psicoeducação: Informar os pais para que eduquem os filhos sobre a sua depressão. Expliquem o processo. Ajudá-los a compreender as possíveis causas (genética, fatores ambientais, intimidação, stress), compreender a química do cérebro (baixa serotonina) e reduzir a culpabilidade que possa surgir. Este conhecimento sobre a doença vai ajudar a perceber que é uma doença como as outras e que precisa ser tratada com todo o respeito sem vergonha nem ressentimento. Psicoterapia: O aconselhamento é uma boa opção para crianças que sofrem de depressão. Existem diferentes tipos de aconselhamento e o que funciona para um pode não funcionar para outro. Para crianças muito pequenas, a ludoterapia é sem dúvida no meu entender a melhor opção. Para crianças e adolescentes mais velhos, a Terapia Comportamental Cognitiva (TCC) é bastante eficaz. Medicação: A medicação pode ser necessária para casos moderados a graves, mas a medicação funciona melhor quando combinada com aconselhamento psicoterapêutico. Hospitalização: Para casos graves de depressão, incluindo ideação suicida, a hospitalização é por vezes necessária. O que os pais devem fazer em casa com uma criança depressiva Mesmo com medicação, não há solução rápida para depressão. O tratamento pode ser longo e árduo. Os pais devem ajudar a criança da seguinte forma: Incentive o seu filho a fazer o exercício diário (faça caminhadas com ele ou participe nas atividades fisicas. Será benéfico para ambos); Supervisionar qualquer medicação (é demais pedir a uma criança deprimida para administrar sua própria medicação) Falta de tempo para conversar com o seu filho não é desculpa. é uma questão de saúde e saúde é necessidade, por isso, arranje tempo para falar com o seu filho e saiba ouvir o que ele tem para lhe dizer. Saiba também interpretar o seu silêncio. Tente aconselhá-lo sem criticas nem repressões. Caso contrário fique calado e apenas ouça.  Ofereça apoio incondicional e aceite o seu filho tal e qual como ele é e não como você esperava que ele fosse. Cozinhe refeições saudáveis, com alimentos alcalinos e que ajudam no anti-stress isso ajudar no tratamento.. Incentive hábitos de sono saudáveis. O que esperar na escola Quando a criança sofre de depressão é natural que o seu desempenho escolar fique comprometido. Por isso, um trabalho multidisciplinar é estritamente necessário entre pais, professores, pedopsiquiatra e psicólogo. Irritabilidade, explosões , impulsividade são normais em crianças com depressão, por isso, é desejável que os pais sejam compreensivos na escuta ativa e não parte para os gritos ou castigos dolorosos que só vão agravar mais os sintomas da criança ou adolescente.  Não é fácil lidar com uma criança depressiva mas também não é fácil estar-se depressivo, mas estou crente que não é impossível através do amor incondicional arranjar-se a resiliência necessária para lidar com esta situação. By Natacha Seixas

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O que é um Borderline?

MAS AFINAL, O QUE É BORDERLINE? Borderline é um termo utilizado na psiquiatria e na psicologia para designar pessoas que estão “na corda bamba”. São indivíduos que não se enquadram nem na estrutura psíquica neurótica e nem na estrutura psíquica psicótica, mas que permeiam entre os dois lados, possuindo características marcantes de ambas as estruturas psíquicas. PERTURBAÇÃO DE PERSONALIDADE BORDERLINE O transtorno de personalidade borderline é caracterizado por um padrão de relacionamentos instáveis, intensos, alternando entre extremos de idealizações e extremos de desvalorização, trazendo muito sofrimento e prejuízos significativos para a pessoa que vive com isso e para os que estão a sua volta. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO BORDERLINE As principais características da Perturbação de Personalidade Borderline são: Relacionamentos instáveis e muito intensos. Sentimento de vazio profundo. Comportamentos sexuais intensos, superficiais e/ou perversos. Impulsividade. Auto-mutilação. Ameaça ou comportamento suicida recorrente. Raiva e Ira inapropriada e intensa. Existem dois tipos de personalidade borderline: Explosivo – Sua ira, impulsividade e todos os seus sentimentos são voltados ao mundo externo. Estes indivíduos explodem  em momentos de descontrole total e passam rapidamente ao ato que varia entre ataques de fúria, tortura psicológica, moral ou até mesmo física. Implosivo – A ira, impulsividade e todos os sentimentos são voltados para si mesmo. Estas pessoas sofrem muito para dentro, manifestam uma tendência para se maltratarem, recorrem à auto.mutilação, como cortarem-se e muitas das vezes recorrem ao suicídio. DIAGNÓSTICO BORDERLINE São os psicólogos e psiquiatras os especialistas capazes de diagnosticar estas patologias, os sintomas são percebidos na adolescência, fase em que os afetos são também sentidos de forma intensa, no entanto,  é difícil diagnosticar esta doença, uma vez que o borderline oscila entre o pico mais alto e o pico mais baixo de suas emoções quase o tempo todo e por isso muitas vezes é confundido com  a bipolaridade, depressão, perturbações ansiosas e obsessivas. A PERTURBAÇÃO BORDERLINE TEM CURA? Sim, podemos monitorizar os sentimentos de vazio afetivo-emocionais. Estes sentimentos estão relacionadas com vivências precoces da vida da história do paciente, como na fase da infância e a forma como o self (sua personalidade) ficou congelada num iceberg. Este processo inconsciente precisa de ser recuperado e desbloqueado para que o crescimento normal do desenvolvimento do self possa decorrer com normalidade. O tratamento Psicofarmacológico é de extrema importância para que o paciente consiga controlar a sua impulsividade. Natacha Seixas

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DOENÇA DE ALZHEIMER – SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTO

Sabemos que a doença de Alzheimer ataca preferencialmente pacientes idosos com mais de 65 anos, mas suas causas ainda são desconhecidas. Atualmente, supõe-se que exista uma associação entre propensão genética e exposição a fatores ambientais ainda não reconhecidos. O QUE É A DOENÇA DE ALZHEIMER? A doença de Alzheimer é uma doença de evolução lenta e progressiva, que leva individuo a perder as suas habilidades de raciocínio, julgamento e memória, tornando-as dependentes de apoio em suas atividades diárias. A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, sendo responsável por mais de 60% dos casos. Na doença de Alzheimer, os neurônios e suas conexões degeneram e morrem, causando atrofia cerebral e deterioração global da função mental. Embora já tenhamos reconhecido vários fatores de risco, a causa exata da doença de Alzheimer é ainda um mistério. Acredita-se que a acumulação de uma proteína nos neurônios chamada beta-amilóide e outra chamada tau é um dos fatores responsáveis ​​pelo desencadeamento da doença, mas por que isso substâncias se acumulam em algumas pessoas e não outras, ainda há muito trabalho a ser feito na área da medicina para desmistificar este segredo. Como não há cura para a doença de Alzheimer, o diagnóstico precoce é importante para preservar as capacidades intelectuais e ampliar a qualidade de vida dos pacientes e seus cuidadores. FATORES DE RISCO PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER A idade de risco, a partir dos 60 anos, é o que mais contrinui para a doença de Alzheimer. Depois de 65 anos, a possibilidade de desenvolver Alzheimer dobra a cada cinco anos, fazendo com que 40% das pessoas com mais de 85 anos de idade tenham a doença. Raramente, a doença de Alzheimer ocorre antes dos 60 anos de idade. Aos 90 anos, se o indivíduo ainda não desenvolveu Alzheimer é cada vez menos provável que possa desenvolver a partir desta idade. O historial familiar também tem o seu contributo no grau de risco de Alzheimer. Parentes de primeiro grau com Alzheimer têm um risco maior. A doença de Alzheimer é duas vezes mais comum na raça negra e nas mulheres. Outros fatores de risco que podem também contribuir para desenvolver a doença de Alzheimer, incluiem: Estilo de vida sedentário Fumar  Hipertensão  Colesterol alto . Diabetes mellitus  Depressão após os 50 anos de idade. Portanto, alguns fatores relacionados à estimulação cerebral parecem reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer, como: Alto nível de educação Obras que são intelectualmente estimulantes. Leitura frequente Tocar instrumentos musicais. Interação social frequente. exercícios de palavras cruzadas. SINTOMAS DA DOENÇA DE ALZHEIMER Os sintomas da Doença de Alzheimer pode ser dividida em três fases: Estágio numa fase inicial: O estágio inicial raramente é percebido. Os parentes e amigos e, às vezes, os profissionais de saúde encaram isso como “velhice”, apenas uma fase normal do processo do envelhecimento. Não se sabe ao certo quando se dá o inicio da doença porque é gradual. A pessoa pode: Apresentar problemas de linguagem) Ter perda significativa de memória imediata– particularmente das coisas que acabam de acontecer Não saber a hora ou o dia da semana Ficar perdida em locais familiares Ter dificuldade na tomada de decisões Ficar inativa ou desmotivada Apresentar mudança de humor, depressão ou ansiedade Reagir com raiva incomum ou agressivamente em determinadas ocasiões Apresentar perda de interesse por hobbies e outras atividades. Estágio intermediário: Com a progressão da doença, é notório o agravamento do quadro clínico. As limitações em realizar as atividades do dia-a-dia são claramente mais notórias: perda de memória mais patente, especialmente com eventos recentes e nomes das pessoas Torna-se passivo-dependente, apresenta problemas para viver sozinha É incapaz de cozinhar, limpar ou fazer compras Necessita de ajuda para a higiene pessoal, isto é, lavar-se e vestir-se A dificuldade com a fala avança Apresenta problemas como perder-se e de ordem de comportamento, tais como repetição de perguntas, gritar, agarrar-se e distúrbios de sono Perde-se tanto em casa como fora de casa Pode ter alucinações (vendo ou ouvindo coisas que não existem). Estágio avançado: O estágio avançado é o mais próximo da total dependência e da inatividade. Distúrbios de memória são muito sérios e o lado físico da doença torna-se mais óbvio. A pessoa pode: Apresentar dificuldades para comer Ficar incapacitada para comunicar-se Não reconhecer parentes, amigos e objetos familiares Ter dificuldade de entender o que acontece ao seu redor É incapaz de encontrar o seu caminho de volta para a casa Ter dificuldade para caminhar Ter dificuldade na deglutição Ter incontinência urinária e fecal Manifestar comportamento inapropriado em público Ficar confinada a uma cadeira de rodas ou cama. QUESTÕES FREQUENTES 1) Por que interditar a pessoa portadora da doença de Alzheimer? Um dos grandes E GRAVES problemas causados pela doença de Alzheimer é a redução da capacidade de discernimento, noção do espaço-temporal, isto é, o doente não consegue entender a consequência dos seus atos, não manifesta a sua vontade, não desenvolve raciocínio lógico por causa dos lapsos de memória e perde a capacidade de comunicação, impossibilitando que as pessoas o compreendam. Não tem noção de onde está nem de quem é, não reconhece mais a sua identidade nem a dos outros. Por isso, a lei o considera civilmente incapaz. A interdição serve como medida de proteção para preservar o paciente de Alzheimer de determinados riscos. PROGNÓSTICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER A doença de Alzheimer é uma doença que avança inexoravelmente. Há casos de doença de Alzheimer com mais de 10 anos e casos de pacientes com rápida evolução em apenas dois ou três anos. Muitas vezes é difícil estabelecer retrospectivamente uma data para o início dos sintomas, o que atrapalha no momento de avaliar o tempo de progressão da doença. No entanto, sabe-se que, uma vez estabelecido o diagnóstico da doença de Alzheimer, a expectativa de vida do paciente é geralmente de três a oito anos. O que leva o paciente à morte não é uma doença em si, mas sim as suas complicações, como acidentes e quedas com lesões na cabeça, dificuldade para engolir, que causa aspiração pulmonar e desnutrição e restrição à cama ,

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Perturbação Depressiva Maior e seu Tratamento

O que é depressão? Quais são os sintomas da Perturbação Depressiva Maior? Tratamento da Depressão São imensas as pessoas que continuam a dizer que a depressão é frescura e motivo para não fazer nada. Até que um dia a depressão bate-lhes à porta e entendem da pior forma possível que afinal não era bem assim. Um dia, quando não podemos desfrutar das atividades ao ar livre, do convivio com os amigos, do trabalho que antes achávamos chato, agora que a melancolia nos invadiu não podemos encontrar poder suficiente para satisfazer até mesmo as nossas necessidades básicas, como alimentar-nos e vestir-nos. A baixo auto-estima está bem patente e não sentimos vontade de nada. Podemos nos sentir culpados, sem valor e desamparados. Em suma, entramos em uma situação de ruptura. Então, o que é depressão? Quais são os sintomas da depressão? O QUE É DEPRESSÃO? Significado de dicionário de depressão; A sensibilidade reduzida aos estímulos é o estado de desordem mental (colapso) que aparece como o desespero e o pessimismo do desespero e da perda de confiança e autoconfiança. É também chamado de depressão major lendiril ”. A depressão é uma doença que precisa ser levada a sério, mas é tratável. A depressão pode aparecer em qualquer idade, mas é geralmente mais comum em jovens e mulheres. As mulheres podem experimentar depressão pós-parto após o nascimento. A depressão pode desempenhar um papel no surgimento de outras doenças graves, como diabetes, cardiovasculares e acidente vascular cerebral e piora o curso de muitas doenças crónicas. Depressão não tratada pode levar a condições de risco de vida, como álcool, dependência de drogas. Pode causar problemas no local de trabalho e causar mais danos ao longo do tempo, enfraquecendo as relações das pessoas com o meio ambiente. QUAIS SÃO OS TIPOS DE DEPRESSÃO? Os tipos mais comuns de depressão são categorizados em duas categorias principais; depressão clínica (transtorno depressivo maior) e Perturbação Distímica. A depressão é categorizada como depressão leve, moderada e grave de acordo com a gravidade. Depressão Clínica (Perturbação Depressivo Maior): É o tipo mais grave de depressão. Os sintomas podem ser vistos da seguinte forma: – se sentir deprimido na maior parte do dia – diminuição do interesse em atividades diárias – aumento de peso ou diminuição significativa – insônia severa ou acordar para mim – Pensamentos e movimento lento – a maioria do dia exausto / cansado sensação – o foco está e dificuldade na tomada de decisões – recorrentes de morte ou pensamentos suicidas Perturbação Depressivo Maior com Propriedades Atípicas:  Depressão atípica mostram mudanças severas em comparação com estímulos externos. Excesso de alegria quando boas notícias são recebidas e extrema tristeza quando más notícias são recebidas. Pessoas com esse tipo de depressão experimentam os seguintes sintomas; – aumento significativo do peso – um aumento significativo do apetite – sonolência intensa – agravamento sentir nos braços e pernas – sensibilidade à rejeição Depressão pós-parto: É um tipo de depressão durante a gravidez ou durante as quatro semanas após o parto. A causa exata não é conhecida. Geralmente, tristeza grave, choro contínuo, ansiedade intensa e desesperança são sintomas comuns. Transtorno Emocional Sazonal: Geralmente visto em jovens e mulheres. Pessoas com Transtorno da Situação Emocional Sazonal, especialmente durante os meses de inverno, quando a luz do dia diminui, elas exibem uma imagem desesperada, triste, muito ansiogénicas e manifestam um humor completamente diferente durante o verão. Depressão maior com características melancólicas: Se eles exibem pelo menos três dos seguintes sintomas, a pessoa é diagnosticada com transtorno depressivo maior; – Incapacidade de desfrutar a maioria das atividades que estão sendo desfrutadas – Falta de atenção a bons eventos – Diferenciação no comportamento psicomotor – Grave culpa – Insónia – Aumento da depressão pela manhã Transtorno Depressivo Maior com Características Psicóticas: As pessoas podem dizer que ouvem vozes que são inúteis e não merecem viver. Transtorno Depressivo Maior com Especificidade Catatónica: O diagnóstico é feito quando pelo menos ocorrem dois dos seguintes sintomas; – Inatividade nos músculos, – Movimentos musculares sem causa, – Negatividade severa ou sem fala, – Posição do corpo incomum, – Repetindo as palavras e movimentos dos outros. Perturbação Distímico: Distimia é uma das formas leves, mas crónicas de depressão. Os sintomas geralmente duram pelo menos dois anos. Essas pessoas geralmente apresentam sintomas como redução do interesse pelas atividades diárias, diminuição da produtividade e baixa autoestima. SINTOMAS DA DEPRESSÃO Embora os sintomas da depressão variem muito, os sintomas mais comuns são: – Sentir-se triste, sem valor, desesperado, desesperado, sentimento, sentimento de vazio. – Dificuldade na tomada de decisão, dificuldade de concentração, comprometimento da memória. – Não consegue desfrutar do trabalho e atividades anteriormente desfrutadas. – Relutância sexual. – Aqui, na escola, o surgimento de problemas entre familiares e amigos. Manifestação de desejo de se afastar das pessoas e ficar sozinho. – Falta de energia, fadiga e irritação rápida. – Distúrbios do sono (não adormecer, dificuldade em manter o sono, acordar de manhã cedo ou dormir excessivamente) –  Perturbações alimentares (diminuição ou aumento do apetite) – Dor permanente, tontura, náusea, sensação de gás, diarreia e constipação em diferentes partes do corpo, como cabeça, pescoço, dor nas costas. – Sentir a necessidade do consumo do álcool ou usar drogas sedativas ultimamente. – A pessoas começa a fazer planos suicidas e muitas das vezes prepara o seu próprio funeral. COMO É TRATADO TRATADO? Os antidepressivos que regulam as quantidades dos neurotransmissores químicos de serotonina e noradrenalina são frequentemente utilizados no tratamento desta doença. Com os antidepressivos desenvolvidos nos últimos anos, uma melhoria de cerca de 70% pode ser alcançada em conjunto com Psicoterapia. Em alguns casos, ansiolíticos (antidiabéticos), antipsicóticos (usados ​​para sintomas psicóticos ou intensificadores de tratamento), hormónio tireoidiano, lítio podem ser usados. Com a psicoterapia, pretende-se ser mais ativo para mudar o pensamento negativo e o comportamento da pessoa e lutar contra a doença. Alguns casos graves são tratados como pacientes internados. Também é benéfico tratar pessoas que gostam e aumentam sua funcionalidade. Natacha Seixas  

Psicopatologia Infantil

Eu dou a cada pessoa o valor que ela merece

CHEGA A UMA DETERMINADA ALTURA DA NOSSA VIDA QUE JÁ NÃO NOS PREOCUPAMOS COM O IRRELEVANTE Nesta passagem pela vida temos inúmeras experiências, uma boas outras menos boas e todas elas nos ajudam a perceber que temos de nos comportar de determinada maneira perante cada circunstância. Ás vezes pelos piores motivos aprendemos que não podemos deixar que nos pisem, nos explorem, nos maltratem, nos usem feito pastilha elástica, nos coloquem na reserva e nos tomem como segunda opção, temos que ser prioridade e não o anexo quando podemos ser a casa principal.  Em suma, podemos aprender a dar a cada pessoa o valor que elas merecem. Priorizar e dar a cada pessoa o lugar que ela merece em nossas vidas é construir uma base sólida para nossa auto-estima. Permitir-mos também deixar entrar na nossa vida o que é realmente um acrescento de positividade e de algo bom e não um retiro das nossas energias e um acréscimo de problemas. Para fazer isso, temos que assumir que nem todo mundo tem o poder para dizer algo em nossas vidas e nem deve sequer ser ponderado. Confiança e prioridade são dois privilégios que são “ganhos” e “construídos”. Reservamo-nos o privilégio de aceitar se alguém pode ou não nos afetar em nossas vidas diárias. Somos o condutor da nossa própria história de vida. Amadurecer é sinónimo de crescimento e priorização Com o tempo, nos tornamos especialistas em “perceber” o que realmente nos interessa. Falamos de conexões saudáveis ​​e descartamos os insanes, preferimos pessoas que nos enriquecem e colocamos de parte pessoas que nos magoam, hábitos e expectativas irreais, etc. Deixamos de querer agradar a todos pois já verificamos que o mundo é tão grande e as pessoas já são tão erradamente perdidas e confusas que torna-se uma tarefa impossível. Como resultado, acabamos sentindo que estamos cercados de quantidade e não de qualidade. Após esta nossa brilhante conclusão começamos  a dar prioridade àqueles que consideramos importantes em nossas vidas. Não se trata de perdoar ou numa tentativa de libertar-mos de decepções mas já não temos mesmo paciência para tanta hipocrisia, banalidade, conversa jogada fora e superficialidade com risinhos falsos. Nem se trata de encontrar armas que nos protejam da rejeição, do abandono ou das pedras que passem pelo caminho. O tópico não é ser amigos ou parceiros para a vida também . Não se trata de reconhecer a perfeição em uma pessoa. Trata-se de refletir sobre as nossas prioridades e tomar a consciência das nossas inclinações e organizar a nossa “bagagem interpessoal”. Deixamos de dar tanto valor ao exterior, elas mudam constantemente Para deixar de lado aqueles que não são bons para nós, devemos primeiro dizer adeus à ideia de que a dor emocional é uma parte inerente de nossos relacionamentos. Nós escolhemos as pessoas que valorizamos em nossas vidas e cabe apenas a nós darmos a prioridade que elas merecem. As fases que passamos definem as máscaras que usamos e as que os outros usam. Para nos desmascarar e aos outros, é necessário que tiremos as nossas máscaras e consigamos ver o prejuízo que nos causaram ao tentarmos ser o que elas queriam que nós fossemos e que fizéssemos. Chega a uma altura da vida que aprendemos que não temos que vestir uma máscara para além da nossa, nos tempos de hoje, em que os valores estão escassos, raramente se vê pessoas a respeitarem e a terem amor ao próximo sem segundas intenções. Então, é um salve-se quem puder. É lógico que acredito naturalmente que nem todas as pessoas são totalmente sem “algo dentro” , ainda existe muita gente boa por aí, é preciso é estarmos conetados com esses valores e despirmo-nos de todo cinismo que esta comunidade obriga. A importância de conhecer e apreciar nossas preocupações e ocupações Somos todos como somos. Nosso caráter deve ser nosso e não responder às prioridades e interesses que os outros nos impõem, querem e precisam. Para ganhar esse tipo de liberdade precisamos  analisar o nosso passado e nosso presente emocional. Devemos também tem em conta quais prioridades definimos e a quem elas se referem. Normalmente, quando olhamos para trás temos a tendência de lembrar o que nos fez doer e sangrar por dentro, é como se agora tivéssemos uma alergia ao pó e quiséssemos tapar toda a sujeira por baixo do tapete. Mas não é isso que pretendo que faça. Perdoe não traga para o presente, não deixe que lhe tire a positividade do presente e interfira na nossa nova etapa agora mais amadurecida e certa do que quer. Sei que essas dores de outrora do em e doem muito mas é hora de as deixar ir embora. Olhe para dentro de si não se magoe mais, cure e dê um passo em frente e diga “Basta! Eu não vou atribuir um valor a esta dor e a todos os outros que não merecem”. E agora dê outro passo… Natacha Seixas Psicóloga Clinica

Psicopatologia Infantil

Todos nós temos um instinto assassino

PORQUE TEMOS PENSAMENTOS QUE NOS PERTURBAM Por alguma vez na vida por infinitos segundos lhe passou pela cabeça uma vontade de matar alguém? Imaginou em detalhes como ia fazer isso? Chegou a pesar os prós e contras e, obviamente, percebeu que não fazia sentido. É normal, que a ideia tenha saído da sua cabeça e que tenha pedido a Deus ou a todos os Santos, ou seja lá para quem for, para rapidamente lhe desviar essas ideias da mente, porque não é assassino(a) e muito menos tem vontade de matar alguém, que foi um pensamento estúpido e que jamais o faria, que ia contra tudo e todos os valores morais e que isso não se faz e a ideia o arrepio(a). Correto? Claro que sim! Chegou a temer e a questionar-se porquê de tal monstruosidade e até a culpabilizar-se por tal pensamento. Acredito que se achou horrível por momentos e a ter medo de si. Acredito que tenha reparado nas suas mãos e de como elas seriam capazes de tal ato atroz. Acredito que se olhou no espelho e se chamou de todos os nomes. Acredito que tentou afastar-se de todos os utensílios cortantes por um tempo e da pessoa que desejaria inconscientemente “mal”. Sei que sentiu-se mal enquanto essa ideia o(a) persegui. Sei que se isolou até perceber o porquê de tais pensamentos ilógicos e sem moral. Mas saiba que não está sozinha e que pelo menos uma vez na vida a maioria já teve um pensamento desses  e é normal na espécie humana este tipo de devaneio sem qualquer tipo de intenção na passagem ao ato. Nas minhas consultas muitos são os doentes que expressam suas emoções e medos de tais ideias perturbantes que depressa recuperam. Se está nesta agonia procure um profissional de saúde que depressa resolverá o seu assunto. Aconselho um profissional experiente. Num estudo realizado sobre fantasias homicidas, 91% dos homens e 84% das mulheres admitiram já ter pensado (em minúcias) como se livrar de outra pessoa.  A esmagadora maioria dos 5 mil entrevistados (entre os quais 375 assassinos) confessaram esse fato.      David Buss,  chefe do Departamento de Psicologia Evolutiva da Universidade do Texas, concluiu que o instinto assassino é inerente a todos os seres humanos – resultado da seleção natural. Além das conversas ao vivo, a equipe ainda fez uma inédita análise de 429729 relatórios do FBI, a polícia federal americana, e transformou os resultados no livro The Murderer Next Door (“O Assassino Mora ao Lado”). Apenas os psicopatas, uma pequena minoria, representa 1% da população mundial,  admite o homicídio como uma prática socialmente aceite. Mas segundo Buss, são os genes que nos impedem de cometer tal crime. Os nossos ancestrais para sobreviverem e reproduzirem tinham essa capacidade de matar mais apurada. E isto garantiu-lhe a continuidade dos seus genes e da sua árvore geneológico, deixando os seus descendentes. Nesse estudo revelou-se que os homens matam mais que as mulheres, por motivos de reputação, numa proporção que chega a 9 para 1 em algumas sociedades. Mas não estamos na pré-história em que a lei da sobrevivência não justifica matar pela Lei da Seleção natural. Atualmente, ninguém tem uma vida para viver dignamente numa sociedade penal. Ninguém tem o direito a tirar a vida a ninguém. As pessoas que matam são invadidas por um surto psicótico ou raiva desmedida ou são psicopatas com planos mirabolantes altamente estruturadas e que lhes dão prazer, certamente por estudos já existentes que nos revelam que estes indivíduos têm handicaps na estrutura cerebral, com deficit de empatia e alexitimia. (ver artigo-psicopatia). Mas não querendo me desviar do tema, todos nós temos um instinto assassino. Todos nós estamos programados para matar: Se é assim então porque só uma  ínfima minoria toma a decisão de fazê-lo? Segundo o resultado do estudo de Buss, o assassinato é apenas uma de várias estratégias num cardápio de soluções possíveis para problemas de adaptação. Pelo que observo nos meus pacientes que procuram ajuda, salvaguardando algumas exceções, é porque a maioria é recheada de bons valores morais e muitos referem que preferiam morrer do que matar alguém. Apenas são ideias que se metem na cabeça das pessoas sem motivo nem porquê. Enquanto outras, em menor escala, referem para além destas, por valores religiosos, por dificuldade em controlar a agressividade e raiva contida e partem rapidamente para a agressividade (imediatamente se arrependem), e pelas penas pesadas que este ato acarreta. Realmente matar não eleva o “status” de ninguém. Apesar do psicopatas sentirem prazer em ser estrelas por um dia e verem todo o aparato gerado pelos média à procura de quem matou X e todo o cenário em volta do suspense criado por ele próprio. Ele que se sente o herói. Foi a única forma de lhe darem atenção. É triste esta forma de ser… Se tem estas ideias não tenha vergonha de as dizer. Mas não as diga a toda a gente, Aliás tenha cuidado para quem diz, mesmo para profissionais de saúde apenas para quem tem entendimento na área. Pode marcar a sua consulta: natachaseixaspsi@gmail.com     By Natacha Seixas

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