+Saúde, Ansiedade, Auto-estima, Depressão, Prevenção

Síndrome de Burnout

A palavra Bournout foi criada pelo psicanalista nova-iorquino Freudenberger na década de 1970. É a junção do inglês burn (queima) e out (exterior), que traduzindo do inglês algo como queimar por completo, fritar-se. Burnout é uma desistência de quem ainda está lá. Encalacrado em uma situação de trabalho que não pode mais suportar, mas também não pode desistir. O trabalhador arma, inconscientemente, uma retirada psicológica, um modo de abandonar o trabalho, apesar de continuar no posto. Codo e Vasques-Menezes (1999) Burnout é um estado de exaustão emocional, mental e física causada por um estado de stress intenso e prolongado. Ocorre quando o indivíduo sente sobrecarregado, emocionalmente esgotado e incapaz de atender às solicitações constantes. À medida que o stress aumenta a pessoa começa a ter dificuldades de resposta e falta de iniciativa e motivação para continuar a exercer as suas funções e tudo parece demasiado difícil e sombrio. O burnout reduz a produtividade e desgasta a energia de qualquer um, e faz com que o sujeito comece a sentir emoções de desespero e desesperança, prevendo um mau resultado para o seu futuro.  O Síndrome de Burnout prejudica todas as áreas da vida do indivíduo afetado, como a vida social, laboral e de casa. Procure ajuda imediata de um profissional de Saúde Mental, se: __apresenta os seguintes sintomas e os mesmos persistem por mais de duas semanas: Sentimentos contínuos, tristes, ansiosos ou vazios; Sentimentos de desesperança; Sentimentos de culpa, inutilidade ou desamparo; Irritabilidade ou inquietação; Perda de interesse em atividades ou hobbies que já foram prazerosos, incluindo sexo; Cansaço constante; Dificuldade em se concentrar, lembrar detalhes ou tomar decisões; Insónias ou hiperinsónias; Diminuição ou aumento do apetite; Pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio; Dores constantes, dores de cabeça, cãibras ou problemas digestivos que não desaparecem; Muitas dificuldades em sair da cama para ir trabalhar; Procrastinar, dispensa mais tempo para fazer as coisas Isola-se das outras pessoas (deixa de sair com os amigos e inclusive de atender os telefonemas); Descarrega as suas frustrações no outro; Desresponsabilização; Abuso de substâncias ilícitas; Ignora o trabalho, entra tarde e sai cedo; Sistema imunitário enfraquecido. Pode estar a sofrer de esgotamento emocional por excesso de trabalho, mais conhecido por Síndrome de Burnout. Diferenças entre Stress e Burnout Estresse vs. Burnout Stress Esgotamento Caracterizado por overengagement (estado de alerta constante, hipervigilante, sensação de comprometimento com o stress e situações em si) Caracterizado por desengajamento (desinteresse por tudo). Emoções são exageradas Embotamento emocional Requer reposta urgente e produz inquietação Produz desamparo e desesperança Perda de energia Perda de motivação, ideais e esperança Perturbação de ansiedade Desapego e depressão O primeiro prejuízo pode ser físico O primeiro prejuízo pode ser emocional Pode matá-lo prematuramente Sentimentos de que a vida não vale nada, vontade de desistir Quanto mais precoce for diagnosticado a doença mais rapidamente se recupera. É importante que a Entidade Patronal tenha conhecimentos destas situações e promovam a prevenção da Saúde Mental para bem-estar dos seus funcionários e do próprio rendimento dos mesmos. Acredite que o Síndrome de Burnout pode matar. Traços de Personalidade mais susceptíveis ao Síndrome de Burnout Personalidades do Tipo A: indivíduos perfecionistas, ambiciosos mas muito stressados. Pessoas muito pessimistas. Pessoas muito perfecionistas. Pessoas que têm necessidade de ter o controle das situações. Alguma dicas de prevenção: Para que não tenha que passar pelas chamas do fogo, totalmente queimado, do estado de Burnout, mantenha uma atitude positiva perante a vida. Faça exercício físico, no mínimo, 3 vezes por semana. Mantenha o contato com a natureza. Pode optar por actividades com os amigos e família ao ar livre. Tire férias. Faça folgas. Conviva com os amigos. Mantenha relacionamentos positivos. Afaste-se de relacionamentos tóxicos. Se conhece pouca gente é hora de aumentar a sua rede de contatos. Mantenha uma alimentação saudável e reduza os alimentos que provoca alterações no estado de humor: gorduras trans, açucar, carboidratos refinados, produtos altamente processados e industrializados. Evite a nicotina e beba álcool com moderação.  Tome suplementos de ómega 3 que ajudam no melhor funcionamento do cérebro e ajudam no bem-estar. NATACHA SEIXAS Saiba mais 12 Estágios de Burnout                         4 fases do Stress      

Psicopatologia Infantil

Riscos Psicossociais e Stress no Trabalho

O stress é encarado como uma realidade normal inerente à vida moderna. Mas saiba que o stress tem um custo alto em termos de saúde, absentismo e menor desempenho dos trabalhadores. Embora o stress não seja uma doença, é o primeiro sintoma do começo dela; Se o corpo experimenta uma tensão contínua, o stress pode causar alterações agudas e cronicas que podem provocar danos a longo prazo em sistemas e órgãos, particularmente se o corpo não puder descansar e se recuperar. A longo prazo, o stress pode contribuir para a perda de memória, úlceras pépticas, doenças inflamatórias intestinais e distúrbios músculo esqueléticos, assim como hipertensão e, consequentemente, para o desenvolvimento de doenças cardíacas e cardiovasculares. Pode também alterar as funções imunológicas, o que pode, por sua vez, contribuir para o desenvolvimento do cancro. Concluindo, estas perturbações são responsáveis ​​pela grande maioria das doenças, morte, incapacidade e uso de cuidados médicos na maioria dos países industrializados. São também causas significativas de morte nos países em desenvolvimento. O stress relacionado com o trabalho é determinado pelos riscos psicossociais encontrados em: Exigência de carga de trabalho excessiva; exigências pouco explicitas ou contraditórias e falta de clareza na definição das funções; não têm direito a emitir qualquer tipo de opinião face à tomada de decisões que o atingem enquanto trabalhador e falta de controlo sobre a forma como executa o trabalho; má gestão de mudanças organizacionais, insegurança laboral; dificuldades de comunicação entre chefias e colegas; assédio moral  (psicológico ou sexual), violência de terceiros. Surge quando o conhecimento e as habilidades para lidar com um trabalhador individual ou de um grupo não correspondem às ordens do trabalho e às expectativas da cultura organizacional de uma empresa. Torna-se um risco para a saúde e segurança do trabalhador quando os trabalhadores estão sob presença de stress quando as exigências do seu trabalho são excessivas, superando a sua capacidade de lhes fazer face. Os trabalhadores que são afetados pelo stress no trabalho desenvolvem não só doenças psicológicas (depressão e burnout) como doenças físicas (cardiovasculares e lesões músculo-esqueléticas). No entanto, a boa notícia é que há estudos que provam que existem soluções eficazes para a prevenção de riscos psicossociais e stress relacionado ao trabalho. Os melhores oferecem um retorno muito bom em termos de redução do absenteísmo (os trabalhadores estão doentes e aparecem no trabalho mas apresentam um rendimento muito fraco), prevenção e promoção de melhor estado de saúde, maior eficiência e produtividade e menores custos médicos e outros benefícios. Os Europeus são os que mais faltam ao trabalho por indicadores de stress e este número tende a aumentar. Este fator tanto prejudica o trabalhador em termos de sofrimento e qualidade de  vida como o empregador em termos económicos. O mundo laboral está em mudança, verifica-se uma maior necessidade de flexibilidade em termos de função e habilidades, aumento do uso de contratos temporários, maior insegurança no trabalho, maior carga de trabalho e mais pressão, os trabalhadores ficam sobrecarregados e stressados sem tempo e paciência para a sua vida pessoal que equilibra as suas emoções. Todos estas condicionantes contribuem para o stress relacionado ao trabalho e para a carga de stress em todo o mundo, seja nos países industrializados ou nos países em desenvolvimento. Pesquisadores dizem que a prevenção dos riscos psicossociais e stress no trabalho passam por novos padrões de prevenção: fazer uma avaliação da gestão de risco no meio coletivo, como é feito com outros riscos no local de trabalho; adoção de medidas preventivas e de controle coletivas e individuais; trabalhar de estratégias de coping dos trabalhadores, aumentando o controle sobre suas tarefas; melhorar a comunicação organizacional; dar a oportunidade aos trabalhadores na tomada de decisão; existência de um gabinete de apoio social para os trabalhadores no local de trabalho; existência de apoio psicológico para os trabalhadores; ter em consideração as condições de trabalho e de vida; valorizar a segurança e a saúde psicológica dentro da organização. organizar atividades prazerosas ajudam a relaxar e motivar os trabalhadores aumentando a sua produtividade no trabalho. para as médias e grandes organizações seria uma mais valia proporcionarem atividades físicas de 30 minutos. Sabe-se que estas atividades produzem serotonina no cérebro o que previna depressões e aliviam a carga de stress.     Não basta ser patrão tem que saber liderar. Não basta nascer um Humano tem de saber Ser Humano.       NATACHA SEIXAS

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Porque insistimos em relacionamentos que nos fazem mal

Muitas são as pessoas que chegam ao meu consultório, angustiadas, em pânico, com depressão pelo fato, de estarem em um relacionamento de sofrimento. De repente, o encanto se perdeu, a magia se acabou e todas aquelas juras de amor eterno desmorou, a admiração e até o respeito deixaram de fazer sentido. Para muitas pessoas, esses são os sintomas mais evidentes que precedem o fim de um relacionamento, mas para outras é apenas o início de uma nova fase, difícil de aceitar, mas muitos acreditam que é a fase calma do amor ou até uma fase menos boa da relação. Manter-se em um namoro ou casamento massacrados pode ter consequências desastrosas, mesmo assim são imensas as pessoas que insistem manter as aparências e a relação fracassada. Conheça os principais motivos e descubra que o fim pode ser o início de um novo começo. O QUE ADIA A “SEPARAÇÃO”  1 – Os filhos Embora seja de conhecimento de todos a máxima que afirma que filhos não seguram relacionamentos, muitos casais abdicam da própria felicidade em nome do bem estar dos filhos e evitam se separar para não causar traumas e sofrimentos. De fato, as crianças devem ser preservadas de todas as crises que fazem parte de qualquer relacionamento, mas é preciso ver se inconscientemente não serão os adultos a usarem as próprias crianças para manterem o que já terminou. Dependendo da idade e da personalidade da criança, uma separação pode ser traumática, mas o fundamental é que os filhos entendam que a relação entre eles e os pais são vínculos eternos, ou seja, é preciso que a criança fique perfeitamente esclarecida que quem se separa afetiva-emocionalmente são apenas os pais entre si e nunca eles. As crianças são astutas e apercebem-se de tudo o que as rodeia e crescer em um ambiente onde a infelicidade e as discussões são uma constantes interferem no seu desenvolvimento, por isso entenda que as crianças um dia crescerão e da mesma maneira que pais querem ver os filhos felizes, filho nenhum quererá viver numa casa infeliz. 2 – Dependência financeira Ao se casarem, muitas mulheres abrem mão da vida profissional para se dedicar com exclusivamente à casa, ao marido e principalmente aos filhos. O conflito começa a acontecer quando a mulher começa a necessitar de mais e manifesta comportamentos e atitudes de insatisfação com sua relação. Sente falta de aprovação laboral e por se manter afastada do trabalho à algum tempo a auto-estima e sentimentos de inutilidade começam a rondar a sua mente. Verificam que perderam a capacidade de autonomia. Não têm meio de sustento para si nem para os seus filhos. É quando se vêem totalmente dependentes do marido e a maioria tende a conformar-se com a situação. É por este motivo que aparecem os dissabores das patologias mentais por prisões do inconsciente. Embora já se verifique em muitos casais dependência financeira em ambos os casos, seja por parte da mulher, seja por parte do homem, em que os dois estão empregados e o salário de um não chega para própria sobrevivência. Neste caso, é importante avaliar se essa zona de conforto é tão confortável assim ao ponto de hipotecar o futuro e a felicidade. 3 – Comodismo O comodismo é um dos principais motivos para manter-se em um relacionamento menos bom. A pessoa acredita que nada pode fazer para melhorar a relação e acomoda-se ao seu apático destino. Como ganho secundário de um mau relacionamento a pessoa opta por acomodar-se à situação e como escape isola as suas mágoas numa outra relação em simultâneo. Acredite que pode demorar o seu tempo, mas a separação após um relacionamento sem sucesso pode ter um saldo positivo e fundamental para que a pessoa evolua como ser humano. 4 – Esperança de que tudo irá melhorar Quando nos apaixonamos tudo é um paraíso e amor eterno. Um dia acorda-se com o príncipe no outro com o sapo. Existem mulheres que passam anos esperando que esse príncipe volte, se é que ele algum dia tenha existido em outro lugar além de sua própria imaginação. A constatação de que aquele homem maravilhoso só era visto pelos olhos de uma paixão que já não existe mais pode ser duro, mas admitir que fez uma escolha errada pode ser mais fácil e satisfatório do que permanecer em uma relação onde nenhuma das partes tem nada de bom a oferecer ao outro. É óbvio que terminar um relacionamento não é fácil, mas viver infeliz é certamente mais doloroso. Não adie a felicidade, assuma o controle da sua vida e evite mais sofrimento. 5 – Culpabilidade São muitas as mulheres que se culpabilizam pelo fato da chama apagar. Questionam-se onde erraram e lamentam não investirem mais na relação. Tudo na vida caminha para a entropia (tendência para o desgaste) e não há culpados. Foi bonito, apaixonante mas um dia acaba. Da mesma forma que uma relação é construída a dois, ela pode ser destruída por ambas as partes, sem que nenhum dos dois tenha refletido sobre isso. Não se massacre com o que não deu certo. Não se conforme numa relação que já não lhe dá prazer. Não viva o presente com a felicidade do passado. Já era, agora já não é e amanhã não será, certamente. Invista na vida, invista em si, agradeça a felicidade do que passou nesse que já foi bonito relacionamento e aceite a sua verdade. Sonhe alto porque novas oportunidades virão. 6 – Medo de ficar sozinha Quando assumimos uma relação ou nos casamos não pensamos num afastamento ou divórcio. Mas se por alguma razão aconteceu e a relação acabou, cada um tem de seguir o seu caminho e ser feliz. Ninguém está livre de se apaixonar dentro do casamento. Ás vezes o medo de ficar sozinho leva ao comodismo relacional e ao mesmo dissabor, todos os dias. Não será um  relacionamento sem amor e, às vezes até com traição mais assustador que recomeçar do zero. Ninguém é propriedade. Ninguém terá de ficar com outro alguém por pena ou por obrigação.

+Saúde, Prevenção

Como lidar com a rejeição

A rejeição é um sentimento que ninguém que sentir. Ninguém quer ser rejeitado. A rejeição doí mais do que a dor física. É uma dor que dilacera a auto-estima do individuo. Quando vimos ao mundo nós precisamos de validação. Por isso, enquanto somos pequenos os nossos cuidadores  devem ter o cuidado para não internalizar na criança frases do tipo ” Tu és um burro”, “Tu és não sabes fazer nada de jeito”, “Só serves para estragar, não prestas para mais nada”… a criança vai começar a consciencializar-se que é assim. E em adulto estas crenças ficam enraizadas e têm consequências desastrosas na sua personalidade e desempenho, ao qual,  muitas vezes, faz com que essas mesmas pessoas se limitem e não realizem os seus sonhos. Rejeição é uma daquelas coisas que todos nós temos que lidar em algum momento de nossas vidas. Sempre haverá mulheres que não querem sair connosco, ou homens que nos desprezam, promoções que nem sempre recebemos, ou grupos populares do qual gostaríamos de ser amigos e não fomos. Estudos mostram que durante o período de uma vida sofremos de 7 a 8 graves rejeições que nos afetam. Mesmo que tenhamos sido rejeitados mais de 99 vezes, isso não seria motivo para nos parar. Não devemos basear nossas ações naquilo que o outro deseja ou pensa de nós, afinal todas as vezes que recebemos alguma crítica ou somos analisados por alguém, esse alguém está a fazer uma análise dele próprio, porque o espelho reflete a pessoa que está na frente dele. Dicas para lidar com a rejeição   Aprenda com a rejeição  Em vez de simplesmente lidar com a dor da rejeição, pessoas mentalmente fortes perguntam-se: “O que eu ganhei com isso?”_ tire o melhor da rejeição_ ”e transformar a experiência em uma oportunidade de crescimento pessoal. Enfrente a rejeição dessa maneira e sempre que for rejeitado é outra oportunidade de aprendizado. Quanto mais certo daquilo que somos e queremos mais fácil será a rejeição, até agradecemos à pessoas que o fazem, porque se o fazem é porque não interessam manter na nossa vida e assim evitará problemas desnecessários. Encare a rejeição como uma rejeição como uma oportunidade para avançar com mais sabedoria. No que diz respeito à rejeição no trabalho, Considere porque  foi rejeitado E use a rejeição como uma oportunidade para a auto-reflexão. Pedir feedback da pessoa sobre o porquê de ter sido rejeitado, pode ser uma aposta inteligente da sua parte,  sua resposta provavelmente vai doer um pouco, mas também é uma oportunidade para aprendermos onde erramos e dá-nos a oportunidade de fazer alguns ajustes antes de tentar novamente. Natacha Seixas

Prevenção, Psicopatologia Infantil

Educar não é “palmada”

Porque o método de Educação de antigamente não resulta mais? Primeiro os tempos mudaram. Tudo mudou e as pessoas mudaram com o tempo e o tempo muda com as pessoas. A nova Era da tecnologia trás novas exigências. As crianças já não podem receber o mesmo tipo de atenção que antigamente. Para se comparar a educação do antigamente então vamos comparar os pais de antigamente e a mentalidade, bem como, a capacidade das crianças de antigamente. O que difere? O GRANDE PROBLEMA NÃO É A FALTA DE EDUCAÇÃO MAS A FALTA DE AMOR E AFETOS. As crianças precisam de aprender a gerir as suas emoções. Para isso é necessário recriar programas de prevenção nas escolas. Disciplina da gestão da emoção. Programas de parentalidade e gestão de conflitos para os pais. Antigamente: A maioria dos pais eram casados e estavam em casa à noite. Comiam todos reunidos à mesa. Viam todos os mesmos programas. Não haviam telemóveis para incomodar constantemente nem pessoas para partilhar todos os nossos momentos. Um dia durava uma eternidade. As férias pareciam anos. A escola era mais motivadora. Os livros eram ótimos porque eram materiais estimulantes. O recreio era interessante porque brincávamos uns com os outros. Havia sempre brincadeiras interessantes e eram sempre mais ou menos as mesmas e todos conhecíamos as nossas regras e limites. Por isso era fácil escolher. Atualmente: A maioria dos pais são divorciados. A maioria das crianças conhecem vários padrastos e madrastas. Uns chegam a  até conhecer apenas madrastas e ou só padrastos ou uma mistura de ambos. Raramente comem todos juntos e se comem, é a família e mais um milhão e tal de pessoas e três ou quatro telemóveis. Um dia passa a correr e o que se fazia em dois ou mais dias obrigatoriamente tem que se conseguir em um. As férias escolares parecem semanas. A escola é uma chatice. Entre bullyng, professores desesperados e sem paciência para crianças e adolescentes cansados de gente sem paciência e sem tempo para ter responsabilidade por eles, porque na verdade eles estão aprender a viver, é a primeira vez que são crianças e quem tem que ter a responsabilidade por eles são os pais mas como os pais estão numa correria desenfreada para ganhar uns trocos não conseguem desempenhar o papel paternal, os professores não podem ocupar o papel de pais e dá-se um colapso total. Os estímulos são imensos.  A cada instante somos bombardeados por milhões de estímulos e fica difícil de escolher com o que brincar, ou estudar, ou jogar, ou até com quem namorar porque a oferta é muita. Tudo está à distância de um clique. Nunca o ser humano teve tanta liberdade. Nunca o ser humano teve tanta escolha. E nunca o ser humana esteve tão perdido e tão preso dentro de si. PORQUE A SURRA PODE LEVAR POR MAUS CAMINHOS Porque fartos de uma educação de violência. Fartos de serem incompreendidos. Fartos de serem tratados como coisas. Porque amar e educar não é bater. Nada se resolve com violência. Como a criança só conhece esse meio de se comunicar então ela vai ser violenta de uma forma ou de outra ou contra si ou contra outros, ou ambos. A droga acaba por ser uma fuga e um analgésico para a alma. E dizem que antigamente isto não acontecia? Claro que acontecia. Sempre aconteceu. Lembram-se do Elvis Presley? Ele consumia drogas. Apenas, sabe-se porque era famoso e naquele tempo não havia internet nem a facilidade para chegar à oferta como há hoje. Atualmente, é só enviar um sms e está tudo ao nosso alcance. Pense comigo se a criança não está bem então menos bem ficará se levar porrada. Se você estiver triste vai melhor com uma notícia ainda mais triste. Se você estiver com dores de cabeça vai ficar melhor com mais um acréscimo de dor de barriga. Suponho que não. Então é exatamente a mesma coisa. O diálogo, atitude, perseverança, empatia, serenidade e amor pelo próximo resolve o que a porrada cala momentaneamente por medo. É bem mais fácil arrumar o assunto com uma chapada do que tentar perceber o que perturba a emoção do seu filho. Mas é nessa emoção que é necessário mexer e remexer para que ele aprenda a gerir e controlar esses aspetos emocionais. Natacha Seixas.

Psicopatologia Infantil

Se quer EDUCAR tem que SER EDUCADO

Não há evidências de pesquisa de que a surra melhore o comportamento infantil. Pelo contrário, a surra está associada a agressividade, comportamento antissocial, problemas de saúde mental e relacionamentos negativos com os pais. O comportamento abusivo Creio que o comportamento abusivo de muitos pais seja um reflexo condicionado ao que cada um viveu. Segundo pesquisas, o abusado tende a se tornar um abusador. Esta tendência tendência acontece mais com os meninos que com as meninas. Embora não seja uma regra, normalmente as meninas geralmente não repetem o comportamento abusivo. Bater nos filhos é abuso? Se considerarmos o significado de abuso (qualquer ação humana onde exista uma pré-condição de desnível de poder), sim. Bater nos filhos é abuso infantil e/ou juvenil. O nome de tal atitude é violência doméstica. Segundo a UNICEF, ao bater na criança os pais cometem no mínimo dois tipos de violência: Violência Física: toda ação que causa dor física numa criança, desde um simples tapa até ao espancamento que pode ser fatal. Violência Psicológica: comportamentos que levam a criança a sofrimentos e lágrimas através de palavras ou atos, que a faz sentir-se desprezada, culpada, indesejada ou uma má pessoa. A violência psicológica tem a sua face “doce” que é a manipulação que faz a criança atender aos desejos do adulto através de frases como: “se não fizeres isto, eu não vou mais gostar de ti”. Disfarçado sobre o nome de “disciplina” ou “palmadinha”, o castigo físico pode magoar as crianças. Pesquisas têm revelado que o castigo físico e o comportamento agressivo afetam psicologicamente a criança. Palmadinha- geralmente definido como acertar uma criança nas nádegas com a mão aberta – é uma forma comum de manter regras e limites como disciplina mais usada em todo o mundo.  No entanto, até o momento, a surra foi proibida em 53 países. O uso da surra tem sido muito debatido nas últimas décadas. Os defensores afirmam que é seguro, necessário e eficaz; opositores argumentam que a surra é prejudicial para as crianças e viola os direitos humanos. Pesquisas mostram claramente que a surra está relacionada a uma maior probabilidade de muitos problemas de saúde, sociais e de desenvolvimento. Esses resultados revelam-se negativos e incluem problemas de saúde mental, como o uso de substâncias, tentativas de suicídio e condições de saúde física, juntamente com problemas de desenvolvimento, comportamentais, sociais e cognitivos. Igualmente importante é que não há estudos de pesquisa a mostrar que a surra é benéfica para as crianças.  Quando ouvimos profissionais de saúde que dizem que a surra é segura para uma criança, se feita de uma maneira específica, simplesmente expressam opiniões. E essas opiniões não são apoiadas por evidências científicas. A evidência sobre a palmada Já houve centenas de estudos de pesquisa de alta qualidade com uma grande variedade de amostras e projetos de estudo. Ao longo do tempo, a qualidade das pesquisas tem melhorado para incluir melhores medidas de spanking e projetos de pesquisa mais sofisticados e métodos estatísticos. As evidências científicas desses estudos mostraram consistentemente que a surra está relacionada a resultados prejudiciais para crianças. Isso foi melhor demonstrado em duas metanálises importantes conduzidas pela Dra. Elizabeth Gershoff. O primeiro artigo, publicado em 2002, revisou e analisou 88 estudos publicados nos 62 anos anteriores e descobriu que o castigo físico estava associado a abuso físico, delinquência e comportamento antissocial.  Uma metanálise atualizada foi publicada mais recentemente em 2016. Isso revisou e analisou 75 estudos dos 13 anos anteriores, concluindo que não havia evidência que as crianças após a surra ficassem com um melhor comportamento infantil e que a surra estivesse associada a um risco aumentado de desfechos prejudiciais.  Estes incluem agressão, comportamento anti-social, problemas de saúde mental e relacionamentos negativos com os pais. Agora temos dados que demonstram claramente que a surra não é segura nem eficaz. No passado, simplesmente não sabíamos os riscos. Para estratégias parentais positivas Evidências de mais de 20 anos de pesquisa indicam consistentemente os danos da surra. Há também crescente reconhecimento global dos direitos das crianças à proteção e à dignidade, conforme inscrito pela ONU sobre os Direitos da Criança, clique aqui. É importante agora encontrar maneiras de ajudar os pais a usar estratégias positivas e não físicas com os seus filhos. Investir em programas parentais que previnam punições físicas costumam ser bem sucedidos. Quando os pais apresentam muita dificuldade em gerir a situação devem recorrer a um profissional e podem recorrer à terapia de interação pai-filho. Intervenções domiciliárias do terapeuta também tem-se mostrado eficaz. Porque a educação de antigamente incentiva à raiva, zanga e violência. Saiba mais. Natacha Seixas

+Saúde

Pode morrer por causa de um coração partido

Um estudo recente descobriu que pessoas que perderam seus companheiros experimentaram um aumento da doença cardiovascular e fatores de risco relacionados à morte durante um período de três meses. Os pesquisadores dizem que, os enviuvados, após a morte do parceiro, a taxa de mortalidade dos viúvos e das viúvas aumentou em cerca de 41%” . O estudo descobriu que as pessoas que perderam seus ente queridos durante os últimos três meses tiveram algumas alterações na frequência cardíaca e no estado imunológico e aumento do risco de morte. Ambos são fatores que aumentam o risco individual de ataques cardíacos, incluindo a morte. Este foi o primeiro estudo a mostrar que os mastócitos estão associados a níveis mais altos de citocinas  e menor VFC. Chris Fagundes, é um escritor fundador da Escola Rice University e  professor de psicologia de Ciências Sociais , “A esposa aumentou em 41 por cento o risco de morte entre as pessoas dentro dos primeiros seis meses após a perda do marido”. É importante ressaltar que 53 por cento do risco de morte deve-se a doenças cardiovasculares . Neste estudo, este é um passo importante para entender porque as pessoas ficam mais vulneráveis a sofrer acidentes cardiovasculares, determinando como ela se passa de morbidade a mortalidade “, afirma Chris. Trinta e dois indivíduos que participaram do estudo exibiram níveis de HRV de 47% inferiores aos do grupo controle. Indivíduos idosos tinham 7%  os níveis de TNF-alfa mais elevados  (um tipo de citoquinas) e IL-6 níveis superiores a 5% (outro tipo citoquina), do que o grupo de controlo, ou seja, apresentavam citocinas pró-inflamatórias (marcadores imunológicos que indicam inflamação na corrente sanguínea) e uma frequência cardíaca mais reduzida, em comparação com pessoas que não estavam de luto. Finalmente, mães idosas relataram um nível de sintoma depressivo 20% maior do que o grupo de controle. Os participantes com idade entre 51 e 80 anos (média 67,87), dos quais, 22 por cento é do sexo masculino e 78 por cento é do sexo feminino. Fagundes diz que o estudo contribuiu para uma crescente compreensão de como o luto pode afetar a saúde do coração. “É importante ressaltar que existe um risco, embora nem todo indivíduo idoso apresente o mesmo risco.” Em nosso trabalho futuro, pretendemos identificar quais indivíduos estão em maior risco e resistir a consequências fisiológicas adversas do luto.” Chris Fagundes.

Psicopatologia Infantil

O que fazer quando as crianças pequenas não têm apetite?

Anorexia infantil e transtornos alimentares são observados em 40% das crianças com cerca de 1 ano de idade. O fato de as crianças comerem menos ou não terem muito apetite aparece no topo dos tópicos que as famílias mais reclamam. Diante dessa situação temporária, as famílias devem se manter tranquilas em vez de exibir atitudes repressivas. Forçar as crianças a comer pode causar problemas emocionais Eles costumam dizer que não conseguem alimentar seus filhos de todas as maneiras que tentam.  São muitas as crianças serrarem a colher ou comida em sua boca. Por causa dessa situação, as crianças são forçadas e pressionadas  a comer compulsivamente, afetando negativamente o estado emocional da criança. Os pais devem abandonar a sua atitude opressiva Os pais que são opressivos e desafiadores e recorrem a técnicas erradas de nutrição abandonar os métodos e comportamentos aplicados, a eliminação da pressão e da fiscalização contribuirão significativamente para a melhoria dos problemas alimentares. Sugestões importantes para os pais – As crianças devem se alimentar em intervalos de 3-4 horas. Se elas consomem muitas bebidas, como o leite, suco de frutas deve ser restringido durante o intervalo. Se eles bebem muita água, a água deve ser dada apenas quando estão com sede. Alimentos líquidos devem ser cortados 1 hora antes das refeições. – A criança pode comer menos no início, após 1 hora pode exigir mamadeira ou leite materno. Deve esperar até à próxima refeição. As crianças se adaptam facilmente com as mudanças de regras. – Sirva pequenas porções. – As crianças devem comer até se sentirem cheias, não tanto quanto seus pais querem. Não deve ser difícil comer, mas todos devem poder permanecer na mesa até terminarem de comer. – As refeições não devem durar mais de 20 a 30 minutos. Refeições longas contribuem significativamente para comer mais. – Ajude à criança diante da percepção da comida. Sirva-lhe no prato maior a mesma quantidade de comida, de modo que perceba pouca comida dentro do seu prato. – Não é aconselhável recompensá-los ou puni-los por quanto eles comem ou quanto comem. Comer nunca deve ser considerado um desempenho. A criança deve ser capaz de se alimentar com a colher e suas realizações devem ser recompensadas verbalmente. – A televisão deve ser desligada durante a alimentação, os brinquedos e coisas ao redor da mesa devem ser removidos. – Não permita que as crianças mais velhas brinquem com os alimentos. – As crianças adoram conversar. É por esta razão que na hora de comer, as crianças com problemas alimentares, devem ter estas regras bem esclarecidas e o excesso de estímulos deve ser evitado. No entanto, estabeleça um equilíbrio não será necessário um regime militar; não precisa nem deve ser completamente silencioso. – Alimentos que causam reações como queimação, vómito e cuspir não devem ser administrados. – É importante aguardar o momento em que a criança deseja experimentar novos alimentos. Colocar um novo nutriente no prato da criança aumentará a rejeição de alimentos. – Evite conflitos durante as refeições. Se o conflito acabar, algumas crianças sentem-se confortáveis, as suas preocupações diminuem e até querem experimentar novos alimentos. – A comida que a família ama aumenta a curiosidade e interesse das crianças para comer. Estimula a criança dessa forma. Verbalizem o quanto é bom determinado alimento à medida que o ingerem. Se a criança for mais crescida pode convidá-la ajudar nas tarefas que uma refeição exige. Como por exemplo, ajudá-la a colocar a mesa, na escolha da ementa, de forma a que ela sinta que tem um papel ativo e importante também neste setor.   Se o problema persistir de forma a criar conflitos emocionais dentro da família, consulte o pediatra da criança. Tenha em conta que cada criança é única também na alimentação, nem todas necessitam comer o mesmo.     Natacha Seixas

Psicopatologia Infantil

A dor pode ser de origem psicológica

A fonte da sua dor pode ser de origem psicológica A dor que pode ser vista de tempos em tempos em várias partes do corpo pode, na verdade, dever-se a problemas psicológicos. Como você pode encontrar soluções para a dor causada por problemas psicológicos? A dor crónica é a dor mais comum em nossa vida diária e as causas não são totalmente compreendidas. O corpo geralmente cria essas dores no cérebro como uma reação à situação em que o corpo está localizado. Se você tem uma dor que regularmente reclama repetidamente em diferentes partes do seu corpo, elas podem ser realmente de origem psicológica. As dores psicogénicas, podem aparecer em diferentes áreas, tais como no abdómen e pode ocorrer por diferentes motivos. E essa dor se não for tratada pode ocorrer com mais intensidade, dependendo do estado mental do paciente. Quais são as dores psicogénicas? Os tipos mais comuns de dor psicogénica são dores de cabeça tipo tensão. Enquanto as dores permanecem, o paciente reclama especialmente da dor de cabeça e pescoço. A dor geralmente aparece como uma sensação de aperto, e os músculos na região da cabeça e pescoço  se contraem devido ao stress e aperto da mandíbula. Além disso, dores musculares e algumas dores abdominais também se manifestam como problemas psicológicos, desconforto ou stress no corpo. Essas dores podem ser derivadas por um acontecimento passado ou pelo stress diário. Podem também surgir da ansiedade pelo o futuro. Se  está com este tipo de dores, procure ajuda de um profissional de saúde. Não se esqueça de que uma intervenção precoce evitará que sinta um desconforto maior no futuro. Natacha Seixas

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