Arquivo de Ataques de Pânico - Natacha Seixas https://natachaseixas.com/category/ataques-de-panico/ "Se não fores tu a escreveres a tua própria história alguém o fará por ti" Sat, 04 Jan 2025 22:08:24 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://natachaseixas.com/wp-content/uploads/2025/02/cropped-psi-icon-32x32.webp Arquivo de Ataques de Pânico - Natacha Seixas https://natachaseixas.com/category/ataques-de-panico/ 32 32 Sabia disto? https://natachaseixas.com/sabia-disto/ Fri, 12 Jul 2024 11:50:57 +0000 https://natachaseixas.com/?p=11403 Passa horas a ver as notícias? 📰📉 A exposição constante a notícias negativas pode ter um impacto significativo na nossa saúde emocional e física. Estudos demonstram […]

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Passa horas a ver as notícias?

📰📉 A exposição constante a notícias negativas pode ter um impacto significativo na nossa saúde emocional e física. Estudos demonstram que apenas alguns minutos de notícias negativas podem aumentar os níveis de cortisol, o hormônio do stress, no nosso corpo. Este aumento de cortisol pode enfraquecer o nosso sistema imunológico, tornando-nos mais vulneráveis a infeções e doenças. 🤒
Quando estamos emocionalmente abalados, a nossa capacidade de lidar com desafios e manter um estado de bem-estar é comprometida. O stress crônico causado pela visualização frequente de notícias negativas pode levar a uma resposta inflamatória no corpo, prejudicando ainda mais a nossa saúde imunológica. 😔
Portanto, é fundamental sermos seletivos com a quantidade e o tipo de notícias que consumimos. Praticar a autoconsciência e adotar hábitos saudáveis, como momentos de desconexão e práticas de relaxamento, pode ajudar a manter o equilíbrio emocional e a saúde física. 💪🧘‍♂️

📰📉 A exposição constante a notícias negativas pode ter um impacto significativo na nossa saúde emocional e física. Estudos demonstram que apenas alguns minutos de notícias negativas podem aumentar os níveis de cortisol, o hormônio do stress, no nosso corpo. Este aumento de cortisol pode enfraquecer o nosso sistema imunológico, tornando-nos mais vulneráveis a infeções e doenças. 🤒 Quando estamos emocionalmente abalados, a nossa capacidade de lidar com desafios e manter um estado de bem-estar é comprometida. O stress crônico causado pela visualização frequente de notícias negativas pode levar a uma resposta inflamatória no corpo, prejudicando ainda mais a nossa saúde imunológica. 😔 Portanto, é fundamental sermos seletivos com a quantidade e o tipo de notícias que consumimos. Praticar a autoconsciência e adotar hábitos saudáveis, como momentos de desconexão e práticas de relaxamento, pode ajudar a manter o equilíbrio emocional e a saúde física. 💪🧘‍♂️ #SaúdeEmocional ##sistemaimunológicofortalecido #Resiliência #notíciasnegativas

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“Despertar para a Realidade: A Transformação da Barbie no Mundo Real” https://natachaseixas.com/despertar-para-a-realidade-a-transformacao-da-barbie-no-mundo-real/ Thu, 03 Aug 2023 15:21:17 +0000 https://natachaseixas.com/?p=2337 O filme retrata algumas perturbações psicológicas. Pode assistir-se a a sentimentos de baixa autoestima e crise existencial da Barbie, quando ela percebe que o mundo perfeito […]

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O filme retrata algumas perturbações psicológicas. Pode assistir-se a a sentimentos de baixa autoestima e crise existencial da Barbie, quando ela percebe que o mundo perfeito da Barbieland não é tão ideal quanto imaginava e que ela própria não é tão espetacular como acreditava ser. Esses temas são profundamente relevantes na vida real, especialmente em uma sociedade onde a pressão por padrões de beleza e perfeição pode afetar negativamente a autoestima de muitas pessoas O caminho de autoconhecimento da Barbie, uma figura icônica associada à imagem idealizada, torna sua procura por identidade ainda mais impactante.

Além disso, o filme também aborda a dinâmica de relacionamento entre Barbie e Ken, mostrando Ken como uma personagem passivo-dependente dela. Essa representação expõe estereótipos de gênero e padrões tóxicos de relacionamento que são importantes para refletirmos e desconstruirmos na vida real. Isso ressalta a importância de relações baseadas em igualdade, respeito mútuo e liberdade individual.

A abordagem dos sentimentos de ansiedade e aperto no peito vividos pela Barbie no mundo real adiciona ainda mais profundidade à história. Esses sintomas são comuns em momentos de crise existencial e incerteza sobre o futuro, bem como, a perceção que vai assimilando sobre a vida real, a pressão instalada dos parâmetros de beleza, assédio, conflitos, entre outros. Desta forma, o filme contribui para uma maior abertura sobre questões de saúde mental. Isso pode ajudar o público a compreender a importância de falar sobre as suas emoções e procurar apoio emocional quando necessário.


O relacionamento com Ken também é explorado, questionando estereótipos de gênero. Além disso, o filme aborda o tema sensível de piadas relacionadas com a anatomia do Ken (abordagem de piadas sobre o Ken não possuir órgão genital ), que enfatiza a importância da sensibilidade ao tratar de questões relacionadas à identidade de gênero e autoestima.

Em síntese, o filme apresenta uma narrativa poderosa e reflexiva, onde a Barbie passa por um processo de autodescoberta, enfrenta as suas inseguranças e desafios emocionais. A mensagem central do filme é a importância de aceitar nossa humanidade, abraçar nossa autenticidade e procurar apoio e compreensão em nosso percurso de crescimento pessoal. Essas lições podem ressoar com o público, de forma, a incentivar reflexões profundas sobre a importância da autoaceitação, saúde mental e relacionamentos saudáveis.

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6 tipos de perturbações de ansiedade mais comuns https://natachaseixas.com/6-tipos-de-perturbacoes-de-ansiedade-mais-comuns/ Thu, 03 Aug 2023 13:47:45 +0000 https://natachaseixas.com/?p=2329 A ansiedade é uma resposta natural do corpo humano, mas em algumas pessoas, pode manifestar-se de forma intensa e persistente, que leva a perturbações de ansiedade. […]

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A ansiedade é uma resposta natural do corpo humano, mas em algumas pessoas, pode manifestar-se de forma intensa e persistente, que leva a perturbações de ansiedade. É importante conhecer estas perturbações para melhor compreendê-las e procurar o tratamento adequado. Abaixo estão os

6 tipos de perturbações de ansiedade mais comuns:

Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG): Caracteriza-se por preocupações excessivas e constantes em relação a várias áreas da vida. Estas preocupações são difíceis de controlar e podem estar acompanhadas de sintomas físicos, como tensão muscular, inquietação e problemas para dormir.

Fobia Social: Nesta perturbação, a pessoa experimenta um medo intenso e persistente em situações sociais, onde se sente exposta e avaliada pelos outros. Isso pode levar à evitação de situações sociais ou ao enfrentamento dessas situações com grande desconforto.

Síndrome do Pânico: Caracteriza-se por ataques repentinos e intensos de medo, acompanhados de sintomas físicos como palpitações, sudorese, tremores e sensação de falta de ar. Estes ataques podem ocorrer de forma inesperada e levar a uma preocupação constante com a possibilidade de novos episódios.

Perturbação Obsessivo-Compulsivo (POC): Neste transtorno, a pessoa é dominada por pensamentos intrusivos e recorrentes (obsessões) que geram ansiedade. Para aliviar essa ansiedade, realiza rituais ou comportamentos repetitivos (compulsões). Estas compulsões podem ser prejudiciais e afetar a rotina diária.

Stress Pós-Traumático: Ocorre após uma experiência traumática, como um acidente, assalto ou desastre natural. A pessoa pode ter flashbacks do evento traumático, pesadelos, evitar situações que lembrem o trauma e apresentar hiperatividade do sistema nervoso.

Agorafobia: Geralmente ocorre em conjunto com a perturbação do pânico ou outras fobias. É caracterizada por um medo intenso de estar em lugares ou situações das quais é difícil escapar ou onde não haverá ajuda disponível em caso de emergência. Isso pode levar ao isolamento social e à evitação de atividades fora de casa.

É importante salientar que os perturbações de ansiedade são condições tratáveis. O tratamento pode envolver terapia, medicamentos ou uma combinação de ambos. Se você ou alguém que conhece está a enfrentar sintomas de ansiedade, é fundamental procurar ajuda de um profissional de saúde mental para obter um diagnóstico adequado e um plano de tratamento apropriado. A compreensão destas Perturbações pode ser o primeiro passo para uma vida mais saudável e equilibrada.

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“Desvendando a Ansiedade: Abordagens Científicas para uma Vida Equilibrada” https://natachaseixas.com/desvendando-a-ansiedade-abordagens-cientificas-para-uma-vida-equilibrada/ Thu, 03 Aug 2023 12:02:02 +0000 https://natachaseixas.com/?p=2319 Ter ansiedade é uma sensação comum que muitas pessoas experienciam, mas, em alguns casos, pode tornar-se debilitante e afetar negativamente a qualidade de vida. Sentir-se ansioso […]

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Ter ansiedade é uma sensação comum que muitas pessoas experienciam, mas, em alguns casos, pode tornar-se debilitante e afetar negativamente a qualidade de vida. Sentir-se ansioso em situações desafiadoras é uma resposta natural do nosso corpo para se preparar para enfrentar ameaças ou desafios. Contudo, quando esta sensação se torna constante e desproporcional aos estímulos, é essencial compreendê-la melhor e procurar soluções eficazes.

A ciência tem contribuído para um maior entendimento sobre a ansiedade, permitindo o desenvolvimento de abordagens mais efetivas para lidar com esta condição. Estudos científicos demonstram que a ansiedade está relacionada a fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Diferenças genéticas podem influenciar a predisposição à ansiedade, mas também é importante salientar o papel do ambiente e das experiências vividas na infância e na vida adulta.

A amígdala, uma estrutura do cérebro responsável pelo processamento emocional, desempenha um papel fundamental na resposta à ansiedade. Em indivíduos ansiosos, a amígdala pode ser hiperativa, reagindo de forma exagerada a estímulos que outras pessoas interpretariam como não ameaçadores. Além disso, o desequilíbrio de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, também pode estar associado à ansiedade.

A boa notícia é que a ciência também tem revelado que a ansiedade pode ser tratada e gerida eficazmente. Abordagens terapêuticas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), têm-se mostrado altamente eficazes no tratamento da ansiedade. A TCC ajuda os indivíduos a identificar padrões de pensamentos negativos e distorcidos que contribuem para a ansiedade, permitindo que os substituam por pensamentos mais realistas e adaptativos.

Para além da terapia, a prática regular de exercícios físicos tem-se mostrado uma importante aliada no combate à ansiedade. A atividade física aumenta a produção de endorfinas, neurotransmissores relacionados com o bem-estar e o alívio do stress. Também é importante manter uma alimentação equilibrada e uma rotina de sono adequada, pois a privação de sono e a má alimentação podem agravar a ansiedade.

Para casos mais intensos, a medicação pode ser uma opção, mas deve ser sempre prescrita e acompanhada por um profissional de saúde mental. Certos medicamentos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), podem ajudar a regular os níveis de neurotransmissores no cérebro, reduzindo os sintomas de ansiedade.

O autoconhecimento também é essencial para enfrentar a ansiedade. Conhecer-se melhor, reconhecer os gatilhos que desencadeiam a ansiedade e desenvolver habilidades de autogerenciamento emocional podem ser fundamentais para lidar com a condição de forma mais eficaz.

Portanto, ao enfrentar a ansiedade, lembre-se de que não está sozinho e que a ciência oferece um conjunto de ferramentas para auxiliar neste processo. Procure ajuda profissional, compreenda melhor os mecanismos que desencadeiam a ansiedade no seu corpo e mente e adote hábitos saudáveis que contribuam para o seu bem-estar emocional. É possível superar a ansiedade e viver uma vida mais plena e equilibrada.

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Ansiedade e Preconceitos pela maioria dos Médicos de Família-sem papas na língua https://natachaseixas.com/ansiedade-e-preconceitos-pela-maioria-dos-medicos-de-familia-sem-papas-na-lingua/ Mon, 17 May 2021 22:11:39 +0000 https://natachaseixas.com/?p=1932 A ansiedade chega sem avisar e muitas das vezes nem sabemos que se trata de ansiedade. Por vezes, pensamos em tudo, que estamos a sofrer de […]

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A ansiedade chega sem avisar e muitas das vezes nem sabemos que se trata de ansiedade. Por vezes, pensamos em tudo, que estamos a sofrer de uma doença física grave e procuramos todos os médicos e mais alguns e nada acusa nos exames. Até que nos dizem que o nosso problema é ansiedade.

Não sabemos como lidar com ela e a nossa primeira reação é a de “luta e fuga”. É como se de repente estivéssemos a ser atacados e ameaçados mas só não sabemos por quem nem o porquê, nem qual o motivo, até porque nem temos a consciência do ataque emocional.

Simplesmente, sentimo-nos paralisados perante aquele turbilhão de sensações que mais nos parece um ataque do coração. Mas quando chegamos a um lugar seguro, ao Centro de Saúde ou ao hospital tudo passa e a maioria dos médicos não acreditam em nós e passamos por “maluquinhos”, exagerados e “histéricos” e ficamos cada vez mais confusos.

Ainda há muito para evoluir na educação da doença mental e tem que começar pela maioria dos médicos de clínica geral, desvalorizam muito a mente e a nossa profissão, mal sabem (sim não digo todos, mas a maioria não sabe mesmo que o cérebro ou não querem saber ou fingem que não sabem, sim o nosso cérebro comanda o corpo, o nosso pensamento comanda a vida, as palavras têm poder, a linguagem corporal tem muita força no nosso inconsciente e tanto se poderia evitar através da mente).

Uma das coisas a evitar é o tratamento de desvalorização às perturbações mentais e não tratar as pessoas com estes distúrbios como se fossem um alvo de rótulo para toda uma vida. Ou seja, se um paciente se queixa de ansiedade vai ficar na sua ficha doente ansioso em vez de “x” está ansioso naquele dia àquela hora. Quando um doente tem uma infeção ou um quadro viral não fica registado doente infetocontagioso por si só, mas acompanhado de antibiótico x e alta dia x. Ansioso, não existe alta,  ansioso hoje ansioso para sempre. É o que tenho analisado estes anos todos. Depressivo hoje depressivo sempre. A Depressão tem cura. Mas reparo que há estereótipos bem vincados e preconceitos despropositados. E diagnósticos completamente ao lado pelos próprios médicos de família que em nada entendem da mente humana e não é esperado que o entendam. E criticam os psicólogos quando os próprios enviam relatórios para ajudá-los no enquadramento da medicação do paciente.

Infelizmente um doente com um historial clinico psiquiátrico é sempre visualizado por muitos médicos, não todos, salvaguardo, como pessoas fracas, queixosas e tudo é motivo para ansiedade e toma lá um xanax que isso passa.

Sem papas na língua escrito pela psicóloga Natacha Seixas

Close da boca de uma mulher com a língua para fora. ilustração | Vetor Premium

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Posso ter ANSIEDADE e DEPRESSÃO ao mesmo tempo? https://natachaseixas.com/ansiedade-depressao-perturbacao-mental/ Sun, 16 May 2021 22:56:37 +0000 https://natachaseixas.com/?p=1930 Sabias que é possível estar com ansiedade de depressão ao mesmo tempo? Apesar de ser clinicamente recente, trata-se de Perturbação bem comum. A perturbação mista de […]

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Sabias que é possível estar com ansiedade de depressão ao mesmo tempo? Apesar de ser clinicamente recente, trata-se de Perturbação bem comum.

A perturbação mista de ansiedade e depressão é um problema psicológico que se caracteriza por apresentar sintomas de ambas as desordens. No entanto, ter os sintomas dos dois problemas não basta para um diagnóstico.

Na verdade, a perturbação mista de ansiedade e depressão é uma doença relativamente nova. Mas antes de se “autodiagnosticar” é importante entender que perturbações mentais geralmente manifestam comorbidade, ou seja, têm várias doenças associadas, cabe ao psicólogo diagnosticar e fazer o tratamento adequado.

É muito comum uma pessoa aparecer no consultório queixar-se com sintomas de depressão mas durante o tratamento diagnosticar-se como perturbação primária a bipolaridade. A depressão, nesse caso, seria uma doença secundária, oriunda da perturbação primário.

Por isso, deve-se sempre evitar o dr. google. Apenas um especialista na área da saúde mental é capaz de um diagnóstico fidedigno.  Doença mental é coisa séria. depressão e ansiedade não é frescura e o tratamento tem que ser administrado o quanto antes.

 

Ansiedade e depressão: doenças únicas mas que podem andar em conjunto | Veja Saúde

Sintomas de Perturbação de ansiedade e depressão:

Os sintomas de perturbação de ansiedade e depressão podem ser muito semelhantes e por isso pode ser difícil dar esse diagnóstico.  Quatro desses sintomas têm de persistir por mais de 4 semanas, para o diagnóstico de ansiedade e depressão

  • Problemas de concentração;
  • Distúrbios do sono;
  • Cansaço ou falta de energia;
  • Irritação;
  • Preocupação;
  • Choro fácil;
  • Estado de vigília constante;
  • Pessimismo exacerbado;
  • Sentimento de desesperança;
  • Baixa autoestima/ sentimento de inutilidade.

Além disso, é importante observar as seguintes condições dos sintomas apresentados:

  • Não são causados ​​por medicamentos ou condições de saúde;
  • Devem causar prejuízos ou distúrbios significativos no dia-a-dia da pessoa;
  • Não atendem os critérios de outras perturbações mentais.

Poderemos observar outros sintomas como o comprometimento social. Se tens esta perturbação, podes perder a escola ou o trabalho, ausentares-te de atividades sociais, abusar de drogas e/ou álcool, ter problemas crónicos de saúde e/ou negligenciar a aparência e higiene pessoal.

Fatores de risco para a perturbação misto de ansiedade e depressão:

Apesar desta perturbação ser muito comum a cada mil pessoas com sintomas de depressão e ansiedade, oito possuem esta doença. Mas a taxa não é ainda não é muito precisa.

 Fatores que aumentam o risco de desenvolvimento da perturbação mista de ansiedade e depressão:

  • Histórico familiar de perturbações mentais e/ou vícios em substâncias;
  • Dificuldades financeiras, pobreza, miséria, incapacidade de suprir necessidades básicas;
  • As dificuldades e pressões exclusivamente por ser mulher;
  • Falta de apoio social ou familiar;
  • Ser portador de doença grave e/ou crônica;
  • Possuir uma personalidade dependente e/ou pessimista;
  • Ter baixa autoestima;
  • Possuir trauma de infância;
  • Estar sob muito stress.

O que causa a perturbação da ansiedade e depressão?

Ambos as perturbações são provavelmente causadas ​​por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Fatores biológicos incluem desequilíbrios de neurotransmissores no cérebro, bem como predisposição genética. Fatores psicológicos podem incluir traumas ou o stress. Fatores ambientais estão ligados a fatores psicológicos e incluem um ambiente doméstico instável ou fatores socioeconômicos.

É IMPORTANTE ESTAR ATENTO AOS SINTOMAS E PROCURAR UM PSICÓLOGO PARA EFETURAR UM DIAGNÓSTICO CORRETO.

Toas as perturbações psicológicas têm tratamento, através da psicoterapia que melhoram muito a qualidade de vida dos pacientes, bem como, e em muitos casos consegue-se a remissão total do problema. Ao contrário do que pensamos, com o tratamento correto, a maioria das perturbações mentais não são um “bicho de sete cabeças”.

By Natacha Seixas

 

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Infedilidade https://natachaseixas.com/infedilidade/ Mon, 03 May 2021 23:05:27 +0000 https://natachaseixas.com/?p=1923 Infidelidades podem definitivamente prejudicar relacionamentos. Se sentes o teu parceiro mais frio e distante talvez seja a infidelidade uma das razões o motivo dessas atitudes. Em alguns […]

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Infidelidades podem definitivamente prejudicar relacionamentos.

Se sentes o teu parceiro mais frio e distante talvez seja a infidelidade uma das razões o motivo dessas atitudes.

Em alguns casos, o infiel muda horários, rotinas ou passa a ocultar fatos.

 

 

Sinto que meu parceiro está distante: o que fazer?

  • Comunicação. Fala com o teu parceiro: Faz isso de forma assertiva, tenta te concentrar nos fatos, não no que  apenas desconfias. Fala com ele sobre o que te perturba em relação às suas mudanças, sem entrar em polêmica, pergunte-lhe diretamente o que o fez mudar de atitude.
  • Seja paciente:  Não te tornes obsessivo, seja com mensagens constantes, perseguições ou invadindo os limites de sua privacidade. Se verificares que não consegues controlar esses comportamentos e atitudes procura ajuda de um profissional porque poderás estar a ter algo patológico.
  • Mostra empatia. Tenta entender se o teu companheiro está a passar por algum momento complicado e tenta colocar-te no lugar dele. Sê empático(a).
  • Não imites a sua atitude. Algumas pessoas são tão orgulhosas, que gostam de pagar na mesma moeda. No entanto, isso só vai piorar a relação. É melhor criar hábitos para melhorar o relacionamento a dois.
  • Mostre autoestima. É importante desenvolver uma boa auto-estima. Muitas vezes, as coisas são imaginárias e nada acontece da forma que prevê; no entanto, o apego que criou  em relação à outra pessoa faz com que desenvolva medos e gere mais ansiedade. Nesse caso, pode ser uma boa ideia buscar apoio psicológico para fortalecer as suas áreas de fraqueza.

Ame-se e não aceite menos do que merece

Quando passas por um momento menos bom em um relacionamento, a solução só pode vir de ambos. Não caias na ilusão que ternura e apoio são unilaterais e o outro também tem de retribuir carinhos para ambos estarem na mesma sintonia e poderem ser felizes, primeiro pensa em ti e depois nele(a).

Se já falaste com o teu parceiro, desabafaste sobre os teus sentimentos e se ele continuar a agir da mesma forma, a melhor solução será afastarem-se. É melhor estar sozinho do que mal amado ou amado pela metade!

 

By Natacha Seixas

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Gerir as emoções para ser feliz https://natachaseixas.com/emocoes/ Sun, 02 May 2021 19:29:45 +0000 https://natachaseixas.com/?p=1920 Somos seres humos pensantes com emoções. Todos sentimentos, todos rimos e choramos. Todos gostamos mais ou menos. Para vivermos é preciso nascermos e sabemos que um […]

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Somos seres humos pensantes com emoções. Todos sentimentos, todos rimos e choramos. Todos gostamos mais ou menos. Para vivermos é preciso nascermos e sabemos que um dia vai acontecer. O dia vai chegar. Todos somos mortais. Então porque não fazemos para nos sentirmos bem e encaramos a vida tal e qual como ela é.

Se vamos ao médico quando temos um braço partido e colocamos gesso para o tratar, se temos uma amigdalite e tomamos antibiótico para sarar, se achamos normal injetarmos insulina para a diabetes. Então porque temos vergonha e nos culpabilizamos por nos sentirmos tristes, sem ânimo, sem conseguirmos levantar da cama para fazermos a nossa rotina diária que antes nos era tão simples e normal. Sei que ao olhar do outro também possa ser preguiça e ao teu olhar sei que sentes que não se trata de uma simples preguiça ou querer faltar ao trabalho, até porque o teu corpo não consegue reagir, estás apático, as tuas emoções estão doentes.

Quando se trata de procurar ajuda médica para o físico o ser humano vai. Mas no que se trata a procurar ajuda psicológica ainda existe um longo caminho a percorrer. Regista-se uma tendência a esconder as emoções e o teu verdadeiro estado exaustivo, ri quando pretende chorar, está presente quando só quer fugir, e assim se afoga amarguras e o quadro clinico se agrava.

Não é vergonha estar afetado psicologicamente. Somos seres que falham e também temos os nossos interruptores mentais que avariam. Sabes que não  precisas de viver assim. há cura, há solução, não faças da tua doença um caminho sem saída.

 

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Espero que um dia estes mitos acabem e que as pessoas vejam a saúde mental com normalidade e dêem o mesmo valor como dão à saúde física sem culpas e ressentimentos. Só assim podemos pòr fim às nossas dores e ter mais qualidade de vida e viver de emoções saudáveis- Emoções positivas geram comportamentos saudáveis logo sentimentos que promovem o bem-estar.

 

By Natacha seixas

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Motivos para ir ao psicólogo? https://natachaseixas.com/motivos-para-ir-ao-psicologo/ Sat, 01 May 2021 21:11:55 +0000 https://natachaseixas.com/?p=1911 Embora já tenhamos avançado na ideia de que psicólogo “não é só para malucos”, ainda há uma certa relutância em tomar essa decisão. Se a maioria […]

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Embora já tenhamos avançado na ideia de que psicólogo “não é só para malucos”, ainda há uma certa relutância em tomar essa decisão.

Se a maioria das pessoas soubesse o quanto um psicólogo pode  nos ajudar a resolver problemas do passado , melhorar nosso presente e mudar nosso futuro, não hesitariam tanto em procurá-lo.

Por que consultar um psicólogo?

Primeiro, devemos acreditar que não é como um amigo que está ali para jogar conversa forma. Um psicólogo estudou e usa os seus recursos e técnicas científicas que foram estudadas e validadas para lidar com problemas do foro psicológicos.

Segundo,  devemos abandar a crença de que psicólogos é só para malucos. Foque-se no que sente e que afeta e vá com a convicção que está a procurar o especialista correto para resolver o seu problema.

Da mesma forma como procuramos, um médico para resolver uma dor de barriga, ou um cabeleireiro para cortar as pontas espigadas a nossa mente também precisa de cuidados. Sem a mente sã acredite que nem faz uma coisa nem outra.

Lembre-se que não trazemos livros com instruções. Por alguma coisa somos únicos e tão diferentes uns dos outros não somos máquinas, por algumas coisa somos ser pensantes, com sentimentos e extremamente complexos. Sei que pedir ajuda profissional não é fácil e requer força de vontade que muitas vezes não temos ou não levamos a sério.

Não pense que ao iniciar as sessões com o psicólogo é uma condição para toda a vida. É apenas enquanto a situação/sintomas perdurarem e até conseguir as suas próprias ferramentas para se melhor lidar com a situação.

 

 

RAZÕES PARA IR A UM PSICÓLOGO

Assim como não faz sentido suportar a dor física também não faz sentido algum suportar a dor emocional.

Se você não sabe por que ir ao psicólogo, considere estes vários motivos:

1. É um espaço só para ti

Imagino que passes o dia a trabalhar, ou a fazer a lida da casa, a tomar conta dos filhos, a satisfazer os caprichos do marido ou a chorar de tanta desilusão ou talvez nem sintas vontade de sair da cama, farta de tudo e todos.

  • Imagina um espaço só ti. Uma massagem no teu ego, onde tu podes ser tudo. Onde ninguém te critica e te aceita como és.
  • Dedicar uma hora por semana de aconselhamento para resolver teus problemas não é egoísmo, mas uma oportunidade de melhorar -te contigo para ti e contigo para com os outros e contigo para com o mundo.

2. O psicólogo espelho de ti

Muitas vezes, as emoções assumem o controle e não nos permitem pensar ou agir com clareza. Outras vezes, não entendemos totalmente por que estamos a fazer certas coisas. O psicólogo devolve-te a ti.

Todos nós temos bloqueios, experiências e situações que nos fazem decidir de uma forma específica.

Ir ao psicólogo pode nos ajudar, por exemplo, a entender porque somos assim ou porque sempre acontecem as mesmas coisas connosco .

Precisas de certezas para os teus sentimentos  e de processá-los sem influências externas o psicólogo é uma boa opção.

3-Sem julgamentos

Certamente já falaste com algum amigo, parceiro ou alguém da família, e sentiste de alguma forma alguns julgamentos sem intenção mas que não te ajudaram em nada até pelo contrário, aumentaram aa tuas dúvidas e só te dificultaram a tua vida. Querias imparcialidade e não a tiveste.  Isso ocorre porque as pessoas ao teu redor podem tomar partido ou basear-se em preconceitos .

  • O psicólogo, não faz qualquer tipo de4 julgamentos, ele analisa sua forma de se expressar, sua linguagem, seus gestos e suas reações.
  • Desta forma, ele consegue avaliar a situação e dar-lhe uma visão profissional sem qualificar o seu comportamento.

4. Recebes um feedback de um profissional

Os terapeutas estudaram para poder oferecer aos seus pacientes diferentes opiniões, valores ou pontos de vista de um ângulo mais “objetivo”. Ou seja, sem emoções ou tabus, como nem sempre poderia acontecer com seu melhor amigo.

  • Terás uma explicação de um ângulo diferente e isso o ajudará a agir de maneira diferente na próxima vez .
  • O psicólogo não está emocionalmente envolvido contigo, portanto, sua perspetiva é mais ampla.
  • Isso o ajudará a seguir em frente, a mudar alguns comportamentos negativos e a sentir mais segurança e confortável contigo próprio.

5. Falar vai te fazer bem

Muitas vezes, o psicólogo fica em silêncio e permite que o paciente veja por si mesmo o erro ou a situação particular. As palavras têm poder é importante que tu as ouças conforme as dizes e na entoação exata como as dizes, nada melhor do que um psicólogo para te mostrar. Identificar as as emoções é fundamental e isso faz-se a falar.

Natacha Seixas - YouTube

6. Nem sempre vais ouvir o que queres

Fazer terapia é como falar na frente de um espelho . Mas as respostas nem sempre são o que desejas ouvir . Um terapeuta não te vai dizer as mesmas coisas que os teus entes queridos, e isso é motivo suficiente para consultar um psicólogo.

Ele nem sempre concordará 100% com contigo, nem te defenderá todas as situações.

Em ambiente terapêutico será capaz de encontrar uma solução para o seu problema , uma forma de desbloquear um trauma ou superar um obstáculo.

7. Consultar um psicólogo fornece as ferramentas para agir

Basicamente, um psicólogo não dá conselhos. Mas ajuda a encontrar os métodos para atingir um objetivo sozinho.

Primeiro, identifica o que está acontecer contigo, em seguida, familiarizares-te com a situação. E, finalmente, agir de acordo.

Consultar um psicólogo é uma ótima ideia, mesmo que nenhum trauma do passado nos assombre. Podes pensar que não tens muitos problemas. No entanto, na realidade, todos nós podemos melhorar como pessoa por meio da terapia .

O apoio de um psicólogo é fundamental quando passamos por determinadas situações.

By Natacha Seixas

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Perturbações Traumáticas em Criança https://natachaseixas.com/perturbacoes-traumaticas-em-crianca/ Sat, 01 May 2021 18:35:28 +0000 https://natachaseixas.com/?p=1905 AS CRIANÇAS E OS TRAUMAS Os traumas ocorrem com alguma frequência na infância e na adolescência. Nem todos eles levam ao aparecimento da Perturbação de Stress […]

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AS CRIANÇAS E OS TRAUMAS

Os traumas ocorrem com alguma frequência na infância e na adolescência. Nem todos eles levam ao aparecimento da Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT), mas alguns argumentos mostram que, quando estão presentes, estas Perturbações são muitas vezes minimizadas pelos pais e até mesmo pelos profissionais.

Em adultos, estas Perturbações Traumáticas são muito estudadas em contextos militares ou civis desde o final do século XIX  século, sob a neurose prazo ou neurose de guerra traumática. A partir de 1980, a terceira versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Perturbações Mentais (DSM-III) consagra o termo “Perturbação de Stress Pós-Traumático”. No entanto, o assunto não é estudado especificamente em crianças. Durante a Segunda Guerra Mundial, Anna Freud e Dorothy Burlingham foram as primeiras a se interessar pelos sintomas que aparecem em crianças submetidas a bombardeios da Força Aérea Alemã em Londres. deste estudo há que realçar que asz crianças lidam melhor com o trauma, num ambiente de pais calmos e solidários, no entanto, a ajuda das pessoas ao seu redor nem sempre evita distúrbios tardios. Só na década de 1970 registam-se mais estudos de desastres naturais, acidentes ou agressões, que se concentra na avaliação e acompanhamento de crianças.

 

Plüschtier auf der Straße

O que é um evento traumático para a criança?

Os eventos que podem levar à Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT) compreendem algumas características: são repentinos e envolvem uma ameaça à vida ou risco de lesões graves ou abuso sexual. A criança pode ser a vítima ou a testemunha enquanto o evento acontece a um terceiro.
Isso acarreta uma variedade de situações: abuso físico e sexual, violência doméstica, acidentes graves, ataques de cães, procedimentos médicos invasivos, incêndios, desastres naturais ou tecnológicos, guerras, etc. É muito importante a idade da criança, a maturidade, o índice de défice de coping, ou seja a sua capacidade de lidar com a situação, a perceção de ameaça e a decisão imediata de evitação e fuga em caso de perigo. Por exemplo, um ataque de um cão pequeno pode causar traumas em uma criança pequena, enquanto não o causará em um adolescente.
Já nos abusos sexuais assim não se passa, pois trata-se de eventos muito traumáticos. Normalmente, as violações são de agressores parentes próximos, que acabam por agravar o trauma e são de forma intencional e com alguma frequência. A criança sente-se desprotegida e  cria medo com sintomas ansiogénicos agravados, pois a pessoa que deveria ser cuidadora acaba por destrui-la por dentro e fazer-lhe mal também fisicamente.
A morte de um familiar (mãe, pai, irmão) são igualmente eventos muito traumáticos e difíceis de entender, aceitar e ultrapassar.
Já a exposição a imagens violenta, vídeo jogos sangrentos e assustadores não representam por si só eventos traumáticos mas podem desencadear manifestações de ansiedade em crianças, como medo de adormecer sozinhos (terrores noturnos).
O bullying, em casos extremamente graves podem ser traumáticos e originar o PSPT.
Uma criança com o PSPT  fica com o seu sistema de crenças afetado e dá-se a  “Destruição das teorias sociais infantis ” (Bailly) . A criança que normalmente se sente protegida pela crença na invulnerabilidade de seus pais e na capacidade de sempre protegê-la vê essas crenças protetoras destruídas.
A reação dos pais ao trauma e às dificuldades que dele podem resultar na criança também é um ponto importante no desenvolvimento e na persistência das dificuldades na criança. Se os próprios pais estão atordoados, oprimidos, ansiosos pelo evento ou pelos problemas da criança, a evolução será menos favorável. Por isso, nessas situações, é importante oferecer apoio a toda a família.

Reações ao trauma

Após o trauma, pode-se observar sintomas transitórios. Assim, no caso de sintomas pós-traumáticos no primeiro mês, falamos em “Perturbação de Stresse Agudo”. Em alguns casos, os sintomas melhoram em dias ou semanas.
No entanto, as Perturbações Depressivas e as Perturbações de Ansiedade (especialmente a Ansiedade de Separação). A co-morbidade também foi encontrada com Abuso de Substâncias, Perturbações de Conduta, Perturbações de Oposição e Perturbações de Déficit de Atenção.

Quais sintomas?

A PSPT pode aparecer em qualquer idade e sempre inclui:
– sintomas de recaída, que são re-atualizações do trauma que a criança revive com a mesma angústia e intensidade de quando o evento ocorreu: pensamentos intrusivos que podem resultar na criança pela necessidade de falar constantemente sobre assuntos relacionados ao evento, flashbacks (a criança parece reviver o evento sem haver nenhum lembrete particular, como se seu comportamento estivesse dissociado de sua finalidade ou de sua intencionalidade), pesadelos, angústia quando há um gatilho que faz relembrar o trauma;
– sintomas de evitação de qualquer coisa que pudesse lembrar o evento;
– estado de hiper-alerta: distúrbios do sono, dificuldade de concentração, hiperemotividade com irritabilidade e às vezes explosões de raiva com atitudes de vigilância, a criança fica muito ansiosa em relação ao meio;
– manifestações cognitivas (memória) e emoções negativas (dor, tristeza, raiva, raiva, vergonha, culpa, sendo esta última muitas vezes importante, mas pouco verbalizada nas crianças).
A idade da criança modifica a maneira como esses sintomas são expressos e condiciona o aparecimento de sintomas adicionais.

Crianças em idade escolar

As revivescências podem assumir a forma de um jogo traumático  em que a criança literalmente repete parte da cena traumática. Essa repetição é compulsiva, sem prazer, não alivia a criança de sua ansiedade e não deixa espaço para que terceiros desenvolvam um cenário lúdico. A brincadeira traumática não é um jogo, mas um sinal de sofrimento. Verifica-se uma incapacidade na diminuição no jogo imaginativo.
Nessa idade, os sintomas frequentemente se manifestam na esfera escolar e a criança pode ver sua socialização e habilidades cognitivas prejudicadas pelo trauma.

Crianças pré-escolares

Antes dos 18-24 meses, observamos principalmente distúrbios do desenvolvimento psicomotor, perda de aquisições, estados de apatia com passividade ou agitação com choro e gritos incessantes, irritabilidade, medos, distúrbios do sono e alimentação, manifestações psicossomáticas, angústia de separação.
Por volta dos 18 meses surge o acesso ao pensamento e aos jogos simbólicos. Esse estágio evolutivo pode condicionar a possibilidade de registrar, expressar e reviver memórias traumáticas, e os sintomas de revivescência são mais frequentes quando o trauma ocorreu após 18 meses.
Crianças de 3 a 6 anos podem ter brincadeiras estereotipadas e comportamentos de desenho, comportamentos de esquiva, comportamentos regressivos (enurese secundária e / ou encoprese), distúrbios do sono (pesadelos, terror noturno, medo de dormir sozinha), fobias (medo de ir ao ao wc sozinha), apego reações e ansiedade de separação, tristeza, manifestações de ordem psicossomática (dor abdominal, dor de cabeça), manifestações de raiva ou espasmo de soluços. Atrasos no desenvolvimento (linguagem, psicomotricidade) também podem ser observados.

Adolescentes

Em adolescentes, a sintomatologia é semelhante à dos adultos. No entanto, apresentam mais frequentemente Perturbação de conduta, comportamentos auto ou heteroagressivos e abuso de substâncias (álcool ou outros). A agressão às vezes se manifesta no ambiente familiar ou no grupo de pares, mas também no virar-se contra si mesmo com risco de impulsos autoagressivos, que também podem ser interpretados como tentativas de escapar de estados dolorosos de vazio, distanciamento ou embotamento de afetos. Sintomas dissociativos (amnésia traumática, despersonalização, desrealização, chegando a estados de transe).

Como fazer o diagnóstico?

A avaliação deve cuidadosa e criteriosa, ser feita tanto quanto possível em parceria com os pais da criança e também concernir ao funcionamento da família.  O DSM-5 definiu critérios diagnósticos para PSPT em crianças menores de 6 anos de idade e outros critérios para crianças mais velhas e adultos, seguir à risca estes critérios de4 diagnóstico.

Qual suporte?

É necessário, acima de tudo, assegurar que a criança se encontra num lugar seguro com cuidadores seguros e que qualquer ameaça seja eliminada para a criança e, se não for o caso, tomar todas as medidas úteis para protegê-la. No primeiro mês após o evento, tranquilize a criança, forneça a ela e aos seus pais informações sobre o desenvolvimento dos distúrbios e reafirme aos pais sobre sua capacidade de ajudar o filho. Se as queixas piorarem ou persistirem, a consulta com um especialista é recomendada.
O tratamento para PSPT em crianças é a psicoterapia, e os psicotrópicos não são indicados.
By Natacha Seixas

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