Psicopatologia Infantil

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A arte da vitimização – Como Reconhecer um Vitimista Doutorado

RECONHECER UM VITIMISTA É sabido que é mais fácil atribuirmos a responsabilidade pelos nossos atos ao outro do que assumirmos as nossas próprias culpas. Resolver os nossos próprios problemas cria mais dor do que colocar o peso no outro. Destruir o outro aos poucos numa suplica permanente de salpicos de auto-piedade e misericordiosa com pena de si próprio e atos de “coitadismo” é mais fácil do que olhar-se para dentro de si e ver que se errou mas que faz parte de todo o ser humano e que errar dói mas que também é inerente a todo ser pensante. Sei que é bom ficar na falta de responsabilidade e continuar com atos de criança à espera que todos nos desculpem pelos nossos erros e nossos atos impensados com comportamentos irracionais e continuar a “esfaquear” os sentimentos dos outros na alma e mesmo assim esperar atitudes de compaixão. Estas pessoas viciadas na vitimização tornam-se doutoradas e conseguem manipular e conduzir as pessoas mais sensíveis à loucura, principalmente quando se trata de alguém com um elo de ligação muito forte com uma mãe ou um filho. É um vicio difícil de largar porque os ganhos secundários são tão benéficos e as energias sugadas do seu semelhante vão alimentando o ego sujo que nelas habita. O pior destes indivíduos é reconhecer que permanecem num vicio compensatório, porque nem sequer reconhecem que ser vitima de si é um prazer consciente. Como estas pessoas que são tão “coitadas”, que são tão vitimas de tudo e sentem-se tão injustiçadas e prejudicadas por tudo, nem que o motivo seja uma epedima no hospital por uma batéria multi-resistente, ela se achará vitima porque esteve nesse local a semana passada e poderá ter apanhado tal batéria. O problema não são dos que estão mal são dela que lá esteve antes da batéria instalada e que poderá na cabeça dela ter apanhado tal doença. Só ela, coitada? É como a vizinha do lado que foi atropelada, coitada dela, só não foi ela própria, por um segundo, porque a vizinha estava na linha da frente por pouco era ela. Ia morrendo. E faz disso uma tragédia. São vitimas de tudo. Do médico que as atendeu à pressa, da fila de trânsito na ponte só porque naquele dia se lembrou de haver um acidente e só porque ela foi nesse dia e coitada ela está tão doente e logo naquele dia. É vitima do marido porque lhe respondeu alto ou bateu com a porta e deixou de ser a porta porque ela entendeu que o que ele queria era bater nela (antes batesse para ver se desperta). Ou dos filhos que andam numa azafama para arranjar emprego ou ir para a escola mas já não querem saber dela. Ou quando pequenos porque sobra tudo para ela e coitada está tão cansada e eles não a ajudam em nada. É por causa disso tudo que ela anda sempre tão fraca, tadinha. Ou porque a colega de trabalho todos os dias fala mal dela para a outra amiga e arranja conflitos e ela teve que se defender e lá veio despedida. Ou porque no prédio onde vive ninguém gosta dela porque ela vê coisas onde não existem e em vez de viver a sua própria vida vive a dos outros e diz que disse e vê outro vizinho e dobra a história toda ao contrário e vem outro e vice versa, vai para o marido e volta a contar outra versão, que por sua vez, o marido que é uma pessoa até no mínimo saudável mentalmente (por incrível que pareça) e conta o que ouviu da mulher e acaba por ficar perplexo quando descobre que afinal não era nada daquilo e quem arranjou toda aquela confusão foi a “peste” com quem vive. Mas quando chega a casa para desfazer todo o mal a “vitima” já vestiu o papel de “coitadinha” e lá está ela deitada na cama “aiaiai” ou com um novo drama ou outra tragédia, ou a caminho do hospital pelo excesso de comprimidos ingeridos. E o marido e filhos vão alimentando este ser perito em destruir-se e destruir vidas consigo tudo por culpa de se recusar a crescer e ter dificuldades em assumir as suas próprias responsabilidades. Penso que por esta minha breve descrição já identificaste algum “coitadinho”, ou vitimista na tua vida e quem está no momento a ser mesmo vitima de algo torna-se difícil de identificar por vezes e tornámo-nos pessoas frias por causa destas pessoas doentes, manipuladoras que nos cercam e nos infestam com problemas seus a todo o instante esgotando a nossa paciência. Se isto aconteceu aconselhe esta pessoa a procurar ajuda de técnicos de saúde mental em psiquiatria e psicologia e ajuda-te a sair deste quadro doentio. Não te deixes levar pela compaixão de alguém que na verdade só tem pena de si próprio. Mas isto não quer dizer que elas gostem delas próprias. Até pelo contrário elas não conseguem gostar de ninguém. Existe um conflito interno muito grande dentro destas pessoas que precisam de muito trabalho e têm muitas “questões” por a ser resolvidas. Um grande trabalho há por fazer junto de profissionais de saúde. Estas pessoas não são felizes nem deixam quem está ao seu lado ser. Arranjam muitos conflitos em todo o lado. Elas não sabem viver sem problemas e se não houver imediatamente arranjam um para se preocuparem mas não assumem as culpas pelo resultado das suas ações e quem paga é quem está ao lado delas. Por muito que nós façamos os vitimistas só vêem o lado negativo das coisas. Se nós apresentarmos algo muito bom e se falarmos em algo que nos deixou imensamente feliz eles rapidamente nos tiram essa felicidade, são peritos em identificar imediatamente o lado negro da coisa. É muito complexo conviver com estas pessoas. Caraterísticas de um Vitimista Deturpam a relidade Mentem compulsivamente Queixam-se constantemente Alimentam-se das suas próprias lamúrias Procuram culpados pelos seus atos Falta de auto-critica Manipulação e chantagem emocional Natacha Seixas  

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Masturbação: mitos e benefícios

Pesquisadores descobriram que jovens dos 14 aos 17 anos residentes nos Estados Unidos, cerca de 74% dos rapazes e 48% das raparigas se masturbam. Na faixa etária, dos 57 e 64 anos, cerca de 63% dos homens e 32% das mulheres se masturbam. As pessoas se masturbam por muitas razões. Em grande parte por prazer, libertação da tensão e diversão. Alguns indivíduos se masturbam sozinhos, enquanto outros se masturbam com um parceiro. Este artigo clarifica os potenciais efeitos colaterais da masturbação e classifica os fatos da ficção em relação aos mitos da masturbação. Também identifica alguns dos benefícios para a saúde. Mitos da masturbação Existem muitos mitos sobre os riscos da masturbação, no entanto, até ao dia de hoje, nenhum deles foi provado. A maioria dos mitos sobre a masturbação não tem apoio científico, logo não se manifestam os  efeitos adversos sugeridos.  Masturbação não causará: cegueira palmas com pêlos impotência  disfunção erétil encolhimento do pênis curvatura do pênis baixa contagem de espermatozóides infertilidade doença mental fraqueza física Alguns casais temem que o relacionamento deles seja insatisfatório se algum deles se masturba-isso também é um mito. A maioria dos homens e mulheres continua a se masturbar sozinhos ou juntos quando estão em um relacionamento ou casados, e muitos acham que é uma parte agradável de seu relacionamento. Um outro estudo descobriu que as mulheres que se masturbavam tinham casamentos mais felizes do que as que não se masturbavam. Efeitos colaterais de masturbação A masturbação é inofensiva. Algumas pessoas podem sentir fraqueza ou pele sensível se forem muito ásperas, mas isso geralmente cicatriza em poucos dias. Os homens que se masturbam frequentemente em um curto espaço de tempo, podem sentir um ligeiro inchaço do pénis (edema). Esse inchaço geralmente desaparece dentro de alguns dias. Outros efeitos colaterais potenciais incluem: Culpa Algumas pessoas que se preocupam com o fato de a masturbação entrar em conflito com suas crenças religiosas, espirituais ou culturais podem sentir sentimentos de culpa. No entanto, a masturbação não é imoral ou errada, e o prazer pessoal não é vergonhoso. Discutir sentimentos de culpa com um amigo, profissional de saúde ou terapeuta especializado em saúde sexual pode ajudar a pessoa a superar sentimentos de culpa ou vergonha relacionados à masturbação. Diminuição da sensibilidade sexual Técnicas agressivas ou excessivas de masturbação podem levar à redução da sensibilidade sexual. Se os homens têm um método agressivo de masturbação que envolve um aperto excessivo no pênis, eles podem sentir uma sensação de diminuição. Um homem pode resolver isso ao longo do tempo com uma mudança de técnica. Estimulação aprimorada, como o uso de um vibrador, pode aumentar a excitação e a função sexual geral tanto para os homens como para as mulheres. As mulheres que usam um vibrador relataram melhora na função sexual e lubrificação, enquanto os homens evidenciaram uma melhora na função erétil. Cancro da próstata Os pesquisadores precisam realizar mais estudos antes que possam chegar a uma conclusão. Um estudo realizado em 2003 demonstrou que os homens que ejaculavam mais de cinco vezes por semana durante os 20 anos tinham um terço menos de probabilidade de desenvolver cancro da próstata agressivo do que aqueles que ejaculavam com menos frequência. Os pesquisadores especulam que o risco reduzido é porque a ejaculação frequente pode impedir o acumulo de agentes causadores do cancro na próstata. Um outro estudo realizado mais tarde (2016) refere que os homens que ejaculavam 21 vezes por mês ou mais tinham um risco reduzido de desenvolver cancro da próstata. Em contraste, um estudo de 2008, descobriu que a atividade sexual frequente durante os 20 e os 30 anos aumentou o risco de cancro da próstata, especialmente nos homens que o fazem com mais regularidade. Interromper a vida cotidiana Em casos raros, alguns indivíduos podem se masturbar mais do que desejam, o que pode: Faltar ao trabalho, à escola ou a eventos sociais importantes interromper o funcionamento diário de uma pessoa afetar as suas responsabilidades e relacionamentos servir como uma fuga de problemas de relacionamento ou substituir experiências da vida real Quando a masturbação afeta nas atividades do individuo aqui sim há um problema. Alguém que acha que pode ser prejudicado por sua prática de masturbação deve falar com um profissional de saúde mental. Consultar um terapeuta sexual também pode ajudar nas estratégias de enfrentamento da masturbação excessiva. Benefícios para a saúde da masturbação A masturbação tem muitos benefícios para a saúde física e psiquica: A masturbação  reduz o stress e alivia a tensão. Poucos estudos se concentram especificamente nos benefícios da masturbação, mas pesquisas sugerem que a estimulação sexual,  através da masturbação, pode: reduzir o stress libertar a tensão melhorar a qualidade do sono aumentar a concentração elevar o humor aliviar cólicas menstruais aliviar a dor melhorar a auto-estima melhorar o desempenho sexual melhorar o conhecimento de si mesmo A masturbação também foi identificada como uma estratégia para melhorar a saúde sexual promovendo a intimidade, explorando o prazer próprio, os desejos e as necessidades, reduzindo a gravidez indesejada e prevenindo as infeçoes sexualmente transmissíveis (DSTs). Indivíduos que optam por se abster de sexo ou que atualmente não têm um parceiro sexual podem muitas vezes se masturbar como uma saída sexual. A masturbação também tem benefícios para a saúde sexual especificamente para mulheres mais velhas, por isso mais propensas ao ressecamento vaginal e diminuição da dor durante o sexo. TENHA EM ATENÇÃO Algumas pessoas podem sentir-se envergonhadas, culpadas ou envergonhadas ao falar sobre masturbação. Mas a masturbação é normal, saudável e não é algo para se sentir culpado. A masturbação não leva à cegueira ou causa problemas de saúde física e mental. Em muitos casos, a masturbação tem mais benefícios para a saúde do que os efeitos adversos. Geralmente, a masturbação só é um problema se começar a interferir na vida do dia-a-dia e nos relacionamentos com amigos, familiares, colegas de trabalho e parceiros intimimos. Nessas circunstâncias, pode ser útil falar com um profissional de saúde, especialmente com um terapeuta sexual. Natacha Seixas

Depressão, Psicopatologia Infantil

Pré-existência de depressão infantil

 Depressão Infantil 1. Pré-existência de depressão infantil Depressão aguda Crianças nesta categoria, muitas vezes viveram acontecimentos trágicos, como a morte súbita dos pais, desde desastres acidentais, doença ou hospitalização de seus pais e assim por diante. Essas crianças antes de a doença mental manifestavam um comportamento normal. Num estado de depressão, os sintomas  depressivos contemplam, choro fácil durante todo o dia, voz baixa, perda de apetite, fadiga, insónia, pesadelos, perda de peso, isolamento social, não quer  interagir com outras crianças, Às vezes, isto pode revelar uma sensação de desespero. Depressão crónica Esta categoria de crianças geralmente costumam ter um passado traumático. Manifestam uma capacidade pré-mórbida de se adaptar, sintomas depressivos  mais graves,  são crianças que se assustam facilmente, revelam uma certa alienação, mau desempenho escolar, perturbações do sono.  Verifica-se uma certa apatia, e revelam-se já cansados ​​do mundo com tentativas de suicídio e  auto-mutilação e assim por diante. Depressão oculta Os sintomas depressivos desse tipo de criança são muitas vezes bastante ocultos e muitas vezes se manifestam em outros problemas, como desobediência, hiperatividade, obstinação, resistência, ataque, indisciplina, dificuldades de aprendizagem, perturbação impulsivo ou outro comportamento inadequado. Também pode haver problemas físicos, como dor de cabeça, vómito, dor abdominal, diarreia, anorexia, excesso de comida e incontinência. A maioria das crianças não está obviamente deprimida, mas algumas crianças podem apresentar sintomas depressivos periodicamente. 2. Como diagnosticar a depressão infantil O primeiro passo no tratamento da depressão é fazer um exame de saúde geral. Uma verificação de saúde geral deve incluir uma revisão do histórico médico de indivíduos e membros da família, bem como uma verificação de integridade física e mental completa para determinar se a linguagem e o modo de pensar foram afetados. A depressão é uma doença difícil de diagnosticar. A maioria das pessoas com depressão geralmente não recorre aos médicos de imediato porque acreditam que os sintomas da depressão desaparecerão com o tempo, ou eles conseguirão ultrapassar sozinhos.  Portanto, apenas um pequeno número de pessoas com depressão pode receber tratamento adequado. A depressão é uma doença real, e não aparece numa personalidade fraca, nem desaparecerá por golpe de magia. É importante identificar a depressão e encorajar os pacientes a procurar tratamento. 3- O impacto negativo da depressão infantil Os efeitos adversos da depressão não ocorrem apenas nos pacientes, mas também na família e nos amigos dos pacientes. Esta é a realidade, a vítima não  consegue viver uma vida normal, por onde vá depara-se com variados obstáculos: seja para trabalhar, estudar, fazer dieta e dormir, e não pode desfrutar de qualquer tipo de atividade feliz. De fato, a depressão pode fazer com que as pessoas se sintam desconfortáveis. De acordo com registos, quase 12% dos pacientes têm uma sensação de impotência. Por outro lado, a depressão também pode aumentar a obrigação financeira sobre os indivíduos, famílias ou toda a comunidade, o que aumenta os seus sintomas e faz com que a adesão ao tratamento também seja adiada. Como prevenir a depressão em crianças 1. As relações familiares devem ser harmoniosas. _A estabilidade familiar, o ambiente familiar deve ser o mais é descontraído e harmonioso possível, e o relacionamento entre pais e filhos deve ser próximo, o que terá um bom impacto no desenvolvimento psicológico das crianças. Desarmonia familiar, brigas frequentes e até mesmo desarranjos podem manter as crianças em estado de vigia, causando distração, irritabilidade, raiva e dor. Algumas crianças de famílias divorciadas, foram sujeitas a um estudo de acompanhamento, e descobriu-se que 37 por cento das crianças e adolescentes que sofrem de depressão moderada a grave, cinco anos após a separação e o divórcio dos pais é que  evidenciaram as consequências dessa infelicidade. Portanto, os esforços para criar uma boa atmosfera familiar podem ajudar a evitar que as crianças sofram de depressão. 2.  Expetativas claras e objetivas para o seu filho. _Estabelecer metas e objetivos claros paras os filhos é o ideal. Os membros da família devem dar às crianças uma meta mais realista e confiante de acordo com suas habilidades, interesses e hobbies, de modo a evitar  sentimentos de frustração nas crianças. Natacha Seixas

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Como lidar  com “emoções negativas”

A  ansiedade, tensão, raiva, frustração, tristeza, dor e outras emoções são designadas como emoções negativas. São todas as experiências emocionais que não são positivas, em que acarretam sintomas físicos de desconforto e até mesmo possam estar na origem do mal-estar do trabalho, conflitos relacionais e causar prejuízos a nível físico e psicológico.   Como resolver emoções negativas?  Geralmente, ouvir música, fazer aconselhamento psicológico, caminhadas, meditação, exercícios físicos entre outros métodos. Escrever as suas emoções desagradáveis ​​num papel de depois deitar no balde do lixo, elas podem realmente aliviar as emoções negativas. Pei Di e da Universidade de Madrid da Universidade Autónoma da Espanha realizaram  três experimentos  em conjunto, com os alunos ocidentais. No primeiro experimento, eles pediram a 93 alunos do ensino médio que escrevessem num papel, uma avaliação do que estavam a sentir fisicamente, tanto positiva quanto negativamente, em seguida metade dos sujeitos descartou o papel, e a outra metade reteve o papel escrito com a gramática que estava errada. Depois desta avaliação concluída, será pedido aos alunos que preencham um formulário de classificação para a sua satisfação física. Verificou-se que os alunos deram conta dos erros gramaticais da avaliação do papel escrito, e depois trazido para a escala de classificação por escrito, tendo claramente implicado. Por outro lado, os estudantes de papel descartados, independentemente da sua avaliação ser positiva ou negativa, não manifestaram qualquer impacto. Em seguida, preencheram o conteúdo do formulário de avaliação. O segundo experimento, convidou 284 estudantes, semelhante ao primeiro experimento, mas o objetivo da avaliação é que a pessoa média consideraria uma dieta mediterrânea positiva. Total de alunos foram divididos em três grupos: o papel perdidos, deixar o papel sobre a mesa, o papel junto ao corpo, o próximo também será convidado a preencher uma lista de verificação “on-tipo” da dieta mediterrâneo. O experimento descobriu o grupo que tinha o papel junto ao corpo teve uma influencia maior, e os alunos teriam uma avaliação muito séria da dieta mediterrânea no início, o segundo era os alunos que colocavam o papel na mesa, enquanto os estudantes que descartavam o papel eram os que revelavam o impacto muito menor. No terceiro experimento, utilizaram um computador, exigindo que 78 alunos escrevessem um comentário digitado. Depois de concluído, alguns dos sujeitos jogaram os arquivos na “lixeira” e outros foram armazenados na pasta. Surpreendentemente, jogar arquivos no lixo no mundo virtual é tão bom quanto jogar papel fora! No entanto, especialistas americanos apontaram que quando o sujeito perde os seus pensamentos com “imaginação”, não há como causar um efeito de esquecimento nos julgamentos subsequentes. Ele disse: “Quanto mais as pessoas acreditam que uma ideia é realmente descartada, mais provável é que seja bem-sucedida”. Entende-se que esse programa será usado para ajudar pessoas que estão presas por pensamentos negativos, como amantes que perderam o amor. Tendo em conta este estudo, sempre que se sentir em baixo, com pensamentos negativos, aponte os seus sentimentos, tudo o que lhe faz sentir menos bem, o que lhe fez ficar dessa forma, o que poderia fazer para melhorar e depois leia o que escreveu e por fim amarrote e jogue no lixo.   Natacha Seixas

+Saúde, Ansiedade, Psicopatologia Infantil

As 7 melhores profissões para um Indivíduo Altamente Sensível

As pessoas altamente sensíveis não trabalham apenas para ganhar um salário mas para se sentirem úteis na sociedade e deixarem a sua marca pessoal. As pessoas altamente sensíveis não costumam agir de forma positiva perante um patrão arrogante e demasiado autoritário. Se és uma altamente sensível, há uma boa razão para escolheres um trabalho satisfatório porque é lá que vais passar grande parte da tua vida. Os indivíduos altamente sensíveis enfrentam obstáculos que muitos outros trabalhadores não enfrentam. E porquê? Porque eles não são propensos a trabalhar sobre stress e sobre pressão. Estas pessoas são por norma ansiosas, emotivas e orientadas para o sucesso. Exigem muito de si próprias e são muito perfeccionistas com valores do qual não abdicam. E muitas vezes, o mundo dos negócios simplesmente não está preparado para acomodar ou até mesmo demonstrar preocupação com este tipo de necessidades. O sensível pode ter uma carreira de sucesso se for bem compreendido, o que geralmente não é. Neste artigo, vamos explorar por que as pessoas sensíveis são tão infelizes no trabalho e como podem construir uma carreira que realmente lhes dê significado. Os sensíveis querem um emprego que seja mais do que apenas uma “transferência bancária” no final do mês A satisfação no trabalho é difícil de encontrar. As pessoas sensíveis,  querem sentir algum sentido e propósito em seu trabalho e isso envolve mais do que apenas fazer o trabalho em si. Consciente, o sensível gosta de gerenciar, as emoções de todos os outros com quem  trabalha e saber que todos se encontram bem; Apreciam o ambiente e todos os sons subtis, aromas e detalhes que passa despercebido à maioria das pessoas; Dispensam muito da sua energia mental, com cada detalhe que despende ao analisar ao pormenor cada estímulo ao longo do dia. Não é de admirar que os Indivíduos Altamente Sensíveis após um dia de trabalho,  estejam super-estimulados e sem energia.  Infelizmente, empregos significativos de criatividade e uma missão são difíceis de encontrar hoje em dia. Parte, até mesmo, este modo de vida moderno exige uma certa quantidade de trabalho repetitivo, e a maior parte é, em última análise, impulsionada pelo lucro, não pela missão. Existem alguns criativos ou “significativos” (como o trabalho sem fins lucrativos), Empregos que os Indivíduos Altamente Sensíveis devem evitar Quaisquer trabalhos que estejam mais focados em vendas ou em números; Empregos que, por natureza, incluem muito confronto (como negociação). Qualquer trabalho em que o ambiente de trabalho pareça ser alto, agitado ou caótico. Trabalho que parece estar fortemente focado em “tempo de contato” com outras pessoas (ou clientes, ou trabalho colaborativo contínuo com colegas). Os sensíveis são ótimos com as pessoas, mas precisam de tempo privado para processar e desempenhar assim o seu trabalho de forma eficaz. Se o ambiente for rude, com um chefe de trabalho agressivo e uma dinâmica de trabalho stressante este emprego não é para os indivíduos altamente sensíveis. As melhores carreiras para pessoas altamente sensíveis Por exemplo, os indivíduos altamente sensíveis são encorajadores e motivam  aqueles que os rodeiam, ouvem os outros, prestam atenção aos detalhes. Possuem uma capacidade de empatia e resiliência fantástica.Geralmente, eles precisam de tempo para pensar sobre as coisas antes de entrar em ação. Eles são incansáveis,  ajudam incrivelmente os seus colegas de equipa, demonstrando a sua lealdade. E em todos os ambientes, eles captam nuances subtis e têm uma intuição muito apurada.  Esses pontos fortes sugerem que estas pessoas são brilhantes nas seguintes profissões: Enfermeiros, médicos e fisioterapeutas, bem como assistentes sociais, psicólogos e treinadores pessoais. As características fortes destes indivíduos, incluem: empatia, compaixão e percepção intuitiva das necessidades dos outros. Essas profissões podem ser uma ótima maneira de construir experiência profissional e ganhar dinheiro enquanto desenvolvem seus talentos, como o designer gráfico, o redator, o animador, o designer de cenários … qualquer um que coloca seus talentos artísticos para trabalhar como um emprego diário.  Optar por ser freelancer, dá uma certa flexibilidade e  autonomia que tanto desejam ter nas suas agendas. Muitos Indivíduos Altamente Sensíveis são profundamente espirituais e  de mente aberta. Manifestam ser mais intuitivos do que dogmáticos em relação à sua espiritualidade, e apresentam um extrema necessidade em escolher uma profissão onde a sensibilidade e a intuição  são valorizados. O mais importante da vida para os altamente sensíveis é gastarem o seu tempo com o que realmente importa. Um Indivíduo Altamente Sensível é uma boa escolha para se manter como líder à frente de uma empresa, ele criará uma atmosfera acolhedora e calmante, no qual, se destaca pela capacidade de construir um espaço harmonioso com uma equipe de funcionários leais que trabalham todos para um objetivo comum, o sucesso da empresa. Muitas organizações sem fins lucrativos não estão tão bem organizadas como as empresas tradicionais, e algumas usam uma boa missão para o justificar. Há tantas organizações sem fins lucrativos em que a cultura é saudável, cooperativa e focada em realmente criar o bem no mundo. As profissões sem fins lucrativos que são boas para os Indivíduo Altamente Sensíveiss, incluem funções administrativas, diretor executivo, marketing, gerente de associação, pesquisador / redatora de subsídios e, potencialmente, até grandes trabalhos de captação de recursos (dependendo de quão agressivos são os objetivos de financiamento e de como a cultura é favorável). Isso significa que os  esteas pessoas mais sensíveis têm uma vantagem distinta como engenheiros de software, criador de sites ou qualquer um destes recursos. Muitos trabalhos de tecnologia também apresentam uma atmosfera de trabalho mais descontraída e um foco no trabalho remoto, que também é benéfico para pessoas altamente sensíveis. Como uma pessoa Altamente Sensível, a melhor maneira de encontrar um emprego significativo é pensar em suas próprias forças pessoais e começar a partir daí – e prestar muita atenção na cultura de um local de trabalho antes de se inscrever. Fixa-te em um lugar que sintas ser estimulante e  verás que o trabalho pode ser divertido … e talvez chegues a casa sem sentir aquele cansaço mental e desgaste emocional que a maioria dos Indivíduos Altamente Sensíveis sentem. Natacha Seixas

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Ansiedade é um salvador ou um assassino?

A ansiedade é muitas vezes uma emoção angustiante que nos debilita e deixa-nos num medo de ter medo que aconteça tudo outra vez A ansiedade é muitas vezes uma emoção angustiante que nos debilita e deixa-nos num medo de ter medo que aconteça tudo outra vez e torna-se incapacitante conviver nesta condição. Deixamos de fazer o que fazíamos e mudamos a nossa vida toda em prol da ansiedade. Então, quais são as vantagens trazidas pela ansiedade? Um em cada quatro de nós experimentará ansiedade debilitante em nossa vida. As previsões são que este número aumentará drasticamente nos próximos anos. Mas vamos esclarecer: as emoções não fazem parte de nós simplesmente para serem “sentidas” ou vivenciadas, as emoções evoluíram como uma característica central da natureza humana, porque elas desempenham uma função – uma função evolutiva. Emoções individuais facilitarão o sucesso reprodutivo ou nos ajudarão a identificar e lidar com desafios específicos à aptidão reprodutiva – é por isso que, após milhares de anos de evolução humana, ainda sentimos emoções. E a ansiedade não é exceção a isso. A ansiedade é muitas vezes uma emoção angustiante e que, muitas vezes, parece mais debilitante do que propícia ou bem-vinda.  Então, quais são as vantagens trazidas pela ansiedade?  Primeiro, a ansiedade está associada a acontecimentos da vida, que por vezes são inesperados e nos fazem ter tamanha reação fisiológica e emocional. Quando nos sentimos ansiosos, temos a tendência a nos protegermos perante tal acontecimento que sentimos ser ameaçador, e imediatamente como que instintivamente procuramos o objeto ameaçador (como um carro que possa vir na nossa direção e que está a nos perseguir ou alguém para nos assaltar) ou informações ameaçadoras (por exemplo, a vizinha no café que está a relatar vários assaltos na zona onde vive). Essa mudança de atenção para coisas que podem ser ameaçadoras ocorre automaticamente e pré-conscientemente se instalam antes que tu te apercebas. E assim nós somos bombardeados por vários estímulos durante o dia, seja pela TV, seja pelas notícias do rádio, seja pelas pessoas que falam no café e inevitavelmente acabamos por ouvir a conversa e inconscientemente vamos assimilar as ameaças que se processam no nosso inconsciente e lá se instalam para mais tarde nos proteger ou por outro lado, se tornarem num medo exacerbado e em crença ilusórias e desproporcionais à realidade. Todos estes estímulos podem dar origem a uma ansiedade crónica e vivermos em estado de alerta e vigilância. Muitos de nós acrescenta algo ao que ouve. Muitas palavras são distorcidas e a forma como encaramos e interpretamos os factos também vão condicionar a realidade. Posto isto, uma coisa é o que ouvimos, outra é a realidade em si, e outra é o que fazemos com o que ouvimos. Portanto, toda uma interpretação demasiado complexa para chegarmos a uma conclusão geral, até porque falamos de seres humanos pensantes e com emoções distintas e formas de sentir que só o próprio individuo poderá explicar na sua essência como e de que forma e intensidade o sente. Mas teremos outro problema nunca chegaremos a sentir a verdade sobre o sentimento do outro porque o nosso sentir não é o seu sentir. Em um sentido evolutivo ou adaptativo, é de extrema importância termos a noção dos perigos do mundo em que vivemos. No entanto, há que saber destrinçar entre a informação importante da menos relevante. Ficamos alertados para possíveis ameaças que nos permitirão concentrar e lidar com elas. Mas, psicologicamente, pode ser muito emocionalmente exigente, como já referi,  este processo também fará com que  interpretemos muitas coisas como ameaças que acabam por não ser ameaças (ou seja, fazemos interpretações malignas quando, na verdade, são benignas).   Então, a ansiedade realmente funciona na prática? Sentir-se ansioso realmente confere vantagens práticas e adaptativas? Segundo estudos deo Psiquiatra, William Lee, que analisou a vida de 5.362 pessoas nascidas em 1946,  descobriu que aqueles que exibiam altos níveis de ansiedade (com base em avaliações de seus professores quando tinham 13 anos) eram significativamente menos propensos a morrer uma morte acidental do que aqueles com baixa ansiedade. Apenas 0,1% dos indivíduos ansiosos morreram acidentalmente, em comparação com 0,72% dos indivíduos não ansiosos. Não houve diferença entre os dois grupos quanto ao número de óbitos não acidentais. No entanto, após os 25 anos de idade, os indivíduos ansiosos começaram a exibir taxas de mortalidade mais altas devido a mortes relacionadas à doença do que os grupos não ansiosos. O Psiquiatra e os seus colaboradores, concluíram  que  a ansiedade ajuda as pessoas a sobreviverem a mortes acidentais potenciais até chegarem ao início da idade adulta do que o grupo de estudo não ansioso.  Mas quando se chega a jovem adulto e com capacidade de reprodução dos  genes para gerações futuras, a ansiedade pouco importa e é bem mais provável que se morra de outras doenças médicas do que no indivíduo não ansioso. Num outro estudo, os psicólogos Tsachi Ein-Dor e Orgad Tal, do Centro Interdisciplinar de Herzliya, em Israel, realizaram uma série de experimentos imaginativos sobre pessoas preocupadas e indivíduos ansiosos. Primeiro, eles descobriram que os preocupados sentem as ameaças – como detectar o cheiro do fumo – muito mais rapidamente do que os grupos não ansiosos. Em um segundo experimento, eles descobriram que os indivíduos ansiosos distraem-se menos quando tentam lidar com uma ameaça Neste último experimento, os participantes foram solicitados a completar uma tarefa de computador, mas o programa desenvolveu um vírus, que foi dito ao participante que ele havia ativado  (mas, na verdade, não o fez, foi ativado automaticamente como parte do experimento). Depois disseram que deveriam procurar apoio técnico com urgência. Enquanto tentavam fazer isso, eles foram apresentados a uma série de “obstáculos” adicionais, como um estudante atirar uma pilha de papéis para o chão em cima dos seus pés, e outro a pressionar para que estes completassem uma pesquisa. Os participantes ansiosos eram os menos propensos a se distrair com esses desafios, e eram mais propensos a obter o suporte técnico necessário mais rápido. Mas por um lado, se a ansiedade nos faz manter o foco

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A Ansiedade é uma Ilusão?

Se o mundo moldou a ansiedade como uma ferramenta adaptativa útil, de onde vêm as perturbações de ansiedade? Os problemas de saúde mental baseados na ansiedade são relativamente comuns, e cerca de 30 a 40% dos indivíduos nas sociedades ocidentais desenvolverão um problema relacionado à ansiedade em algum momento de suas vidas. Mas por que? Muitas pessoas argumentam que sentir-se ansioso tem benefícios reais – como fazer com que tenhamos um desempenho eficaz em circunstâncias desafiadoras. De fato, é altamente improvável que uma emoção comum como a ansiedade teria evoluído se não tivesse benefícios adaptativos importantes. No entanto, para muitas pessoas, a ansiedade torna-se um problema e não um benefício. Tantas são as pessoas com problemas de ansiedade e ataques de pânico que aparecem no meu consultório diariamente. Então, se o mundo moldou a ansiedade como uma ferramenta adaptativa eficaz para usarmos, de onde vem a ansiedade como uma experiência incapacitante? Nós só precisamos começar a examinar algumas das crenças que os que sofrem de ansiedade têm sobre o mundo e sobre si próprios. Reparo que maioria das Perturbações de Ansiedade mais comuns são alimentadas por um conjunto de crenças disfuncionais que simplesmente não representam a realidade objetiva do mundo e, nesse sentido, podem ser caracterizadas como crenças “ilusórias”. É claro que a experiência de ansiedade não é uma ilusão – especialmente quando é angustiante e incapacitante e limitam muito a nossa vida. Mas as cognições e crenças que o geram frequentemente são. Em baixo cito algumas Perturbações de Ansiedade para melhor entendimento: 1. Quando alguém é diagnosticado com uma fobia específica (medo das alturas), o gatilho fóbico geralmente provoca extrema ansiedade e, muitas vezes, pânico. Mas os indivíduos com fobias específicas geralmente desenvolvem um conjunto de crenças irracionais extremas sobre a fobia e manifestam a ansiedade sem nenhuma semelhança objetiva com o risco de prejuízo que o  estímulo representa 2. Perturbação do pânico é muito comum e debilitante em que os indivíduos experimentam ataques de pânico regulares incontroláveis. A maioria das pessoas experimentou um ou dois ataques de pânico, mas o que facilita o desenvolvimento de ataques de pânico individuais em ocorrências diárias regulares e debilitantes é uma crença disfuncional subjacente de que todas as sensações corporais predizem algum evento médico catastrófico (como um ataque cardíaco ou enlouquecer). No entanto, um ataque de pânico raramente – ou nunca – leva a resultados tão catastróficos. A percepção do indivíduo sobre o risco é maciçamente desproporcional à realidade do que é objetivamente provável que aconteça e age apenas para manter esses repetidos ataques de pânico. 3. Os ansiosos vivem em preocupação sistemática. A Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG) – é de preocupação patológica e incontrolável como sua característica diagnóstica cardinal. Então, aqueles com um diagnóstico do PAD realmente têm muito com o que se preocupar? Provavelmente não. Mas o que tais indivíduos possuem é um conjunto de crenças de que a preocupação é uma coisa necessária e importante a ser feita – caso contrário, coisas ruins acontecerão. Mas fique a saber que 90% das coisas que se preocupam nunca chegará acontecer. 4. A Perturbação Obsessivo-Compulsivo (POC) é um problema relacionado à ansiedade no qual o paciente experimenta pensamentos obsessivos incontroláveis ​​e pode desenvolver rituais compulsivos que funcionam para neutralizar a ansiedade que essas obsessões causam (como lavagem compulsiva ou contagem compulsiva). Mais uma vez, este é outra perturbação de ansiedade que é sustentado por crenças sobre o mundo que são extremamente desproporcionais à ameaça objetiva representada pelos medos do indivíduo. Por exemplo, o medo de contaminação ou doença que perturba a mente de quem lava muitas vezes as mãos  é significativamente desproporcional ao risco real de contaminação e desproporcional às atividades de lavagem ritualizadas que o indivíduo precisa realizar para se sentir seguro. Esses são apenas alguns exemplos das crenças disfuncionais do mundo dos ansiosos. Tais crenças não refletem a realidade do mundo em termos do risco objetivo que os objetos e eventos temidos representam para o indivíduo e agem para desenvolver e manter uma série de perturbações de ansiedade. Infelizmente, sabemos muito pouco sobre como essas crenças “ilusórias” se desenvolvem, mas sabemos que elas agem para manter os sintomas de ansiedade, e fazem isso de uma maneira muito simples. Muitas podem estar associadas a traumas que levaram a pessoa a controlar-se tanto e desabar desta forma. Mas tudo se passa ao nível do inconsciente. A ansiedade severa dá origem a respostas de evitação – comportamentos projetados para garantir que as “coisas más” relacionadas à ansiedade não aconteçam ou sejam evitadas. O que isto significa na prática é que as crenças disfuncionais mantidas por indivíduos ansiosos irão continuar da mesma forma porque eles não tentam ultrapassar os seus medos e assim não conseguem provar a si mesmos que estes medos são “ilusórios” e produtos das suas mentes. Estas sensações de medo criam um desconforto horrível para quem sofre desta perturbação. Natacha Seixas

Psicopatologia Infantil

Afinal, o que é a Ansiedade?

O que é ansiedade?  O que é exatamente a  ansiedade, e por que estraga tantas vidas? Os problemas com base na ansiedade são muito comuns e cerca de 30 a 40% dos indivíduos nas sociedades ocidentais desenvolverão um problema relacionado à ansiedade em algum momento de suas vidas. Os livros de Auto-Ajuda são cada vez mais para aliviar o stress em que cada individuo se depara hoje em dia. Até para crianças já existem livros sobre ansiedade. A Ansiedade está em todo lado e é preciso tratar dela. Para muitas pessoas, a ansiedade é uma experiência angustiante que as impede de realizar muitas atividades do dia-a-dia, como ir para o trabalho, para a escola, cuidar da família e socializar-se. Quero que fique bem esclarecido que a Ansiedade é um processo normal inerente ao ser humano. Todos nós experimentamos ansiedade em certas situações da vida e em alguns momentos podemos estar mais ansiogénicos do que em outros. É uma emoção que pode ser benéfica em determinados eventos da vida. Quem já não sentiu ansiedade quando deu o primeiro beijo? Quem já não sentiu ansiedade na primeira entrevista de emprego? A ansiedade é sinal de emoção e responsabilidade e  lembra que tens de te comportar de determinada maneira mediante o estímulo. 1. A ansiedade é uma emoção adaptativa e nós a sentimos de duas formas, física e mentalmente: As reações físicas incluem músculos tensos e boca seca, sudorese e tremor e dificuldade para engolir. O coração começa a bater rápido e manifestamos estados de alerta e vigilância. Mas tenho que deixar bem claro que a ansiedade não é a mesma coisa que o medo. O medo é uma emoção muito básica, e muitas reações de medo são respostas reflexivas a ameaças imediatas que foram biologicamente pré-programadas ao longo de muitos milhares de anos de evolução seletiva. E estas reações manifestam-se por um susto repentino de sobressalto, que podem ser por um barulho ensurdecedor , sombras assustadoras, movimentos rápidos em direção a nós, como por exemplo, um leão que tenta atacar-nos de olhos fixos em nós. Logo, o que o ser humano faz, é colocar-se em posição de luta e fuga, os níveis de adrenalina e cortisol sobem drasticamente. Isto não são sintomas de ansiedade mas semelhantes a um Ataque de Pânico, só que aqui há uma causa. Nos Ataques de Pânico da era moderna não existe uma causa especifica em que nos possamos referenciar. 2. Há indivíduos que vivem a ansiedade generalizada como se de um Oceano se tratasse mas na verdade apenas um lago há para ultrapassar. Quando a pessoa assim é arranja formas de catastrofizar o futuro e vive a vida de forma sobressaltada, vivendo o dia com problemas do tamanho de um oceano. Enquanto que as pessoas não ansiosas vêem apenas como um lago que têm que ultrapassar e vivem a vida mais tranquilamente e obtém mais sucesso nas suas decisões.  3. Quando a ansiedade é gerenciada dentro dos padrões normais, as ameaças e desafios futuros, bem como, o sucesso na tomada de decisões e o seu fecho final vai depender da personalidade de cada um e desempenho para lidar com determinadas situações. Diferentes pessoas terão abordagens diferentes para lidar com uma ameaça ou desafio futuro. Algumas pessoas serão orientadas a problemas e tentarão encontrar uma solução lidar com a ameaça (por exemplo, ter já uma estratégia de coping para lidar com um exame que sabe que será difícil: a estratégia pode ser estudar por esquemas,  alargando os dias e estudos.). – Mas existem indivíduos mais negativos, outros com dificuldades na gestão do tempo, e simplesmente evitam certas situações geradoras de ansiedade (por exemplo, decidem não ir àquele jantar de curso porque pode ser demasiado embaraçoso para ele). Mas este mecanismos de evitação e fuga só adiará o fato de não saber e o que realmente poderá acontecer, uma vez que o medo só existe na tua cabeça, o que realmente acontece só existe na tua imaginação. Na verdade não sabes o que vais sentir se não fores realmente a esse jantar. Este argumento de evitação e fuga só vai fazer com que os teus medos se solidifiquem cada vez mais e se transformem em crenças não reais e limitantes. Esta forma de lidar com os sintomas físicos da ansiedade, que se desenrolam como tentativa de adaptação da emoção à situação torna-se angustiante por culpa do nosso pensamento. Ele tem o poder de criar produtos imaginários que criam todo um cenário de medo antecipado. Isto é algo muito sério e difícil de ultrapassar. No entanto, em terapia existem métodos que se têm mostrados ser bem sucedidos para identificar os tipos de “pensamento” que criam estas emoções angustiantes que te podem ajudar a mudar estas maneiras de pensar para aliviar todo o quadro angustiante associado à ansiedade. Natacha Seixas

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O que causa as fobias?

Já existe muito tempo que se tenta compreender as fobias, desde a altura de Freud o psicanalista que tentou explicar as fobias, seguindo-se o behaviorista J.B. Wayson e o condicionamento clássico de Pavlov,  que remonta ao famoso estudo “Little Albert” relatado por Watson & Rayner em 1920. Albert era um bebê de 11 meses de idade, e Watson & Rayner tentou condicionar nele um medo de seu rato branco de estimação.   Eles colocaram uma barra de ferro a fazer um barulho altamente assustador, para que este evento de medo induzido assustasse o pequeno. Depois deste estudo altamente anti-ético, o bebé sempre que via o rato a entrar na sala chorava. Provavelmente não é o caso de todas as fobias resultarem de episódios de condicionamento traumático, mas há fortes evidências de que as experiências de condicionamento traumático são responsáveis ​​pela aquisição de muitas fobias, como a fobia de ir ao dentista, fobia a palhaços, o medo das alturas, medo de elevadores,  e a maioria das fobias de animais (cães, baratas, ratos). O fato de que as fobias tendem a se concentrar em um conjunto limitado de medos que têm significado evolutivo levou alguns pesquisadores a sugerir que podemos ser biologicamente pré-condicionados para adquirir certas fobias. Em 1971, Martin Seligman refere que temos um sistema biológico que nos ensina que somos predispostos biológicamente a temer o perigo, como cobras, aranhas, alturas e água, porque elas ameaçavam a vida de nossos ancestrais. Nossos antepassados, que desenvolveram uma predisposição biológica para temer esse tipo de estímulo, teriam maior probabilidade de sobreviver e de passar essa predisposição do medo para as futuras gerações. Estes relatos até podem ter a sua validade mas temos de ser coerentes e cautelosos e aceitá-los com base em evidências existentes. Não temos como saber que uma fobia a alturas poderá ser originária de origem biológica ancestral. Não podemos ficar reduzidos a uma só visão. Vários tipos de fobias podem ter sua origem em vários processos diferentes. Não há razão pela qual a aquisição de todas as fobias deva ser explicada por um único processo – e as evidências agora estão se acumulando para sugerir que tipos diferentes de fobias são adquiridos de maneiras bem diferentes. Muitas das  fobias são causadas por experiências de condicionamento traumático e crenças negativas. Muitas outras fobias comuns não parecem ser caracterizadas por uma experiência traumática desde o início – na verdade, os pacientes muitas vezes não conseguem lembrar o início exato de uma fobia e permanecem a nível do inconsciente, o que sugere que ela pode ser gradual e precipitada por fatores que não são imediatamente óbvios. Estudos recentes  sugerem que pelo menos algumas fobias estão relacionadas com emoções de desgosto, como a perda de um ente querido. Indivíduos que manifestem repugnância aranhas, baratas, e outros animais, apresentam uma tendência maior para ter fobias a estes animais, que o mesmo se pode dizer no medo das contaminações, como tirar sangue, levar injeções, beber do copo dos outros, pegar em objetos que pessoas doentes pegaram, etc.  As fobias específicas podem ter várias causas diferentes envolvendo fatores de vulnerabilidade e processos psicológicos distintos. Muitas destas fobias levam à Ataques de Pânico e à Perturbação do Pânico. Por isso, é aconselhável logo quando diagnosticada ser devidamente tratado. É por isto que nós  terapeutas precisamos examinar mais de perto as diferentes causas para construir tratamentos eficazes e bem-sucedidos. Natacha Seixas

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