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Depressão

A depressão é uma desordem que mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, desde jovens a mais velhos. A depressão define-se como um distúrbio afetivo que atingem a autoestima, a inferioridade, o autoconceito, tristeza, pessimismo. Por isso é difícil ficar melhor apenas pela força de vontade, até porque é provável que a força de vontade esteja muito baixa. A depressão afeta mais as mulheres do que os homens. Os pesquisadores acreditam que existe uma vulnerabilidade para a Depressão, que é herdado geneticamente por essa vulnerabilidade e um dos possíveis mecanismos é na alteração de substâncias designadas por neurotransmissores que são responsáveis pelo funcionamento cerebral. Os estudos epidemiológicos mostram que a depressão sempre existiu o que mudou foi a capacidade de reconhecê-la. A Depressão é o último estado da dor humana e para a psicologia define-se por um quadro patológico de tristeza profunda permanente, que podem ser acompanhados por irritabilidade e intolerância (que pode levar a conflitos diferentes e que pode conduzir a sentimentos de culpa).  Na depressão a culpa passa a ser uma parceira constante. A Organização Mundial de Saúde (OMS), revela que a Depressão é a doença mais incapacitante do Mundo e muitas vezes é confundida com um sentimento de tristeza e entender as diferenças é fundamental para o diagnóstico precoce. A nível emocional as pessoas podem sentir-se tão impotentes e apáticas, sem vontade de nada que tendem a isolar-se de tudo isolando-se também das pessoas. Isolando-se socialmente e tentativas de suicídio. Uma das maiores causas do afastamento do trabalho é a depressão. A depressão é tão séria e a prevalência é tão grande que chega a levar ao suicídio e inutilizar a pessoa para o trabalho e processa-se ao nível do inconsciente. A pessoa não tem controle sob a sua condição. A depressão já é tão conhecida das pessoas. Há atualmente tanta informação e tratamentos com altos níveis de eficácia. Mas há existe o estigma social e as pessoas evitam procurar o profissional adequado para se tratarem. A depressão pode afectar qualquer pessoa. Homens e mulheres de todos os grupos etários, níveis de educação e estatuto socioeconómico podem sofrer de depressão. Um quadro de depressão afeta todas as áreas da vida: casamento, família, amigos, os cuidados parentais, a intimidade, o trabalho, os estudos, a carreira e as finanças. Muitos pacientes confundem depressão com tristeza profunda. Mas existe muitas diferenças. A tristeza é uma emoção momentânea e passageira. A depressão é a incapacidade de sentir prazer pelos prazeres da vida. Trata-se de uma Perturbação Psicológica que pode levar ao suicídio e ter resultados fatais enquanto que a tristeza o máximo que pode acontecer é quando nos levantamos da cama quem está à nossa volta levar com o nosso mau humor. SINTOMAS DA DEPRESSÃO Fraqueza Apatia Desânimo Baixo-autoestima Insónia ou Hiperinsónia Diminuição da concentração Diminuição da memória Aumento ou diminuição da libido Sentimentos de desesperança Negativismo Ansiedade Dificuldades em sair da cama Vazio afetivo e emocional Tentativas de suicídio. Manter uma alimentação equilibrada para produzir os neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar O funcionamento do intestino é muito importante porque produz serotonina que leva ao bem-estar daí a importância para uma alimentação saudável. Quanto mais peso se ganha mais deprimido se fica. Frutas, legumes e verduras Carnes brancas e peixes Castanhas CAUSAS DA DEPRESSÃO A depressão é de carater biopsicossocial e varia de pessoa para pessoa.  As causas podem estar na origem de: Processo de luto, seja por morte de um familiar, seja por o térmico de uma relação (divórcio) ou por um acontecimento traumático (acidente, diagnóstico de cancro); Antecedentes familiares; Abuso de substâncias (drogas, álcool); Traumas na infância; Violações; Caraterísticas inerentes à personalidade: baixa autoestima, autocrítica e pessimismo; Gravidez, parto, menopausa; Problemas conjugais e relacionais; Isolamentos social; Problemas financeiros (extrema pobreza, dividas). Orientação sexual não aceite pelos familiares e/ou por amigos ou por outrem. EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE DEPRESSÃO Depressão Recorrente ou Depressão Maior: A Perturbação Depressiva Major é caracterizado por um humor depressivo persistente e penetrante ou perda de interesse e / ou prazer na atividade diária que dura pelo menos 2 semanas.  Distimia: Depressão crónica que persiste ao longo do tempo. No entanto os sintomas são mais leves do que a depressão. Mas a pessoa sente-se recorrentemente triste. Perturbação Disruptiva da Desregulação do Humor: A Perturbação Disrutiva  da Desregulação do Humor (PDHD) é um distúrbio relativamente novo que descreve crianças que têm explosões de raiva frequentes e irritam-se facilmente. Perturbação Depressiva Sazonal: Este tipo de depressão  ocorre sazonalmente durante alterações do clima, no  Outono ou no Inverno. Normalmente, as pessoas recuperam o seu estado de ânimo quando a estação que lhes fez ficar depressivos termina. Depressão Depressiva Breve Recorrente: Trata-se de uma forma ligeira e menor de depressão que pode comprometer o funcionamento normal da pessoa. Afecta principalmente jovens, sendo caracterizada por períodos breves de humor deprimido ou misto (alternadamente humor deprimido e normal). Duram tipicamente menos de duas semanas, mas de elevada recorrência. Depressão Bipolar: doença mental grave caracterizada por alterações extremas do humor, configurando episódios de mania e depressão. Episódio Misto de Ansiedade e Depressão: Apesar de a ansiedade e os sintomas psicológicos e somáticos que a acompanham serem características comuns da depressão, e de os sintomas depressivos estarem frequentemente presentes nas perturbações de ansiedade, em geral é fácil diagnosticar se a depressão é o principal problema. Em todo o caso, no misto de ansiedade e depressão, existe uma combinação equilibrada entre os sintomas de ansiedade e de depressão. A depressão é uma condição séria. Não subestime a gravidade da depressão. A depressão deixa qualquer um exausto, pessimista e desmotivado.  Os sintomas da depressão não são pessoais. Não é nada de pessoal contra si. O estado depressivo, obriga a que as pessoas deprimidas muitas vezes digam coisas prejudiciais e acabam por dizer coisas da boca para fora. Ocultar o problema não vai fazer desaparecer. Se tu és amigo da pessoa deprimida não sejas um facilitador. Não alimentes a depressão. Na verdade, isso pode impedir a pessoa deprimida de buscar tratamento. TRATAMENTO Psiquiatria/Psicologia Antidepressivos; benzodiazepinas; estabilizadores de humor. Terapia cognitivo comportamental Foque em crenças e padrões

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Distimia -Perturbação Depressiva Persistente

DISTIMIA é uma depressão crónica que persiste ao longo do tempo. No entanto os sintomas são mais leves do que a depressão. Mas a pessoa sente-se recorrentemente triste. Os sintomas da distimia em adultos são: Sentimentos de culpa Falta de apetite Diminuição da produtividade Evita atividades sociais Perda de interesse nas atividades diárias Sentimentos de tristeza Autocrítica Sentimentos de desesperança Falta de energia Fadiga Baixa auto-estima Dificuldade de concentração Dificuldade na tomada de decisões Comer excessivamente Insónias Em crianças, os sintomas de Distimia podem incluir: Uma atitude pessimista Irritabilidade Baixo rendimento escolar baixo Imaturidade social É perfeitamente normal sentir-se triste ou desconfortável quando se depara com situações de stress na vida. Mas se for portador de com a distimia, saiba que se não procurar tratamento estes sentimos duram por anos e interferem nas relações e atividades diárias. Causas da Distimia  Não se conhece a causa exata para o transtorno depressivo persistente. É semelhante ao diagnóstico da Depressão. Pesquisadores apontam para causas: Bioquímicas, na medida que as substâncias químicas do cérebro chamadas neurotransmisores, que estão vinculados com o humor, podem desempenhar um papel na causa do distimia. Genéticas, a depressão parece apontar para uma vulnaverabilidade genética. Ambientais, situações imprevisiveis e inesperadas, como a perda de um entequerido, as dificuldades financeiros e um nível de stresse elevado. Tratamento Medicamentos: Os fármacos mais comuns ​​para tratar a distimia são os antidepresivos, electivos inibitórios da recaptação de serotonina (SSRI), os Inibidores de monoaminooxidasa (MAOI), os Inibidores da recaptação de serotonina e norepinefrina (IRSN) e os medicamentos de gerações mais antigas os antidepresivos tricíclicos (ATC). Quando se tem Distimia, é possível que necessite tomar antidepressivos a largo prazo para manter os sintomas sob controle. O seu Psiquiatra saberá qual a melhor opção para si. É fundamental um acompanhamento Psicoterapêutico. E porquê? A psicoterapia pode ajudá-lo a aprender sobre a sua doença e estados de animo, sentimentos, pensamentos e comportamentos. Seja o accionista da sua vida, tome controle dos seus sentimentos e estados de ânimo e aprenda a lidar com eles. É muito importante que aprenda a monotorizar as suas emoções, fazer  a própria gestão do stress  e ser o autor da sua própria história. Faça terapia e sinta-se livre na tomada de decisões e atitudes. Eleve a sua autoestima e autoconceito. Aprenda a refletir e ser o que realmente deseja e não se deixe manipular por fatores exteriores a si. Se tem algum sintoma de Distimia, procure ajuda de um profissional de Saúde Mental. Só somos tratados de forma eficaz, se o diagnóstico estiver correto. MARQUE A SUA CONSULTA NATACHA SEIXAS  

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12 Estágios do Síndrome de Burnout

Burnout é um estado de exaustão profunda. Os cientistas, Herbert Freudenberger e Gail North (1970), desenvolveram 12 estágios do Síndrome de Burnout: A compulsão de provar a si mesmo: Têm uma ideia obsessivas de quererem ser os melhores e prontificam-se a fazer de tudo, exigem muito de si mesmos. Trabalham de forma exaustiva: incapacidade de desligar. Negligência de necessidades básicas: dormir pouco, comer à pressa e qualquer coisa serve com isolamento interpessoal. Retiram-se de Conflitos: descartam-se dos problemas; mas sentem-se ameaçados, em pânico e nervosos. Revisão dos Valores : Os valores são distorcidos, amigos e familiares demitidos, os hobbies são encarados como irrelevantes. O trabalho é o único foco. Negação de problemas emergentes : intolerância; perceber os colaboradores como estúpidos, preguiçosos, exigentes ou indisciplinados; contatos sociais mais difíceis; cinismo, agressão; os problemas são vistos como causados ​​pela pressão do tempo e pelo trabalho, não por causa das mudanças de vida. Retirada : escassez de vida social, para sentir alívio do stress como recorrer ao álcool/ drogas. Mudanças comportamentais ímpares : alterações drásticas nas mudanças de comportamento. Despersonalização: não enxergar nem o eu nem os outros como valiosos e não mais perceber as próprias necessidades. Vazio Interior : sensação de vazio interior e para preencher essa vazio ou come compulsivamente, procura sexo, abusa no álcool ou drogas e as atividades são frequentemente exageradas. Depressão : sentindo-se perdido e inseguro, exausto, o futuro parece sombrio e sombrio. Síndrome de Burnout: pode incluir colapso mental e físico total; tempo para atendimento médico completo.Como se pode verificar, os sintomas do burnout variam de comportamentos leves, moderados a graves, que se tornam muito preocupantes. Provavelmente, todos nós já nos deparamos com algum colega nosso no trabalho com algum destes sintomas. Não se esqueça dos sinais de alerta apenas porque eles, numa fase inicial, parecem suaves. Se perceber em si ou em alguém familiar ou até colega de trabalho estes sintomas não hesite em procurar ajuda poderá estar a salvar uma vida.   NATACHA SEIXAS

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Quatro fases do Stress

Até que o Stress atinja o esgotamento físico e mental passa por 4 fases: alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão. Alerta: esta fase carateriza-se pelo stress positivo. Ocorrem mudanças hormonais que geram sentimentos positivos, como motivação e coragem, que levam o indivíduo a ser mais produtivo. No entanto, devido ao ritmo acelerado o corpo físico já começa a dar sinais de alerta de que algo já não está bem, como dificuldades para dormir, tensão muscular, taquicardia, sudorese, respiração ofegante e irritabilidade. Resistência: Esta segunda fase, o corpo aumenta a capacidade de resistência além do que podemos suportar para tentar manter a homeostase interna (equilíbrio interior). Os sintomas aumentas e o cansaço físico e mental é o sintoma predominante, acompanhados de lapsos de memória, perda de apetite, queda de cabelo, problemas na pele e bruxismo (ranger os dentes). Quase-Exaustão: Nesta fase o sistema imunitário começa a enfraquecer de forma drástica e dá-se uma acentuação dos sintomas, predominando o cansaço e a ansiedade. Exaustão: Nesta última fase do stress, o indivíduo já não consegue se manter física e psicologicamente bem para realizar as suas atividades diárias. O cansaço torna-se crónico e as doenças mais graves começam a aparecer.É comum o indivíduo desenvolver úlcera, insónia, diabetes, hipertensão, dificuldades sexuais, Depressão e Síndrome de Burnout. Nessa fase, é preciso procurar ajuda profissional para se recuperar, pois o corpo está em completo estado de exaustão e não consegue restaurar-se sozinho.   NATACHA SEIXAS

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Síndrome de Burnout

A palavra Bournout foi criada pelo psicanalista nova-iorquino Freudenberger na década de 1970. É a junção do inglês burn (queima) e out (exterior), que traduzindo do inglês algo como queimar por completo, fritar-se. Burnout é uma desistência de quem ainda está lá. Encalacrado em uma situação de trabalho que não pode mais suportar, mas também não pode desistir. O trabalhador arma, inconscientemente, uma retirada psicológica, um modo de abandonar o trabalho, apesar de continuar no posto. Codo e Vasques-Menezes (1999) Burnout é um estado de exaustão emocional, mental e física causada por um estado de stress intenso e prolongado. Ocorre quando o indivíduo sente sobrecarregado, emocionalmente esgotado e incapaz de atender às solicitações constantes. À medida que o stress aumenta a pessoa começa a ter dificuldades de resposta e falta de iniciativa e motivação para continuar a exercer as suas funções e tudo parece demasiado difícil e sombrio. O burnout reduz a produtividade e desgasta a energia de qualquer um, e faz com que o sujeito comece a sentir emoções de desespero e desesperança, prevendo um mau resultado para o seu futuro.  O Síndrome de Burnout prejudica todas as áreas da vida do indivíduo afetado, como a vida social, laboral e de casa. Procure ajuda imediata de um profissional de Saúde Mental, se: __apresenta os seguintes sintomas e os mesmos persistem por mais de duas semanas: Sentimentos contínuos, tristes, ansiosos ou vazios; Sentimentos de desesperança; Sentimentos de culpa, inutilidade ou desamparo; Irritabilidade ou inquietação; Perda de interesse em atividades ou hobbies que já foram prazerosos, incluindo sexo; Cansaço constante; Dificuldade em se concentrar, lembrar detalhes ou tomar decisões; Insónias ou hiperinsónias; Diminuição ou aumento do apetite; Pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio; Dores constantes, dores de cabeça, cãibras ou problemas digestivos que não desaparecem; Muitas dificuldades em sair da cama para ir trabalhar; Procrastinar, dispensa mais tempo para fazer as coisas Isola-se das outras pessoas (deixa de sair com os amigos e inclusive de atender os telefonemas); Descarrega as suas frustrações no outro; Desresponsabilização; Abuso de substâncias ilícitas; Ignora o trabalho, entra tarde e sai cedo; Sistema imunitário enfraquecido. Pode estar a sofrer de esgotamento emocional por excesso de trabalho, mais conhecido por Síndrome de Burnout. Diferenças entre Stress e Burnout Estresse vs. Burnout Stress Esgotamento Caracterizado por overengagement (estado de alerta constante, hipervigilante, sensação de comprometimento com o stress e situações em si) Caracterizado por desengajamento (desinteresse por tudo). Emoções são exageradas Embotamento emocional Requer reposta urgente e produz inquietação Produz desamparo e desesperança Perda de energia Perda de motivação, ideais e esperança Perturbação de ansiedade Desapego e depressão O primeiro prejuízo pode ser físico O primeiro prejuízo pode ser emocional Pode matá-lo prematuramente Sentimentos de que a vida não vale nada, vontade de desistir Quanto mais precoce for diagnosticado a doença mais rapidamente se recupera. É importante que a Entidade Patronal tenha conhecimentos destas situações e promovam a prevenção da Saúde Mental para bem-estar dos seus funcionários e do próprio rendimento dos mesmos. Acredite que o Síndrome de Burnout pode matar. Traços de Personalidade mais susceptíveis ao Síndrome de Burnout Personalidades do Tipo A: indivíduos perfecionistas, ambiciosos mas muito stressados. Pessoas muito pessimistas. Pessoas muito perfecionistas. Pessoas que têm necessidade de ter o controle das situações. Alguma dicas de prevenção: Para que não tenha que passar pelas chamas do fogo, totalmente queimado, do estado de Burnout, mantenha uma atitude positiva perante a vida. Faça exercício físico, no mínimo, 3 vezes por semana. Mantenha o contato com a natureza. Pode optar por actividades com os amigos e família ao ar livre. Tire férias. Faça folgas. Conviva com os amigos. Mantenha relacionamentos positivos. Afaste-se de relacionamentos tóxicos. Se conhece pouca gente é hora de aumentar a sua rede de contatos. Mantenha uma alimentação saudável e reduza os alimentos que provoca alterações no estado de humor: gorduras trans, açucar, carboidratos refinados, produtos altamente processados e industrializados. Evite a nicotina e beba álcool com moderação.  Tome suplementos de ómega 3 que ajudam no melhor funcionamento do cérebro e ajudam no bem-estar. NATACHA SEIXAS Saiba mais 12 Estágios de Burnout                         4 fases do Stress      

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Porque insistimos em relacionamentos que nos fazem mal

Muitas são as pessoas que chegam ao meu consultório, angustiadas, em pânico, com depressão pelo fato, de estarem em um relacionamento de sofrimento. De repente, o encanto se perdeu, a magia se acabou e todas aquelas juras de amor eterno desmorou, a admiração e até o respeito deixaram de fazer sentido. Para muitas pessoas, esses são os sintomas mais evidentes que precedem o fim de um relacionamento, mas para outras é apenas o início de uma nova fase, difícil de aceitar, mas muitos acreditam que é a fase calma do amor ou até uma fase menos boa da relação. Manter-se em um namoro ou casamento massacrados pode ter consequências desastrosas, mesmo assim são imensas as pessoas que insistem manter as aparências e a relação fracassada. Conheça os principais motivos e descubra que o fim pode ser o início de um novo começo. O QUE ADIA A “SEPARAÇÃO”  1 – Os filhos Embora seja de conhecimento de todos a máxima que afirma que filhos não seguram relacionamentos, muitos casais abdicam da própria felicidade em nome do bem estar dos filhos e evitam se separar para não causar traumas e sofrimentos. De fato, as crianças devem ser preservadas de todas as crises que fazem parte de qualquer relacionamento, mas é preciso ver se inconscientemente não serão os adultos a usarem as próprias crianças para manterem o que já terminou. Dependendo da idade e da personalidade da criança, uma separação pode ser traumática, mas o fundamental é que os filhos entendam que a relação entre eles e os pais são vínculos eternos, ou seja, é preciso que a criança fique perfeitamente esclarecida que quem se separa afetiva-emocionalmente são apenas os pais entre si e nunca eles. As crianças são astutas e apercebem-se de tudo o que as rodeia e crescer em um ambiente onde a infelicidade e as discussões são uma constantes interferem no seu desenvolvimento, por isso entenda que as crianças um dia crescerão e da mesma maneira que pais querem ver os filhos felizes, filho nenhum quererá viver numa casa infeliz. 2 – Dependência financeira Ao se casarem, muitas mulheres abrem mão da vida profissional para se dedicar com exclusivamente à casa, ao marido e principalmente aos filhos. O conflito começa a acontecer quando a mulher começa a necessitar de mais e manifesta comportamentos e atitudes de insatisfação com sua relação. Sente falta de aprovação laboral e por se manter afastada do trabalho à algum tempo a auto-estima e sentimentos de inutilidade começam a rondar a sua mente. Verificam que perderam a capacidade de autonomia. Não têm meio de sustento para si nem para os seus filhos. É quando se vêem totalmente dependentes do marido e a maioria tende a conformar-se com a situação. É por este motivo que aparecem os dissabores das patologias mentais por prisões do inconsciente. Embora já se verifique em muitos casais dependência financeira em ambos os casos, seja por parte da mulher, seja por parte do homem, em que os dois estão empregados e o salário de um não chega para própria sobrevivência. Neste caso, é importante avaliar se essa zona de conforto é tão confortável assim ao ponto de hipotecar o futuro e a felicidade. 3 – Comodismo O comodismo é um dos principais motivos para manter-se em um relacionamento menos bom. A pessoa acredita que nada pode fazer para melhorar a relação e acomoda-se ao seu apático destino. Como ganho secundário de um mau relacionamento a pessoa opta por acomodar-se à situação e como escape isola as suas mágoas numa outra relação em simultâneo. Acredite que pode demorar o seu tempo, mas a separação após um relacionamento sem sucesso pode ter um saldo positivo e fundamental para que a pessoa evolua como ser humano. 4 – Esperança de que tudo irá melhorar Quando nos apaixonamos tudo é um paraíso e amor eterno. Um dia acorda-se com o príncipe no outro com o sapo. Existem mulheres que passam anos esperando que esse príncipe volte, se é que ele algum dia tenha existido em outro lugar além de sua própria imaginação. A constatação de que aquele homem maravilhoso só era visto pelos olhos de uma paixão que já não existe mais pode ser duro, mas admitir que fez uma escolha errada pode ser mais fácil e satisfatório do que permanecer em uma relação onde nenhuma das partes tem nada de bom a oferecer ao outro. É óbvio que terminar um relacionamento não é fácil, mas viver infeliz é certamente mais doloroso. Não adie a felicidade, assuma o controle da sua vida e evite mais sofrimento. 5 – Culpabilidade São muitas as mulheres que se culpabilizam pelo fato da chama apagar. Questionam-se onde erraram e lamentam não investirem mais na relação. Tudo na vida caminha para a entropia (tendência para o desgaste) e não há culpados. Foi bonito, apaixonante mas um dia acaba. Da mesma forma que uma relação é construída a dois, ela pode ser destruída por ambas as partes, sem que nenhum dos dois tenha refletido sobre isso. Não se massacre com o que não deu certo. Não se conforme numa relação que já não lhe dá prazer. Não viva o presente com a felicidade do passado. Já era, agora já não é e amanhã não será, certamente. Invista na vida, invista em si, agradeça a felicidade do que passou nesse que já foi bonito relacionamento e aceite a sua verdade. Sonhe alto porque novas oportunidades virão. 6 – Medo de ficar sozinha Quando assumimos uma relação ou nos casamos não pensamos num afastamento ou divórcio. Mas se por alguma razão aconteceu e a relação acabou, cada um tem de seguir o seu caminho e ser feliz. Ninguém está livre de se apaixonar dentro do casamento. Ás vezes o medo de ficar sozinho leva ao comodismo relacional e ao mesmo dissabor, todos os dias. Não será um  relacionamento sem amor e, às vezes até com traição mais assustador que recomeçar do zero. Ninguém é propriedade. Ninguém terá de ficar com outro alguém por pena ou por obrigação.

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Como lidar com a rejeição

A rejeição é um sentimento que ninguém que sentir. Ninguém quer ser rejeitado. A rejeição doí mais do que a dor física. É uma dor que dilacera a auto-estima do individuo. Quando vimos ao mundo nós precisamos de validação. Por isso, enquanto somos pequenos os nossos cuidadores  devem ter o cuidado para não internalizar na criança frases do tipo ” Tu és um burro”, “Tu és não sabes fazer nada de jeito”, “Só serves para estragar, não prestas para mais nada”… a criança vai começar a consciencializar-se que é assim. E em adulto estas crenças ficam enraizadas e têm consequências desastrosas na sua personalidade e desempenho, ao qual,  muitas vezes, faz com que essas mesmas pessoas se limitem e não realizem os seus sonhos. Rejeição é uma daquelas coisas que todos nós temos que lidar em algum momento de nossas vidas. Sempre haverá mulheres que não querem sair connosco, ou homens que nos desprezam, promoções que nem sempre recebemos, ou grupos populares do qual gostaríamos de ser amigos e não fomos. Estudos mostram que durante o período de uma vida sofremos de 7 a 8 graves rejeições que nos afetam. Mesmo que tenhamos sido rejeitados mais de 99 vezes, isso não seria motivo para nos parar. Não devemos basear nossas ações naquilo que o outro deseja ou pensa de nós, afinal todas as vezes que recebemos alguma crítica ou somos analisados por alguém, esse alguém está a fazer uma análise dele próprio, porque o espelho reflete a pessoa que está na frente dele. Dicas para lidar com a rejeição   Aprenda com a rejeição  Em vez de simplesmente lidar com a dor da rejeição, pessoas mentalmente fortes perguntam-se: “O que eu ganhei com isso?”_ tire o melhor da rejeição_ ”e transformar a experiência em uma oportunidade de crescimento pessoal. Enfrente a rejeição dessa maneira e sempre que for rejeitado é outra oportunidade de aprendizado. Quanto mais certo daquilo que somos e queremos mais fácil será a rejeição, até agradecemos à pessoas que o fazem, porque se o fazem é porque não interessam manter na nossa vida e assim evitará problemas desnecessários. Encare a rejeição como uma rejeição como uma oportunidade para avançar com mais sabedoria. No que diz respeito à rejeição no trabalho, Considere porque  foi rejeitado E use a rejeição como uma oportunidade para a auto-reflexão. Pedir feedback da pessoa sobre o porquê de ter sido rejeitado, pode ser uma aposta inteligente da sua parte,  sua resposta provavelmente vai doer um pouco, mas também é uma oportunidade para aprendermos onde erramos e dá-nos a oportunidade de fazer alguns ajustes antes de tentar novamente. Natacha Seixas

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Pode morrer por causa de um coração partido

Um estudo recente descobriu que pessoas que perderam seus companheiros experimentaram um aumento da doença cardiovascular e fatores de risco relacionados à morte durante um período de três meses. Os pesquisadores dizem que, os enviuvados, após a morte do parceiro, a taxa de mortalidade dos viúvos e das viúvas aumentou em cerca de 41%” . O estudo descobriu que as pessoas que perderam seus ente queridos durante os últimos três meses tiveram algumas alterações na frequência cardíaca e no estado imunológico e aumento do risco de morte. Ambos são fatores que aumentam o risco individual de ataques cardíacos, incluindo a morte. Este foi o primeiro estudo a mostrar que os mastócitos estão associados a níveis mais altos de citocinas  e menor VFC. Chris Fagundes, é um escritor fundador da Escola Rice University e  professor de psicologia de Ciências Sociais , “A esposa aumentou em 41 por cento o risco de morte entre as pessoas dentro dos primeiros seis meses após a perda do marido”. É importante ressaltar que 53 por cento do risco de morte deve-se a doenças cardiovasculares . Neste estudo, este é um passo importante para entender porque as pessoas ficam mais vulneráveis a sofrer acidentes cardiovasculares, determinando como ela se passa de morbidade a mortalidade “, afirma Chris. Trinta e dois indivíduos que participaram do estudo exibiram níveis de HRV de 47% inferiores aos do grupo controle. Indivíduos idosos tinham 7%  os níveis de TNF-alfa mais elevados  (um tipo de citoquinas) e IL-6 níveis superiores a 5% (outro tipo citoquina), do que o grupo de controlo, ou seja, apresentavam citocinas pró-inflamatórias (marcadores imunológicos que indicam inflamação na corrente sanguínea) e uma frequência cardíaca mais reduzida, em comparação com pessoas que não estavam de luto. Finalmente, mães idosas relataram um nível de sintoma depressivo 20% maior do que o grupo de controle. Os participantes com idade entre 51 e 80 anos (média 67,87), dos quais, 22 por cento é do sexo masculino e 78 por cento é do sexo feminino. Fagundes diz que o estudo contribuiu para uma crescente compreensão de como o luto pode afetar a saúde do coração. “É importante ressaltar que existe um risco, embora nem todo indivíduo idoso apresente o mesmo risco.” Em nosso trabalho futuro, pretendemos identificar quais indivíduos estão em maior risco e resistir a consequências fisiológicas adversas do luto.” Chris Fagundes.

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O que significa doença psicossomática?

As Perturbações Psicossomáticas estão entre as perturbações psicológicas que surgiram em um determinado período de tempo e a procura de tratamento continua até hoje. 1- O que significa doença psicossomática?   Para explicar o que é a doença, primeiro é necessário começar por separar as palavras. “Psique” é a alma e “Soma” é o corpo. A psicossomatização é quando os sintomas fisiológicos são resultado criados pelo psicológico, ou seja, quando a pessoa já descartou todas as hipóteses de ter físico. Já percorreu vários médicos, já fez os mais variados exames e não existem alterações significativas no organismo. É exatamente o conceito de doença psicossomática. Apesar das queixas fisiológicas do individuo, não há origem orgânica. É possível distinguir entre quatro grupos de distúrbios de somatização.  Dor; Sintomas Gastrointestinais; Sintomas Sexuais, Sintomas; Neurológicos: surdez, cegueira, perda de poder em uma região. 2 – Quais são os exemplos de sintomas psicossomáticos? Em todos os lugares do mundo, as pessoas expressam os seus problemas internos extensivamente através do corpo. Ainda não se sabe exatamente o que causa a internalização ao nível patológico, mas pesquisas mostram que a forma como assimilamos a informação e a acomodamos influencia muito na nossa maneira de ser e estar. Existem muitos estudos de caso de crianças que modelam as atitudes dos pais e aplicam-se  à dor que por vezes eles próprios produzem quando estão com mais ansiosos. Como os distúrbios somatoformes estão relacionados ao sistema nervoso central, todo o corpo pode ser afetado em doenças psicossomáticas. Por exemplo, quando um estudante tem um exame já está com a crença de que o exame vai correr mal,ou de que não é suficiente bom para tirar uma nota positiva, quando estes pensamentos negativos invadem constantemente a sua mente rapidamente esse estado de ansiedade se apodera do seu corpo e comunica através dos sintomas fisiológicos: dor abdominal, náuseas, dor de cabeça, tonturas, vómitos, sudorese, tremores, etc. 3 – Quais as diferenças do tratamento da Perturbação Psicossomática em Portugal e nos outros Países  Como os sintomas se manifestam por sintomas físicos, os pacientes primeiro procuram a ajuda de um médico. No estrangeiro alguns médicos já mais experientes e familiarizados com esta Perturbação psicológica pedem ajuda a um psicólogo depois de perceber que a situação é da mente; médicos relativamente menos experientes nesses tipos de casos entram em investigações mais profundas. O tratamento de doenças psicossomáticas não é muito difícil, mas um tratamento a longo prazo pode ser previsto porque o paciente pensa que não é psicológico e se recusa a ajudar o psicólogo até que se torne crónico. Aqui em Portugal ainda existe o estigma de que os psicólogos são para os malucos ou são desnecessários. Que os amigos fazem a vez de um psicólogo ou até um clínico geral ou psiquiatra trata da situação com a prescrição de medicação. 4. Tratamento Há muitos métodos de tratamento estas doenças psicossomáticas. Numa fase inicial, os tratamentos envolvem analgésicos, anti-histamínicos, anti-inflamatórios para aliviar os sintomas.  Posteriormente seria desejável que o paciente fosse acompanhado por um Psiquiatra e Psicólogo,  para aprender a gerir as suas emoções e resolução de conflitos internos e não focar tanto a sua atenção no seu corpo, de forma a tratar a verdadeira causa do problema. A prática de exercícios físico ajuda a desviar a mente e promove a auto-estima e autoconfiança, bem como, a produção de serotonina que é responsável pelo bem-estar no organismo, que aliada a uma alimentação saudável terá um impato diferente na sua mente. 6- Gaguez, dificuldade em falar em público está entre as afirmações das doenças psicossomáticas?  Não. Gaguez é outra condição que é avaliada sob os distúrbios da fala, por isso não podemos considerar como uma doença psicossomática. 7 – Quais são as causas e sintomas das doenças psicossomáticas? As doenças psicossomáticas têm uma relação direta entre a saúde mental e a saúde física. Por causa dessa conexão, quando algo dá errado na vida, ela pode entrar em ação. Por causa do stress no espírito, o corpo tenta produzir uma solução ou se adaptar. Se a pessoa for incapaz de lutar contra o stress este tende a aumentar e o corpo é que paga. A maior causa de doenças psicossomáticas ainda é amplamente desconhecida por causa do fato de ser causada por stress, ansiedade e depressão. Stress profissional, violência psicológica e desmotivação, tristeza profunda pode estar também na origem desta patologia. Existem pesquisas que revelam que a genética, os comportamentos de aprendizagem e experiências traumáticas na infância aumentam os riscos de doenças psicossomáticas. A preocupação excessiva com o corpo quando ocorre fora do controlo do seu nível de consciência é um sinal de que o indivíduo tem uma doença psicossomática. Em tal situação, é necessário começar a receber ajuda psicológica antes que seja tarde demais e a situação se torne crónica e mais difícil. Natacha Seixas

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