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O Cérebro de um Psicopata

O Cérebro de um Psicopata O psicopata é o termo psicológico para descrever o monstruo violento nascido dos piores pesadelos. Para saber como identificar um psicopata, não há nada melhor do que ver o filme Silence of the Lambs (1991). Talvez, a maioria de nós nunca encontrará um Hannibal Lecter, mas os psicopatas realmente existem. Às vezes, os psicopatas encontram-se entre as pessoas mais bem-sucedidas da sociedade. Eles são doutorados na manipulação dos sentimentos outros, enquanto eles próprios não conseguem sentir as emoções. A psicopatia é uma Perturbação Mental que afeta 1% a 2% da população mundial, diz Souza (2016). “É muito mais comum do que nós pensamos”. Certamente nunca nos cruzaremos com um psicopata. Mas é melhor prestar atenção às características da sua personalidade. Geralmente, estes incluem falta de remorso e empatia, são incapazes de assumir a culpa pelos seus atos e manifestar algum tipo de responsabilidade por suas ações. Os psicopatas desenham o plano ao pormenor sem deixar escapar nada e evitar que alguém descubra o próprio plano maqueavélico, ao qual, revelam desta forma um forte controlo sobre os seus próprios impulsos, Silva (2010). Os imensos estudos feitos para compreender a psicopatia indica-nos que se trata de um distúrbio de origem que também se refere a problemas neurobiológicos e psicossociais relacionados ao desenvolvimento da personalidade (Perez, 2012). Indivíduos com psicopatia têm déficits na amígdala que contribuem para sintomas emocionais e comportamentais de psicopatia até aos oito ou nove anos de idade e o aumento da matéria cinzenta que esta estrutura pode representar nos próximos anos de desenvolvimento até a idade adulta. Este fenónemo pode explicar a origem de muitos atos delinquentes (Uematsu, et al, 2012). Palavras-chave: psicopatas, cérebros de psicopatas, estudos neurológicos. Características da personalidade psicopática Blackburn (1998) numa fase inicial desenvolveu dois tipos de personalidade, ambos com alto grau de impulsividade e semelhanças, no que diz respeito à falta de sentimento de culpa ou arrependimento. O tipo primário que se carateriza por uma socialização adequada e uma falta total de distúrbios emocionais. Eles mostram características impulsivas, agressivas, hostis, extrovertidas, autoconfiantes e baixos níveis de ansiedade. Neste grupo, as pessoas narcisistas, histriónicas e anti-sociais são dominantes. Existem mais excitações corticais e autonómicas neste grupo, e uma maior tendência para buscar sensações. É comum encontrarmos muitos destes indivíduos ocuparem cargos políticos. O tipo secundário, caracterizado por isolamento social e características neuróticas, socialmente ansiosas e isoladas, temperamentais e de baixa auto-estima, geralmente hostis, impulsivas, agressivas, esquizóides, evitativas, paranóicas e dependentes. Geralmente ocupam lugares de líderes excêntricos, de seitas e cultos, Blackburn (1998). Ao nível dos exames médicos, estes são os que apresentam maior anormalidade no EEG, Blackburn (1998). Eles são mais isolados e aparentemente submissos, Blackburn (1998). Confirmações mais fortes são registradas por roubo. Esse grupo mostra mais fúria sobre a ameaça, tanto física quanto verbal Blackburn (1998). Ambos os grupos podem corresponder à classificação brilhante de Millon (1998) do Psicopata do Princípio-Lição. A partir da teoria da decência dominante dos psicopatas primários e secundários de Blackburn, Millom considera vários subtipos de psicopatas e menciona que esses indivíduos são muito egocêntricos e têm um profundo desprezo pelos sentimentos e necessidades dos outros, Millom (1998). Millom (1998), apresenta  subtipos mais abrangentes do que Blakburn (1998) e afirma que os psicopatas conformes são autênticos influenciadores de pessoas, castos, sedutores, da mesma forma adotam um ar de inocência, às vezes assumem papel de vítima, líder, em suma, assumem encenam o que melhor lhes convém consoante a circunstância. Neste estudo de Millom (1998), analisamos aqui algumas das características que o Millom atribui aos subtipos Malevolentes, Tirânicos e Maléficos, Ambiciosos e Explosivos. Os psicopatas malevolentes são particularmente vingativos, hostis e destrutivos da vida social convencional. Eles são paranóicos, desconfiados e sofrem por antecipação, imaginam jogos de traições e castigos, e pré-visualisam uma crueldade fria e um intenso desejo de vingança. São rancorosos, desumanos, sádicos e paranóicos. Quanto mais castigados e presos por isso, mais sentem fome de vingança, Millom (1998). Millom (1998) refere-se a Disfarce Psicótico, em que o comportamento é caraterizado por um forte disfarce de amizade e sociabilidade. Apesar desta aparência agradável, eles escondem a falta de confiança, tendências impulsivas e profundo ressentimento e mau humor em relação à sua família e pessoas chegadas e tendem a conspirar, mentir, adotar uma abordagem perspicaz para a vida social, serem calculadores, mentirosos e falsos. Quanto aos psicopatas ambiciosos que são apenas ressentidos, mas que ainda têm controle minimamente crítico de suas ações, pequenas transgressões e algumas aquisições são suficientes para moderar essas motivações. Eles estão insatisfeitos pela natureza e querem sempre mais, Millom (1998). A explosão agressiva ocorre de forma precipitada, sem dar tempo para prevenir ou conter. Estes indivíduos explodem sem provocação aparente. São pessoas que representam um perigo iminente para aqueles que moram com eles, Millom (1998) Estudando os cérebros dos psicopatas Em 2007, um estudo focado no uso de linguagem psicopática identificou que eles tendem a planear estratégias relacionais como forma de distrair a atenção do interlocutor e não as mentiras proferidas. Neste grupo, movimentos de cabeça alta e fala mais rápida foram registrados em situações de mentira deliberada (Klaver, Lee e Hart, 2007). Em uma prisão de segurança média, os pesquisadores dividiram 2 grupos e compararam os cérebros de 20 prisioneiros diagnosticados com psicopatia com os outros 20 prisioneiros que cometeram crimes similares, mas não foram chamados de psicopatas. Os resultados revelam diferenças entre os dois grupos, Joseph Newman et al. (2009). O resultado revelou que os indivíduos têm menos conexões entre o córtex pré-frontal ventromedial (ou vmPFC, uma parte do cérebro responsável por sentimentos como empatia e culpa) e a amígdala, responde ao medo e à ansiedade. Ou seja, este estudo vai contra as investigações anteriores sobre psicopatia, as duas estruturas do cérebro, que os cientistas acreditam serem responsáveis ​​pela regulação das emoções e do comportamento para viver na sociedade, não estão a conetar-se em condições normais. Isso pode ser um indicador que justifica a insensibilidade e os comportamentos antisociais de muitos psicopatas. De acordo com Michael Koenigs, este estudo ajuda a

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15 fatos sobre ataques de pânico que precisas saber

Os ataques de pânico podem atacar qualquer pessoa a qualquer momento – quer tenha um historial de ansiedade ou nenhum. Às vezes a causa pode ser óbvia (despedido do trabalho, dificuldades económicas graves, fobia social, ou momento inesperado que te aterroriza), mas outras vezes parece completamente aleatório 1.O número total estimado de pessoas que vivem com distúrbios de ansiedade no mundo é de 264 milhões. Neste momento encontra-se em 6º lugar como a doença que contribui para a incapacidade produtiva. 2.Há uma diferença entre ter o ataque de pânico ocasional e ter uma perturbação do pânico. Perturbação do pânico é caracterizado por ataques de pânico recorrentes, bem como preocupação significativa entre os episódios que poderá ter de ataques de pânico, que poderá interferir com sua vida diária. Se tem ataques de pânico recorrentes, provavelmente e segundo os critérios do DSM V, receberá o diagnóstico para Perturbação do Pânico. 3.Algumas pessoas são mais propensas a desenvolver Perturbação do Pânico do que outras. É mais comum em mulheres do que em homens, e geralmente começa no início da idade adulta. Pode existir uma predisposição genética para desenvolver Perturbação de Pânico se tiver um membro da família com ele ou outra Perturbação de Ansiedade. Algumas pessoas podem ter um único episódio ou dois, enquanto outros podem experimentar extrema preocupação e medo após um ataque de pânico, o que pode levar a uma Perturbação do Pânico. 4. Os sintomas de um ataque de pânico são incapacitantes e muito reais. Aqui estão alguns dos sintomas mais comuns: ∙ Ritmo cardíaco acelerado ou palpitações cardíacas ∙ Suor ∙ Tremor ∙ Falta de ar, dificuldade para respirar ou sentir-se sufocado ∙ Tontura, sensação de tontura ou desmaio ∙ Dor no peito ∙ Náusea ou dor de estômago ∙ Calafrios ou ondas de calor ∙ Dormência ou formigamento, especialmente nas mãos e pés ∙ Medo de morrer ∙ Medo de perder o controle ou enlouquecer Algumas pessoas também experimentam desrealização (sentimentos de irrealidade) ou despersonalização (sentimento de desapego de si mesmo), mas estas são menos comuns. Não há explicações para umas pessoas sentirem sintomas diferentes umas das outras, mas é geralmente entendido que um ataque de pânico envolve pelo menos quatro deles. Os sintomas surgem repentinamente e podem durar de alguns segundos a meia hora, embora geralmente sejam cerca de 10 minutos. Desta feita, pode sentir alguns sintomas residuais por um tempo após o término. 5. Um ataque de pânico é a híper-excitação do sistema nervoso simpático.   Um ataque de pânico é essencialmente o nosso corpo a dar um ponta pé na resposta de luta ou fuga quando realmente não há uma ameaça real. Então, se nós estivéssemos frente-a-frente com um leão, estaríamos totalmente prontos – mas na realidade não estamos, e parece que estamos prestes a morrer, ou a ter um ataque cardíaco.   Então, o que realmente está acontecer no nosso corpo para causar todo esse caos?  Primeiro, o nosso cérebro percebe alguma ameaça percebida, que pode ser algo como um pensamento assustador ao acaso, do qual nem estamos conscientes, ou um ritmo cardíaco galopante. O tálamo traz essa informação sensorial para a amígdala, que a traduz como sensação de perigo iminente  e desencadeia a excitação do sistema nervoso simpático, que libera a resposta de luta ou fuga. Durante esse período, a adrenalina do nosso corpo é secretada no cérebro e no corpo, desencadeando sintomas como o aumento da frequência cardíaca, respiração rápida, sudorese, aumento da pressão arterial, dilatação de pupilas, boca seca e outros. Estas são respostas simpáticas normais – elas aconteceriam naturalmente se estivéssemos verdadeiramente numa briga com um leão – mas como na verdade não estamos à frente de um leão, começamos a entrar em pânico e atribuímos significado a esses sintomas para tentar entendê-los, como se estivéssemos a morrer/ a ter um ataque cardíaco / uma reação alérgica / prestes a desmaiar / etc. Este medo e pânico podem causar outros sintomas e também podem desencadear hiperventilação (e pode adicionar sintomas como tremores, formigamento, tontura, dificuldade para respirar, dor no peito, etc.). 6. É totalmente comum visitar imensos médicos de várias especialidade ou ir até a às urgências do hospital por causa de um ataque de pânico. Obviamente, a maioria dos sintomas de um ataque de pânico também podem ser sintomas de outros problemas de saúde – isso é o que os torna tão assustadores e por que é tão difícil aceitar que seja um ataque de pânico e não um ataque cardíaco ou qualquer outra coisa. Então, se estás a sentir os sintomas acima descritos é aconselhável que consultes um médico para descartar qualquer outra coisa. 7. Os ataques de pânico parecem vir do nada, mas na verdade acontecem Sempre há algum tipo de gatilho, mas pode ser algo tão leve, como um pensamento passageiro no qual nem percebe que tinha. Por isso é tão importante a medicação para controlar os sintomas mas também de extrema importância para descortinar os gatilhos disparadores dessa ansiedade levada ao extremo. 8. Os ataques de Pânico tendem a ocorrer com maior frequência quando valorizas demasiado tudo o que se passa no teu corpo Algumas pessoas que são propensas à ansiedade estão super sintonizadas com suas sensações corporais, e isso por si só pode desencadear um ataque de pânico. Por exemplo, talvez percebas um batimento cardíaco estranho ou dificuldade para respirar ou alguma visão turva. A maioria das pessoas pode nem perceber (ou atribuem isso ao café matinal ou a alergias ou qualquer outra coisa), mas outras podem perceber essas pequenas sensações corporais e se concentrar nelas, desencadeando o ataque de pânico. Novamente, podes nem estar ciente desses gatilhos, então ainda pode parecer que surge do nada. 9. Para algumas pessoas, o medo não é que estejas a morrer, mas que percas o controle te humilhes Uma coisa que a maioria das pessoas não entende sobre os ataques de pânico é como eles podem ser tão assustadores quando as pessoas sabem que os recebem. O fato de entenderes que tens perturbação de pânico facilita a deixar de ter? Bem … não é tão simples assim. Muitas vezes o medo é de perder o controle, envergonhar-se em público, estar preso

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Depressão

A depressão é uma desordem que mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, desde jovens a mais velhos. A depressão define-se como um distúrbio afetivo que atingem a autoestima, a inferioridade, o autoconceito, tristeza, pessimismo. Por isso é difícil ficar melhor apenas pela força de vontade, até porque é provável que a força de vontade esteja muito baixa. A depressão afeta mais as mulheres do que os homens. Os pesquisadores acreditam que existe uma vulnerabilidade para a Depressão, que é herdado geneticamente por essa vulnerabilidade e um dos possíveis mecanismos é na alteração de substâncias designadas por neurotransmissores que são responsáveis pelo funcionamento cerebral. Os estudos epidemiológicos mostram que a depressão sempre existiu o que mudou foi a capacidade de reconhecê-la. A Depressão é o último estado da dor humana e para a psicologia define-se por um quadro patológico de tristeza profunda permanente, que podem ser acompanhados por irritabilidade e intolerância (que pode levar a conflitos diferentes e que pode conduzir a sentimentos de culpa).  Na depressão a culpa passa a ser uma parceira constante. A Organização Mundial de Saúde (OMS), revela que a Depressão é a doença mais incapacitante do Mundo e muitas vezes é confundida com um sentimento de tristeza e entender as diferenças é fundamental para o diagnóstico precoce. A nível emocional as pessoas podem sentir-se tão impotentes e apáticas, sem vontade de nada que tendem a isolar-se de tudo isolando-se também das pessoas. Isolando-se socialmente e tentativas de suicídio. Uma das maiores causas do afastamento do trabalho é a depressão. A depressão é tão séria e a prevalência é tão grande que chega a levar ao suicídio e inutilizar a pessoa para o trabalho e processa-se ao nível do inconsciente. A pessoa não tem controle sob a sua condição. A depressão já é tão conhecida das pessoas. Há atualmente tanta informação e tratamentos com altos níveis de eficácia. Mas há existe o estigma social e as pessoas evitam procurar o profissional adequado para se tratarem. A depressão pode afectar qualquer pessoa. Homens e mulheres de todos os grupos etários, níveis de educação e estatuto socioeconómico podem sofrer de depressão. Um quadro de depressão afeta todas as áreas da vida: casamento, família, amigos, os cuidados parentais, a intimidade, o trabalho, os estudos, a carreira e as finanças. Muitos pacientes confundem depressão com tristeza profunda. Mas existe muitas diferenças. A tristeza é uma emoção momentânea e passageira. A depressão é a incapacidade de sentir prazer pelos prazeres da vida. Trata-se de uma Perturbação Psicológica que pode levar ao suicídio e ter resultados fatais enquanto que a tristeza o máximo que pode acontecer é quando nos levantamos da cama quem está à nossa volta levar com o nosso mau humor. SINTOMAS DA DEPRESSÃO Fraqueza Apatia Desânimo Baixo-autoestima Insónia ou Hiperinsónia Diminuição da concentração Diminuição da memória Aumento ou diminuição da libido Sentimentos de desesperança Negativismo Ansiedade Dificuldades em sair da cama Vazio afetivo e emocional Tentativas de suicídio. Manter uma alimentação equilibrada para produzir os neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar O funcionamento do intestino é muito importante porque produz serotonina que leva ao bem-estar daí a importância para uma alimentação saudável. Quanto mais peso se ganha mais deprimido se fica. Frutas, legumes e verduras Carnes brancas e peixes Castanhas CAUSAS DA DEPRESSÃO A depressão é de carater biopsicossocial e varia de pessoa para pessoa.  As causas podem estar na origem de: Processo de luto, seja por morte de um familiar, seja por o térmico de uma relação (divórcio) ou por um acontecimento traumático (acidente, diagnóstico de cancro); Antecedentes familiares; Abuso de substâncias (drogas, álcool); Traumas na infância; Violações; Caraterísticas inerentes à personalidade: baixa autoestima, autocrítica e pessimismo; Gravidez, parto, menopausa; Problemas conjugais e relacionais; Isolamentos social; Problemas financeiros (extrema pobreza, dividas). Orientação sexual não aceite pelos familiares e/ou por amigos ou por outrem. EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE DEPRESSÃO Depressão Recorrente ou Depressão Maior: A Perturbação Depressiva Major é caracterizado por um humor depressivo persistente e penetrante ou perda de interesse e / ou prazer na atividade diária que dura pelo menos 2 semanas.  Distimia: Depressão crónica que persiste ao longo do tempo. No entanto os sintomas são mais leves do que a depressão. Mas a pessoa sente-se recorrentemente triste. Perturbação Disruptiva da Desregulação do Humor: A Perturbação Disrutiva  da Desregulação do Humor (PDHD) é um distúrbio relativamente novo que descreve crianças que têm explosões de raiva frequentes e irritam-se facilmente. Perturbação Depressiva Sazonal: Este tipo de depressão  ocorre sazonalmente durante alterações do clima, no  Outono ou no Inverno. Normalmente, as pessoas recuperam o seu estado de ânimo quando a estação que lhes fez ficar depressivos termina. Depressão Depressiva Breve Recorrente: Trata-se de uma forma ligeira e menor de depressão que pode comprometer o funcionamento normal da pessoa. Afecta principalmente jovens, sendo caracterizada por períodos breves de humor deprimido ou misto (alternadamente humor deprimido e normal). Duram tipicamente menos de duas semanas, mas de elevada recorrência. Depressão Bipolar: doença mental grave caracterizada por alterações extremas do humor, configurando episódios de mania e depressão. Episódio Misto de Ansiedade e Depressão: Apesar de a ansiedade e os sintomas psicológicos e somáticos que a acompanham serem características comuns da depressão, e de os sintomas depressivos estarem frequentemente presentes nas perturbações de ansiedade, em geral é fácil diagnosticar se a depressão é o principal problema. Em todo o caso, no misto de ansiedade e depressão, existe uma combinação equilibrada entre os sintomas de ansiedade e de depressão. A depressão é uma condição séria. Não subestime a gravidade da depressão. A depressão deixa qualquer um exausto, pessimista e desmotivado.  Os sintomas da depressão não são pessoais. Não é nada de pessoal contra si. O estado depressivo, obriga a que as pessoas deprimidas muitas vezes digam coisas prejudiciais e acabam por dizer coisas da boca para fora. Ocultar o problema não vai fazer desaparecer. Se tu és amigo da pessoa deprimida não sejas um facilitador. Não alimentes a depressão. Na verdade, isso pode impedir a pessoa deprimida de buscar tratamento. TRATAMENTO Psiquiatria/Psicologia Antidepressivos; benzodiazepinas; estabilizadores de humor. Terapia cognitivo comportamental Foque em crenças e padrões

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Distimia -Perturbação Depressiva Persistente

DISTIMIA é uma depressão crónica que persiste ao longo do tempo. No entanto os sintomas são mais leves do que a depressão. Mas a pessoa sente-se recorrentemente triste. Os sintomas da distimia em adultos são: Sentimentos de culpa Falta de apetite Diminuição da produtividade Evita atividades sociais Perda de interesse nas atividades diárias Sentimentos de tristeza Autocrítica Sentimentos de desesperança Falta de energia Fadiga Baixa auto-estima Dificuldade de concentração Dificuldade na tomada de decisões Comer excessivamente Insónias Em crianças, os sintomas de Distimia podem incluir: Uma atitude pessimista Irritabilidade Baixo rendimento escolar baixo Imaturidade social É perfeitamente normal sentir-se triste ou desconfortável quando se depara com situações de stress na vida. Mas se for portador de com a distimia, saiba que se não procurar tratamento estes sentimos duram por anos e interferem nas relações e atividades diárias. Causas da Distimia  Não se conhece a causa exata para o transtorno depressivo persistente. É semelhante ao diagnóstico da Depressão. Pesquisadores apontam para causas: Bioquímicas, na medida que as substâncias químicas do cérebro chamadas neurotransmisores, que estão vinculados com o humor, podem desempenhar um papel na causa do distimia. Genéticas, a depressão parece apontar para uma vulnaverabilidade genética. Ambientais, situações imprevisiveis e inesperadas, como a perda de um entequerido, as dificuldades financeiros e um nível de stresse elevado. Tratamento Medicamentos: Os fármacos mais comuns ​​para tratar a distimia são os antidepresivos, electivos inibitórios da recaptação de serotonina (SSRI), os Inibidores de monoaminooxidasa (MAOI), os Inibidores da recaptação de serotonina e norepinefrina (IRSN) e os medicamentos de gerações mais antigas os antidepresivos tricíclicos (ATC). Quando se tem Distimia, é possível que necessite tomar antidepressivos a largo prazo para manter os sintomas sob controle. O seu Psiquiatra saberá qual a melhor opção para si. É fundamental um acompanhamento Psicoterapêutico. E porquê? A psicoterapia pode ajudá-lo a aprender sobre a sua doença e estados de animo, sentimentos, pensamentos e comportamentos. Seja o accionista da sua vida, tome controle dos seus sentimentos e estados de ânimo e aprenda a lidar com eles. É muito importante que aprenda a monotorizar as suas emoções, fazer  a própria gestão do stress  e ser o autor da sua própria história. Faça terapia e sinta-se livre na tomada de decisões e atitudes. Eleve a sua autoestima e autoconceito. Aprenda a refletir e ser o que realmente deseja e não se deixe manipular por fatores exteriores a si. Se tem algum sintoma de Distimia, procure ajuda de um profissional de Saúde Mental. Só somos tratados de forma eficaz, se o diagnóstico estiver correto. MARQUE A SUA CONSULTA NATACHA SEIXAS  

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12 Estágios do Síndrome de Burnout

Burnout é um estado de exaustão profunda. Os cientistas, Herbert Freudenberger e Gail North (1970), desenvolveram 12 estágios do Síndrome de Burnout: A compulsão de provar a si mesmo: Têm uma ideia obsessivas de quererem ser os melhores e prontificam-se a fazer de tudo, exigem muito de si mesmos. Trabalham de forma exaustiva: incapacidade de desligar. Negligência de necessidades básicas: dormir pouco, comer à pressa e qualquer coisa serve com isolamento interpessoal. Retiram-se de Conflitos: descartam-se dos problemas; mas sentem-se ameaçados, em pânico e nervosos. Revisão dos Valores : Os valores são distorcidos, amigos e familiares demitidos, os hobbies são encarados como irrelevantes. O trabalho é o único foco. Negação de problemas emergentes : intolerância; perceber os colaboradores como estúpidos, preguiçosos, exigentes ou indisciplinados; contatos sociais mais difíceis; cinismo, agressão; os problemas são vistos como causados ​​pela pressão do tempo e pelo trabalho, não por causa das mudanças de vida. Retirada : escassez de vida social, para sentir alívio do stress como recorrer ao álcool/ drogas. Mudanças comportamentais ímpares : alterações drásticas nas mudanças de comportamento. Despersonalização: não enxergar nem o eu nem os outros como valiosos e não mais perceber as próprias necessidades. Vazio Interior : sensação de vazio interior e para preencher essa vazio ou come compulsivamente, procura sexo, abusa no álcool ou drogas e as atividades são frequentemente exageradas. Depressão : sentindo-se perdido e inseguro, exausto, o futuro parece sombrio e sombrio. Síndrome de Burnout: pode incluir colapso mental e físico total; tempo para atendimento médico completo.Como se pode verificar, os sintomas do burnout variam de comportamentos leves, moderados a graves, que se tornam muito preocupantes. Provavelmente, todos nós já nos deparamos com algum colega nosso no trabalho com algum destes sintomas. Não se esqueça dos sinais de alerta apenas porque eles, numa fase inicial, parecem suaves. Se perceber em si ou em alguém familiar ou até colega de trabalho estes sintomas não hesite em procurar ajuda poderá estar a salvar uma vida.   NATACHA SEIXAS

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Quatro fases do Stress

Até que o Stress atinja o esgotamento físico e mental passa por 4 fases: alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão. Alerta: esta fase carateriza-se pelo stress positivo. Ocorrem mudanças hormonais que geram sentimentos positivos, como motivação e coragem, que levam o indivíduo a ser mais produtivo. No entanto, devido ao ritmo acelerado o corpo físico já começa a dar sinais de alerta de que algo já não está bem, como dificuldades para dormir, tensão muscular, taquicardia, sudorese, respiração ofegante e irritabilidade. Resistência: Esta segunda fase, o corpo aumenta a capacidade de resistência além do que podemos suportar para tentar manter a homeostase interna (equilíbrio interior). Os sintomas aumentas e o cansaço físico e mental é o sintoma predominante, acompanhados de lapsos de memória, perda de apetite, queda de cabelo, problemas na pele e bruxismo (ranger os dentes). Quase-Exaustão: Nesta fase o sistema imunitário começa a enfraquecer de forma drástica e dá-se uma acentuação dos sintomas, predominando o cansaço e a ansiedade. Exaustão: Nesta última fase do stress, o indivíduo já não consegue se manter física e psicologicamente bem para realizar as suas atividades diárias. O cansaço torna-se crónico e as doenças mais graves começam a aparecer.É comum o indivíduo desenvolver úlcera, insónia, diabetes, hipertensão, dificuldades sexuais, Depressão e Síndrome de Burnout. Nessa fase, é preciso procurar ajuda profissional para se recuperar, pois o corpo está em completo estado de exaustão e não consegue restaurar-se sozinho.   NATACHA SEIXAS

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Síndrome de Burnout

A palavra Bournout foi criada pelo psicanalista nova-iorquino Freudenberger na década de 1970. É a junção do inglês burn (queima) e out (exterior), que traduzindo do inglês algo como queimar por completo, fritar-se. Burnout é uma desistência de quem ainda está lá. Encalacrado em uma situação de trabalho que não pode mais suportar, mas também não pode desistir. O trabalhador arma, inconscientemente, uma retirada psicológica, um modo de abandonar o trabalho, apesar de continuar no posto. Codo e Vasques-Menezes (1999) Burnout é um estado de exaustão emocional, mental e física causada por um estado de stress intenso e prolongado. Ocorre quando o indivíduo sente sobrecarregado, emocionalmente esgotado e incapaz de atender às solicitações constantes. À medida que o stress aumenta a pessoa começa a ter dificuldades de resposta e falta de iniciativa e motivação para continuar a exercer as suas funções e tudo parece demasiado difícil e sombrio. O burnout reduz a produtividade e desgasta a energia de qualquer um, e faz com que o sujeito comece a sentir emoções de desespero e desesperança, prevendo um mau resultado para o seu futuro.  O Síndrome de Burnout prejudica todas as áreas da vida do indivíduo afetado, como a vida social, laboral e de casa. Procure ajuda imediata de um profissional de Saúde Mental, se: __apresenta os seguintes sintomas e os mesmos persistem por mais de duas semanas: Sentimentos contínuos, tristes, ansiosos ou vazios; Sentimentos de desesperança; Sentimentos de culpa, inutilidade ou desamparo; Irritabilidade ou inquietação; Perda de interesse em atividades ou hobbies que já foram prazerosos, incluindo sexo; Cansaço constante; Dificuldade em se concentrar, lembrar detalhes ou tomar decisões; Insónias ou hiperinsónias; Diminuição ou aumento do apetite; Pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio; Dores constantes, dores de cabeça, cãibras ou problemas digestivos que não desaparecem; Muitas dificuldades em sair da cama para ir trabalhar; Procrastinar, dispensa mais tempo para fazer as coisas Isola-se das outras pessoas (deixa de sair com os amigos e inclusive de atender os telefonemas); Descarrega as suas frustrações no outro; Desresponsabilização; Abuso de substâncias ilícitas; Ignora o trabalho, entra tarde e sai cedo; Sistema imunitário enfraquecido. Pode estar a sofrer de esgotamento emocional por excesso de trabalho, mais conhecido por Síndrome de Burnout. Diferenças entre Stress e Burnout Estresse vs. Burnout Stress Esgotamento Caracterizado por overengagement (estado de alerta constante, hipervigilante, sensação de comprometimento com o stress e situações em si) Caracterizado por desengajamento (desinteresse por tudo). Emoções são exageradas Embotamento emocional Requer reposta urgente e produz inquietação Produz desamparo e desesperança Perda de energia Perda de motivação, ideais e esperança Perturbação de ansiedade Desapego e depressão O primeiro prejuízo pode ser físico O primeiro prejuízo pode ser emocional Pode matá-lo prematuramente Sentimentos de que a vida não vale nada, vontade de desistir Quanto mais precoce for diagnosticado a doença mais rapidamente se recupera. É importante que a Entidade Patronal tenha conhecimentos destas situações e promovam a prevenção da Saúde Mental para bem-estar dos seus funcionários e do próprio rendimento dos mesmos. Acredite que o Síndrome de Burnout pode matar. Traços de Personalidade mais susceptíveis ao Síndrome de Burnout Personalidades do Tipo A: indivíduos perfecionistas, ambiciosos mas muito stressados. Pessoas muito pessimistas. Pessoas muito perfecionistas. Pessoas que têm necessidade de ter o controle das situações. Alguma dicas de prevenção: Para que não tenha que passar pelas chamas do fogo, totalmente queimado, do estado de Burnout, mantenha uma atitude positiva perante a vida. Faça exercício físico, no mínimo, 3 vezes por semana. Mantenha o contato com a natureza. Pode optar por actividades com os amigos e família ao ar livre. Tire férias. Faça folgas. Conviva com os amigos. Mantenha relacionamentos positivos. Afaste-se de relacionamentos tóxicos. Se conhece pouca gente é hora de aumentar a sua rede de contatos. Mantenha uma alimentação saudável e reduza os alimentos que provoca alterações no estado de humor: gorduras trans, açucar, carboidratos refinados, produtos altamente processados e industrializados. Evite a nicotina e beba álcool com moderação.  Tome suplementos de ómega 3 que ajudam no melhor funcionamento do cérebro e ajudam no bem-estar. NATACHA SEIXAS Saiba mais 12 Estágios de Burnout                         4 fases do Stress      

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O que significa doença psicossomática?

As Perturbações Psicossomáticas estão entre as perturbações psicológicas que surgiram em um determinado período de tempo e a procura de tratamento continua até hoje. 1- O que significa doença psicossomática?   Para explicar o que é a doença, primeiro é necessário começar por separar as palavras. “Psique” é a alma e “Soma” é o corpo. A psicossomatização é quando os sintomas fisiológicos são resultado criados pelo psicológico, ou seja, quando a pessoa já descartou todas as hipóteses de ter físico. Já percorreu vários médicos, já fez os mais variados exames e não existem alterações significativas no organismo. É exatamente o conceito de doença psicossomática. Apesar das queixas fisiológicas do individuo, não há origem orgânica. É possível distinguir entre quatro grupos de distúrbios de somatização.  Dor; Sintomas Gastrointestinais; Sintomas Sexuais, Sintomas; Neurológicos: surdez, cegueira, perda de poder em uma região. 2 – Quais são os exemplos de sintomas psicossomáticos? Em todos os lugares do mundo, as pessoas expressam os seus problemas internos extensivamente através do corpo. Ainda não se sabe exatamente o que causa a internalização ao nível patológico, mas pesquisas mostram que a forma como assimilamos a informação e a acomodamos influencia muito na nossa maneira de ser e estar. Existem muitos estudos de caso de crianças que modelam as atitudes dos pais e aplicam-se  à dor que por vezes eles próprios produzem quando estão com mais ansiosos. Como os distúrbios somatoformes estão relacionados ao sistema nervoso central, todo o corpo pode ser afetado em doenças psicossomáticas. Por exemplo, quando um estudante tem um exame já está com a crença de que o exame vai correr mal,ou de que não é suficiente bom para tirar uma nota positiva, quando estes pensamentos negativos invadem constantemente a sua mente rapidamente esse estado de ansiedade se apodera do seu corpo e comunica através dos sintomas fisiológicos: dor abdominal, náuseas, dor de cabeça, tonturas, vómitos, sudorese, tremores, etc. 3 – Quais as diferenças do tratamento da Perturbação Psicossomática em Portugal e nos outros Países  Como os sintomas se manifestam por sintomas físicos, os pacientes primeiro procuram a ajuda de um médico. No estrangeiro alguns médicos já mais experientes e familiarizados com esta Perturbação psicológica pedem ajuda a um psicólogo depois de perceber que a situação é da mente; médicos relativamente menos experientes nesses tipos de casos entram em investigações mais profundas. O tratamento de doenças psicossomáticas não é muito difícil, mas um tratamento a longo prazo pode ser previsto porque o paciente pensa que não é psicológico e se recusa a ajudar o psicólogo até que se torne crónico. Aqui em Portugal ainda existe o estigma de que os psicólogos são para os malucos ou são desnecessários. Que os amigos fazem a vez de um psicólogo ou até um clínico geral ou psiquiatra trata da situação com a prescrição de medicação. 4. Tratamento Há muitos métodos de tratamento estas doenças psicossomáticas. Numa fase inicial, os tratamentos envolvem analgésicos, anti-histamínicos, anti-inflamatórios para aliviar os sintomas.  Posteriormente seria desejável que o paciente fosse acompanhado por um Psiquiatra e Psicólogo,  para aprender a gerir as suas emoções e resolução de conflitos internos e não focar tanto a sua atenção no seu corpo, de forma a tratar a verdadeira causa do problema. A prática de exercícios físico ajuda a desviar a mente e promove a auto-estima e autoconfiança, bem como, a produção de serotonina que é responsável pelo bem-estar no organismo, que aliada a uma alimentação saudável terá um impato diferente na sua mente. 6- Gaguez, dificuldade em falar em público está entre as afirmações das doenças psicossomáticas?  Não. Gaguez é outra condição que é avaliada sob os distúrbios da fala, por isso não podemos considerar como uma doença psicossomática. 7 – Quais são as causas e sintomas das doenças psicossomáticas? As doenças psicossomáticas têm uma relação direta entre a saúde mental e a saúde física. Por causa dessa conexão, quando algo dá errado na vida, ela pode entrar em ação. Por causa do stress no espírito, o corpo tenta produzir uma solução ou se adaptar. Se a pessoa for incapaz de lutar contra o stress este tende a aumentar e o corpo é que paga. A maior causa de doenças psicossomáticas ainda é amplamente desconhecida por causa do fato de ser causada por stress, ansiedade e depressão. Stress profissional, violência psicológica e desmotivação, tristeza profunda pode estar também na origem desta patologia. Existem pesquisas que revelam que a genética, os comportamentos de aprendizagem e experiências traumáticas na infância aumentam os riscos de doenças psicossomáticas. A preocupação excessiva com o corpo quando ocorre fora do controlo do seu nível de consciência é um sinal de que o indivíduo tem uma doença psicossomática. Em tal situação, é necessário começar a receber ajuda psicológica antes que seja tarde demais e a situação se torne crónica e mais difícil. Natacha Seixas

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