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Psicologia da atração: o que nos une às pessoas que amamos

Se pararmos um momento para pensar sobre o que nos atrai nas pessoas que amamos, surgirão muitas questões. O que nos aproximou do nosso parceiro? O que nos ajuda a sustentar esse relacionamento? Porque somos cumplices? Por que nos apaixonamos? Provavelmente não conseguiremos responder estas perguntas de maneira correta, porque normalmente o afeto surge sem que percebamos. No entanto, a psicologia nos aponta alguns dados sobre os ingredientes psicológicos que promovem a atração.   Por vezes a beleza dispensa qualquer apresentação.. no entanto…   Três ingredientes da fórmula da atração Para entender a química psicológica que nos une às pessoas que amamos, encontramos três ingredientes principais que nos fazem sentir atraídos por elas, vê-las com bons olhos e nos sentirmos emocionalmente próximos. 1- A proximidade: a convivência favorece o amor Antes que uma relação comece, é necessário que duas pessoas estejam próximas. Estar perto de alguém e senti-lo presente em nossas vidas faz-nos sentir carinho e cada vez mais desejo de estarmos perto dessa pessoa. A proximidade física é de extrema importância, ela envolve desejo, química e aproxima muito os casais porque ela promove uma sensação de familiaridade e segurança e nos faz sentir à vontade para além de aumentar os neurotransmissores responsáveis pela nossa felicidade, oferecendo-nos uma sensação de bem-estar e poder de autonomia e auto-estima. Essa resposta emocional é devido ao efeito de exposição, o que nos ajuda a determinar o que é familiar, seguro, acessível e desejável. Em outras palavras, com o passar do tempo, a simples presença dessas PESSOAS nos faz sentir “EM CASA”.   2- Atração física: comece a admirar alguém e o achará mais bonito Não é somente a proximidade física e emocional; também é necessária a combinação de outros ingredientes, como a atração física, para materializar a união de duas almas. O aspecto físico não é o único ingrediente que é levado em conta para que aconteça uma atração física. A sinceridade, a inteligência e a personalidade das pessoas nos afetam positivamente. Existem alguns estudos que demonstram que a aparência física não é o mais importante. Pode ser desconcertante, mas o aspecto físico nos afeta nos primeiros 10 minutos de contato, quando conhecemos alguém. Isto porque através do aspecto físico avaliamos se a pessoa é feliz, sensível ou sociável. Neste sentido, quanto mais atraente é a pessoa, mais qualidades psicológicas lhe atribuímos. Quando admiramos uma pessoa,  pelo que é , diz, da forma como se expôe perante o mundo, da forma como fala dos outros e como se mostra para os outros e da forma como se mostra para nós, o distingue e é isso que nos faz admirar ou repugnar cada pessoa. Isto pode parecer injusto e mesquinho, mas na realidade não é. Por quê? Porque quanto mais vamos conhecendo alguém e a admiramos mais vamos desejando conhecer e estar com ela, notamos menos imperfeições físicas e a atração física aumenta. O lado menos bom torna-se agradável e fácil de suportar ao ponto de designarmos de personalidade forte.   3- A semelhança torna o amor grandioso Quanto mais nos identificámos mais amamos ou ficamos amigos de alguém. Pensar, sentir e ter interesses semelhantes nos une. É claro que é impossível coincidir 100% em tudo; isto seria muito chato e irritante. Seria muito difícil conviver com o nosso espelho. A proximidade, a atração e a semelhança não são os únicos ingredientes que nos ajudam a construir um relacionamento. O fato de nos sentirmos gostados, mimados e não constantemente criticados, julgados, em constante competição faz-nos sentir especiais e que temos o nosso espaço em alguém.   By Natacha seixas  

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Covid-19 e o Impato Psicológico

O primeiro caso confirmado de coronavírus apareceu na china em 17 de Novembro de 2019. Até o final de dezembro, os médicos chineses comunicarem para o mundo as noticias desastrosas do que viria a ser cientificamente designado por Covid-19 . No entanto, o governo chinês tentou impedir que as informações sobre o vírus saíssem e prendeu médicos envolvidos no combate à disseminação do vírus mortal que origina pneumonia.  As pessoas na China continuaram suas atividades habituais desconhecendo o perigo do que estavam a correr. Verificaram-se 3.200 mkortes na China. Números que levantam suspeitas da CIA. Rapidamente, pelo número elevado de mortes, foi decretado pela Organização Mundial De Saúde (OMS) a dia 11 de Março de 2020, o estado de Pandemia Mundial e depressa o Covid-19 se espalhou aos 180 países do mundo. Até hoje (9 de Abril de 2020), 211.600 pessoas foram consideradas curadas da doença (Covid-19). Em termos de mortes, atingiu-se um novo máximo, 88.982 vítimas mortais por todo o Globo, e o número de recuperados eleva-se para 89.054. O número de infetados rondam 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo.   IMPATO PSICOLÓGICO DURANTE E PÓS QUARENTA Um estudo muito recente do impato psicológico da quarentena relata que a maioria dos  indivíduos em quarentena manifestou efeitos como confusão, raiva, ira, ansiedade, depressão e sintomas de stress pós- traumático, que poderá estender-se até três anos. Os mentalmente vulneráveis, os idosos, os hospitalizados As pessoas  com histórico de doenças psiquiátricas são designadas por pessoas com sofrimento psíquico crónico. Se uma pessoa é ansiogénica e sofre de Perturbação do Pânico , a sensação de desamparo e falta de controle induzida por uma quarentena forçada só pode exacerbar a ansiedade. Para pessoas que são claustrofóbicas, ficar confinado a um espaço pequeno pode ser extremamente aterrorizador. Pessoas com ideação suicida podem estar particularmente em risco nessas circunstâncias. Outra população vulnerável são os idosos, confinados em suas casas ou em lares, onde a infecção pode se espalhar facilmente se não for evitada. Como as pessoas mais velhas correm mais risco de mortalidade, devem permanecer em estado de quarentena até que a situação se resolva por completo. Os idosos podem ser os que mais podem apresentar sentimentos de abandono, medo e solidão. As pessoas que estão confinadas em hospitais, podem manifestar sentimentos de medo, confusão e desespero, por receio de ficarem contagiados e incertezas aquando poderão receber visitas dos seus familiares derivado ás restrições impostas pela quarentena, pelo fato, de perigo de contágio. Como atenuar os efeitos da quarentena Pesquisas que já foram efetuadas mostram que a quarentena é mais bem tolerada e a conformidade melhora quando as pessoas obtêm informações fidedignas sobre a natureza da doença e os benefícios da do isolamento. Se as pessoas forem forçadas não cumprem, é muito melhor explicar os riscos/benefícios da quarentena para a saúde para que desta forma consigamos uma melhor consciência coletiva e uma melhor gestão nesta situação de pandemia. As pessoas não se podem sentir vitimas da situação mas participantes ativos e responsáveis pelo sucesso da recuperação rápida de uma catástrofe mundial. É fundamental não abandonar aqueles que são mais vulneráveis. Pessoas que sofrem de doença mental precisam ter acesso a terapeutas e medicamentos – com telemedicina, médicos online, se necessário. Profissionais de saúde mental, membros da comunidade e da família precisam estar cientes dos desafios que o isolamento apresenta às pessoas sob seus cuidados – ou àqueles da comunidade – e verificá-los com frequência. Os idosos que moram sozinhos precisam ter alguém que os contate e que os tranquilize, é igualmente importante que possam contar com alguém da família ou uma pessoa destinada que tenha todos os cuidados indispensáveis para a não propagação do vírus, dada a sua vulnerabilidade à saúde. Aqueles em lares ou hospitais ainda têm acesso às pessoas que cuidam deles. Atualmente, as redes sociais são uma mais valia para intercomunicar e disfarçar o isolamento interpessoal:  telefone, mensagens de texto, e-mail e até cartas postadas podem fazer a diferença. O ato de alcançar é mais importante do que qualquer coisa que precise ser dita. Pacientes isolados precisam de sentir o quanto importantes são na sociedade. Os cuidados com as crianças são de extrema importância: fazer atividades rotineiras. Manter a rotina é demasiado importante. Os mais pequenos precisam de horas destinadas para se orientarem. Horas para estudar, horas para almoçar, lanchar e jantar. Horas para dormir e acordar. Horas para brincar com os pais. Os casais vão perceber que a adaptação a 24h em conjunto não vai ser nada fácil. Talvez poderão verificar que cada um mudou ao seu ritmo. Poderão até não reconhecer a pessoa com quem vivem atualmente. Não quer dizer que o cônjuge tivesse mudado mas poderá ser significado que você próprio mudou e seja o reflexo de si no outro. As divergências e conflitos pela força das circunstâncias poderão surgir e o desespero seja uma constante à medida que o tempo de isolamento aumenta.  E tenderá tendência agravar se a quarentena for passada com familiares mais próximos dos cônjuges. É benéfico que fique combinado que cada membro da família tenha 1 hora por dia para si sozinho, num espaço num canto da casa para que consiga reunir forças e energias para se estabilizar emocionalmente. É de prever que no fim da quarentena e quando estiver tudo mais estabilizado o número de divórcios tenda aumentar. by Natacha seixas VIDEO DE YOUTUBE

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Chegaram os Robots sexuais: o que pode contar? Ter satisfação sem problemas de relacionamento?

Ter satisfação sem problemas de relacionamento! Uma forma de calar as emoções! A nossa geração está próxima e cada vez mais o Ser Humano caminha para a singularidade. As pessoas são programadas para viver sem emoções e amam mecânicamente com um mecanismo que lhe fará todas as vontades. A chatice deste relacionamento é não haver chatices. Também não espere ser surpreendida nem tão pouco ouvir aquela palavra tão esperada pelos mais românticos e que qualquer pessoa que ama gosta de ouvir, o “amo-te” a não ser que reprograme o “robot” para lhe pronunciar as suas próprias vontades. Tudo virá de si para si. Nada será gratuito. Compra-se o falso amor mecanizado e faz-se sexo com um objeto semelhante a uma imagem perfeita. O hipotálamo tende a diminuir já que as emoções não são estimuladas e o que prevejo é uma geração egocêntrica, sem amor, que relaciona-se consigo e tudo o que tiver do exterior é o que ela programará. Não me parece de todo que alguém vá ter facilidade em lidar com a frustração à mínima critica por parte do outro, quando pode ter tudo o que não precisa de ouvir que é reprogramado por si. Já a leitura da mente pode estar a décadas de distância e se é que ela algum dia seja humanamente possível, mas os sexbots já estão mais próximos. Em T urned On: Ciência, sexo e Robots , Universidade de Londres a pesquisadora de”robosexologist” Kate Devlin, empenha-se na produção do AI-driven dos parceiros sexuais artificiais. Beneficios do robot Sexual Pode fazer sexo quando quiser há hora que quiser e não tem que fazer forçada só para não magoar o parceiro ou para agradar; O robot responderá a todas as suas necessidades, ritmos e fantasias sexuais. No início da relação sexual  pode optar por um pénis mais flácido e ir aumentando a intensidade para mais erétil. Está protegida das doenças sexualmente transmissíveis. O robot não sai porta fora para contar aos amigos que foi mais uma para a lista das mulheres com quem dormiu, como se de um troféu se tratasse. É um bom anti-contraceptivo. Sabe que não vai se decepcionar. Não precisa fingir orgasmos. Ajuda a pessoa a melhorar a auto-estima e a ficar mais desinibida no ato sexual. Não terá problemas de intimidade, vergonha ou repugnância. Saberá que não irá estar a ser avaliada pela sua celulite, gordura ou postura. Penso que estes robots seriam ótimos para fins terapêuticos, para pessoas idosas que estão sozinhas e não pretendem ter mais ninguém. Para pedófilos e agressores sexuais como forma de descarregarem a sua fúria e descontrolo na prática sexual. Para ninfomaníacas que sofrem muito com a ausência da não satisfação imediata. Penso que os benefícios podem ser maiores se usados como anti-traição. No entanto, acredito que a traição vai para além da química e desejo carnal por organismos vivos e não por objetos criados pela mão humana. By Natacha Seixas  

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5 sinais de que o seu relacionamento terminou

E quantas são as pessoas que aparecem no meu consultório e desabafam com tristeza que já não se sentem felizes ao lado do cônjuge. Afirmam sentir um vazio, mesmo acompanhados sentem uma forte solidão e tudo o que querem e estar longe do companheiro e tudo fazem para arranjar atividades extras para evitarem trocar palavras e olhares. Pois sabem que se o fizeram as discussões sem motivo por tudo e por nada serão uma constante. A admiração pelo parceiro deixou de existir. Tudo perdeu o encanto e já nada faz mais sentido a dois. Quando a relação chegou ao fim, veja o caminho para a entropia: 1. Os planos deixam de ser a dois Quando os objetivos e metas a alcançar começam a ser feitas de forma individual e nem se consulta o parceiro para o efeito então é um presságio de que as coisas não estão bem. Uma relação a dois não pode ser trilhada em direções opostas. 2. Pouca sintonia Quando o casal já não se identifica mais, quando começa a existir muitas diferenças entre ambos e colocam defeito em tudo, é melhor reverem a relação. 3. Falta de admiração e de reconhecimento Quando esta falta existe de alguma das partes então a relação chegou ao fim.  Ninguém consegue estar ao lado de alguém que já não admira, que não tenha gosto em andar com essa pessoa pela rua, que não deseje pegar na sua mão e dizer eu sou “dele” e ela é “minha” (íntimos). Esses são os pontos mais importantes que indicam o fim, já que em uma relação buscamos um porto seguro, compressão, reconhecimento, elogio, carinho, empatia e reciprocidade. 4. Visão negativa do parceiro Quando o que antes era um máximo, positivo, admirável, um local bom para se estar, passou a ser temível, desprezável, evitável e negativo. 5. Dificuldade de diálogo Quando a relação chegou ao fim, o casal nem manifesta interesse em investir no diálogo e acaba tudo em discussão, gritos o que alimenta ainda mais a fúria, ódio, raiva e zanga. Estas atitudes e comportamentos ditam o fim da relação prematuramente. O que fazer quando o relacionamento termina? O relacionamento acabou, e agora? Como sair de um relacionamento que acabou? Após o fim como se reequilibrar emocionalmente? Reconhecer que precisam de falar sobre a relação e que têm um problema a resolver: É difícil aceitar que estamos com um problema e que não é uma simples crise conjugal. É um momento de escolha, entre ser feliz ou continuar a ser um fardo e viver uma mentira. Aceitar que chegou ao fim: Ver nossas expetativas iniciais e todo o percurso investido ir por água abaixo não é fácil. Ilusões perdidas e dúvidas existenciais do “será que podia ter dado certo, se eu tivesse feito diferente”, “ouse eu esperasse mais um pouco”, “talvez tenha-me precipitado”, “será que vou-me arrepender”… Para quem ainda saí da relação com sentimentos profundos a situação é mais dolorosa mas há que seguir em frente, ninguém pode ser nem fazer feliz amando pelos dois. Superar os medos: Muitos medos de um novo recomeço nos invade. O medo da solidão e de ficar sozinho. O medo de não conseguir amar e ser amado novamente. O medo de não encontrar alguém compatível. Há que superar e deixar fluir. Resgatar a autoestima: Pense que a relação acabou mas nós não acabamos. A pessoa apenas saiu da nossa vida enquanto pessoa mais intima. Nós continuamos connosco próprios. Não nos separamos de nós mesmos. Então porque abalar a nossa autoestima e o nosso autoconceito. Somos poderosos com ou sem o outro. Afinal, dar o poder ao outro pelo nosso bem-estar e amor próprio é um erro muito comum a evitar. Somos uma pessoa única com uma única impressão digital em todo mundo por isso há que valorizar, seguir em frente e acreditar. Pensar positivo: “Lá por morrer uma andorinha, não acaba a primavera”. ” Atrás de uma montanha alta, há outra mais alta”. Acredita que não perdeste só ganhaste, viveste, foste felizes enquanto houve motivos para tal, agora que já não há, cada um tem que seguir as suas vidas. Quanto mais positivos formos mais o bom vem até nós. Respeito: Quando o casal tem filhos, é muito importante manter o respeito, para que a relação seja cordial e educada. É importante para os filhos ficar esclarecido que foram os pais que se separaram e não eles. As atitudes e os comportamentos na educação dos filhos devem ser congruentes entre os pais. Projetar o futuro: Viver do passado é alimentar o que já foi vivido e já não volta mais. Viver do passado é adiar novas aventuras e novas emoções. Quem vive no passado chama a depressão. Aproveite o presente com base em planos futuros. Não é fácil sairmos de uma relação, de algo que já estávamos habituados, um ritmo de vida, uma pessoa que já conhecíamos, já sabíamos as suas taras e manias, já estávamos habituadas a lidar e sabíamos até que ponto conseguíamos aguentar. Temos medo de enfrentar uma nova etapa e passar por todo um novo, mas acredite que agora parece dificílimo mas quando se desprender do que já fora bonito e com sentido, mais tarde verá que a separação foi a melhor coisa que lhe aconteceu. Natacha Seixas

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A PALAVRA AMO-TE E O SENTIR É SEPARADA POR UM ABISMO

O abismo entre o dizer e o amar   Entre o dizer e o sentir há realmente um enorme caminho a percorrer. Entre os atos e as palavras não existe qualquer argumento que contrarie o que o silêncio de um olhar cala. Muitas pessoas valorizam as palavras e se estas não são ditas é porque o companheiro não tem qualquer sentimento por desvendar. Na verdade quem não gosta de ouvir a palavra amo-te? No entanto, esta palavra tão forte e bonita não deve de forma alguma ser banalizada e dita da boca para fora se não for acompanhada de sentimentos fortes e verdadeiros. Também é verdade que sentir e ficar sem dizer essa palavra mágica é um erro. Vemos pessoas que se entregam em demasia várias vezes porque têm várias relações e em todas elas amam intensamente e dizem amo-te espontâneamente. São na verdade pessoas menos profundas e conseguem colocar uma e outra em seu lugar. Precisam de preencher o vazio afetivo rapidamente para não pensarem na carência de si e o que muda é o nome e a pessoa porque o problema existencial contínua e as mudanças também. Enquanto que há outras pessoas que procuram conhecer a parceira mais profundamente, buscam sentimentos profundos, mergulham nas profundezas do outro ser fundido no seu e até dizer amo-te se é que algum dia o dizem têm realmente de o sentir na sua essência. Mas quando o dizem tornam-se puros como crianças que amam igual a criança ama a brincar. E ainda existem os que têm medo de enfrentar os seus próprios medos e jamais dirão amo-te, com receio de exporem as suas fraquezas, as suas emoções não querendo despir a alma nem deixar uma entrega de sentimentos seus na mão do outro com medo de sofrer ou de se magoar novamente. E há várias formas de amar e ser amado. Normalmente diz-se que em alguns relacionamentos há um que ama e outro que se deixa amar. Não sei quem sofre mais se o que ama, se o que vive sem amar e se deixa ser amado. Não me parece de todo justo anular-se de sentir nem justo para a outra pessoa ser merecedora de amor verdadeiro. Por este prisma, amar é construir mas amar também é destruir. Um bebé quando inicia o seu percurso na arte da linguagem começa por elaborar palavras e nós adultos no discurso no amor também começamos a demonstrar afeto, emoções, plantar amor, construir projetos e fazer planos juntos. Esta condição a dois exige maturidade psíquica, dedicação e uma entrega que não depende de um jogo de palavras. Amar é fundir-se entre a sua perda no encontro de outro ser. O auto-conhecimento de si, o saber o que não se quer, o fato de saber do que se é capaz de suportar e dos nossos limites pessoais é muito importante para podermos manter uma relação harmoniosa. Entre dizer eu te amo e o sentir à realmente um enorme abismo. Antes de o dizer certifique-se que não caí num precipício ou que não atira ninguém para o mesmo. Natacha Seixas

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